Transparência sólida

Rebeca Bex

O ano começou muito conturbado, ainda com aquele ranço da Operação Lava-Jato desde março de 2014, parece a sacola do gato Félix pois a cada momento saem novos fatos novos sobre corrupção na Petrobrás.
No entanto, a corrupção aqui no Brasil sempre existiu. Agora parece bem pior. Talvez, em algum passado distante, fôssemos menos preocupados ou apenas fingíamos que não sabíamos do que sempre aconteceu.
O que é preocupante, na verdade, é que com tanto acesso à informação que temos hoje é a quantidade de besteiras que acumulamos para ler. Em um lugar em que tudo pode ser publicado e, AINDA, sem verificação de fonte e de veracidade, torna ainda mais difícil nos tornarmos uma sociedade mais justa e informada.

Há a participação popular, mas se mistura muito com as reclamações em redes sociais. É engraçado, porque você começa a ler “fulano me contou, de fontes fidedignas, de que se fizer isso vai mudar a situação política do país”. A informação é um direito que temos.

Mas o que é a transparência pública? É trazer as informações relativas ao Estado para o povo, sem sigilo algum. Afinal, eles sabem tudo sobre nós, porque não poderíamos receber as informações Dele? É uma questão principiológica. Com ela é a forma de impedir que o Estado cometa atos que sejam viciados ou mascarados, ou seja, errados. Para promover a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que são alguns dos princípios de Direito Administrativo.

Convenhamos, o Poder, no geral, não gosta de ser transparente, mas é uma exigência do Estado. É claro que o governo federal atual NÃO é 100% transparente (e duvido que exista algum), mas tem sido um saldo positivo desses últimos anos com a cobrança da transparência pública, embora ela seja obrigatória no Brasil. Ela nunca foi tão exigida quanto agora, foi regulamentada há pouco mais de dois anos. É uma vergonha? Óbvio. Em qualquer lugar que você vá, você quer que as pessoas sejam sinceras. E é isso que a transparência pública tem por objetivo.

Nisso, não bastaria ser transparente e botar tudo na mesa. Porque o povo não entenderia, somos ignorantes sobre nossos próprios governantes. Falta-nos conhecimento para quase tudo, aí aquele que sabe leva a fama e começa a distorcer a realidade de novo. Ser transparente é trazer informações que sejam compreensíveis por todos.

Por fim, escândalos de corrupção deveriam ser tratados de forma mais rígida. Talvez o problema do Brasil é que seja uma grande bagunça. Há concentração ou faltam pessoas (mais corajosas) em órgãos no Ministério Público, Polícia Federal e no Poder Judiciário, falta aquele impulso para fazer a mudança acontecer. Também há a má escolha de políticos que nos representam no Congresso Nacional. O que queremos é a mudança, mas quem quer encarar os problemas de frente? Ninguém.

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Categorias: Política Nacional, Território Nacional

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