Mulher é presa por querer assistir partida de vôlei

Em 2012, o governo do Irã proibiu mulheres de assistir partidas de vôlei. Aliás, desde 1979 elas não podem assistir nem futebol. Segundo as autoridades do país, a entrada em estádios é impedida pelo próprio bem delas, a fim de evitar um comportamento lascivo por parte dos homens. Oras, eles que se comportem e sejam ensinados a agir de uma forma que não seja machista.

No dia 20 de junho, a multidão que assistia o jogo do Irã contra a Itália no Estádio Azadi, em Teerã, era predominantemente masculina. Foi então que Ghoncheh Ghavami de 25 anos de idade juntou-se à um grupo de pessoas que pacificamente pedem a permissão para mulheres assistirem ao jogo também. A resposta da polícia foi um grande não violento, batendo e prendendo vários manifestantes – incluindo Ghoncheh, que também chegou a ser arrastada pelo chão.   

Os manifestantes ficaram detidos por várias horas e após prometerem que não iriam mais participar de protestos semelhantes novamente, foram liberados. Dez dias depois, Ghoncheh voltou ao centro de detenção para recolher seu celular confiscado. Ela foi imediatamente presa novamente. Objetos pessoais como laptop e livros foram confiscados em seguida em sua casa.

Reprodução/Amnesty International UK

Ghoncheh apareceu diante Tribunal de Revolução em 14 de outubro sob a acusação de propaganda contra o regime” (de acordo com a Amnesty International não chega a ser uma ofensa criminal reconhecível internacionalmente). Até esse dia, ela mantinha uma greve de fome em protesto contra as condições de sua detenção.

Ghoncheh permanece em confinamento solitário. Sofreu pressão psicológica e já foi ameaçada por não aceitar trocar seu advogado por um outro, supostamente ligado à inteligência iraniana e também a ser levada para uma prisão chamada  Gharchak, conhecida por ter péssimas condições. Disseram-lhe que ela não sairia viva de lá.

De acordo com a Amnesty International, Ghoncheh está presa por lutar contra a discriminação das mulheres no Irã. É um absurdo que em pleno século XXI isso aconteça. No Irã, mulheres ainda são apedrejadas como sentença de morte, sofrem ataques com ácido, meninas são estupradas durante anos. A poligamia é estabelecida pela legislação – homens podem ter quatro esposas. E mulheres não possuem o direito de divórcio.

Mulheres têm que receber direitos iguais. Você pode ajudar a libertar Ghoncheh assinando essa petição aqui.

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Categorias: Internacional, Oriente Médio

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