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Refugiados de uma Copa feita com sangue

Boa parte diz por aí que o Brasil está pacificando favelas, porém de acordo com diversas reportagens do Revolution News, milhares de pessoas estão sendo expulsas e agredidas na Telerj no Engenho Novo, Rio de Janeiro.

As tropas de choque da polícia militar do Estado do Rio – as mesmas que reprimiram violentamente os protestos políticos desde Junho de 2013 – agora se colocam contra famílias que vivem em Telerj, com muitas crianças pequenas e idosos. Conforme a reportagem da Revolution News, os policiais jogaram bombas de aviões que sobrevoavam a área. Além disso, incendiaram barracos com lança-chamas e jogaram produtos químicos em adultos e crianças. Há a suspeita de quatro crianças terem sido mortas.

A procissão de crianças acompanhada de seus pais e avós, carregando os restos de casas abandonadas como refugiados que atravessam fronteiras, se deve simplesmente ao fato de que as tais Unidades de Polícia Pacificadora instaladas em favelas da Zona Sul da cidade possuem a “missão” de desocupação. As tais Unidades de Polícia Pacificadora são meros enfeites. Em nome da Copa do Mundo da FIFA, o governo criou as UPP só para fingir que a ação da polícia não é violenta. A ocupação militar das favelas é uma grande farsa. A pacificação que luta para dar um fim na violência nas favelas serve apenas de fachada para aumentar os lucros da FIFA e dos organizadores dos Jogos Olímpicos.

Reprodução/Black Bloc RJ

Outras áreas foram demolidas para dar espaço para estacionamentos dos estádios para a Copa ou para novas rodovias. Após brutal expulsão de suas próprias casas, centenas de pessoas passaram a ficar em frente da prefeitura do Rio de Janeiro para uma solução. Mas a solução da Guarda Municipal e da Polícia Militar foi usar a violência contras essas famílias desabrigadas.

Soldados do Exército armados com armas de fogo e munição letal patrulham favelas em nome de uma guerra às drogas”. Ao contrário do que muitos acreditam, os moradores do Complexo da Maré, no subúrbio do Rio, não esperam uma vida melhor com a chegada das tropas federais. Em duas comunidades, Nova Holanda e Parque União, a polícia teve permissão para entrar em qualquer casa e prender qualquer pessoa. Os policiais até chegaram a apreender 500 kg de maconha e algumas armas. Mas esta não foi a razão por trás da ocupação militar das 15 comunidades da favela da Maré. O motivo é esmagar as assembleias públicas e lutas nestas comunidades, que organizam-se para resistir contra o Estado e um maior empobrecimento das pessoas que já são pobres. 37 crianças foram presas por protestarem contra a execução de seus amigos na ocupação militar da favela Maré.

Dentro e fora das favelas, a polícia tem permissão para conter os protestos sociais que são contra a Copa, contra o alto custo de vida ou contra o dinheiro público usado indevidamente. Assim, para impedir manifestações e confusões durante a Copa do Mundo, quem protestar durante o evento pode ser considerado “terrorista”.

Reprodução/Daily Mail

É assim que o Brasil, país do futebol está se preparando para a Copa em 2014. Quem mora em favela, terá seus direitos violados e suas casas invadidas, seus filhos e filhas serão humilhados e terão armas apontadas para suas cabeças. Pode ser que haja outros casos como o de Amarildo de Souza pai de 7 filhos que foi torturado e morto por policiais militares durante a “pacificação” da Rocinha, no sul do Rio de Janeiro no ano passado. Em 2013, 6 mil pessoas desapareceram, assim como Amarildo. É a “limpeza” para a Copa. Tudo para gringo ver. Afinal, o complexo da Maré fica no caminho do aeroporto.

ReproduçãoQue tipo de país mata sua população pra dar espaço em um evento esportivo?
A Copa do Mundo no Brasil em 2014 está sendo construída com sangue.

E o que fazer? Jornalistas que tentam mostrar a verdade estão sendo ameaçados de prisão. O repórter do Jornal O Globo, Bruno Amorim, foi preso pela PM por fotografar a ação dos militares durante operação de desocupação da Favela da Telerj.

Que futuro resta para uma população que é ignorada, chutada, cuspida, torturada?

Reprodução

 

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Categorias: Caixa de Pandora, Hades, Rio de Janeiro, Território Nacional

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