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10 coisas que a gente aprende viajando

1) Tempo não é dinheiro

Claro, quando você está viajando não pode perder tempo, porque perde dinheiro. Aquela grana toda que você investiu na passagem, seguro, euro, libra, dólar, peso. Fora a hospedagem e a fatura do cartão de crédito. Mas quando você chega no seu destino, não há dinheiro que pague. Todo aquele tempo economizando, esperando, aguardando, cheio de ansiedade é deixado pra trás. E tudo o que você experienciou na viagem, as pessoas que conheceu, o mergulho na culturas, as ruas erradas que entrou mas que descobriu uma loja incrível, os becos sem saída – vão valer cada centavo do juros do cheque especial. Minutos tornarão-se momentos e logo memórias inesquecíveis.

2)  Dizer menos NÃO

Eu não me achava uma pessoa resistente até descobrir que eu poderia ser muito mais aberta às oportunidades que o universo nos dá. Parece brega, mas é verdade. Primeiro de tudo, qual a chance de você estar no mesmo lugar de novo? Não estou falando nem pelo preço da passagem ou a jornada de 10, 12 horas de voo. Mas aquele exato segundo pode ser a única chance que você vai ter, então é melhor não deixar nada pra amanhã. Sabe como é, vai que…, né?
E todos os meus SIM me trouxeram coisas realmente extraordinárias durante minhas viagens. E trago isso como bagagem de mão durante meu dia a dia também.

3) Ser brasileiro é too cool for school e o Brasil é o melhor lugar do mundo

Faz um tempo que turista brasileiro era turista meio bandido. Xenofobia, bullying contra os brazucas. Mas agora temos o poder do consumo, então todo mundo trata a gente bem melhor, que nem Rainha. E mesmo que não seja pra comprar nada, o mundo ama o Brasil. A gente é alegre, hospitaleiro, simpático e mais humano. Não tem povo mais maneiro do que nós.
E isso me fez pensar que nosso país não é tão ruim assim. Falamos mal, mas no fundo sabemos que é o melhor lugar pra se viver e que a comida aqui é incomparável. Mesmo com os defeitos, impostos, corrupção, violência, pessoas mal educadas, péssima condições de saúde, educação e transporte, entre outras coisas terríveis; o Brasil ainda tem ziriguidum.
E a gente ama essa merda, hahaha. E com orgulho.

4) Autoconfiança

Viajar sozinho é outra coisa.
Eu tinha essa auto estima meio baixa.
Mas eu reparei que é bem coisa de brasileiro, a gente tem isso de não acreditar muito no potencial, de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Parece até que temos medo de conseguir que dê certo.

Mas é o que temos para hoje. Falar com estranhos, sair com amigos que você conheceu nos últimos 15 minutos, arriscar o idioma local, chegar a tempo do trem, carregar sua mala na escada do metrô, convencer a imigração que você não é um terrorista, se aventurar e se perder faz com que nós tenhamos mais fé em nós mesmos. Coloca a gente em situações extremas, desafia nosso corpo e alma e no final do dia, somos pessoas melhores porque acreditamos que conseguiríamos e conseguimos atravessar oceanos e montanhas.

5) Leve menos roupa e mais dinheiro

Pode parecer óbvio, afinal todo livro e revista de turismo dá essa dica. Mas mesmo tirando metade do que pretendo levar de roupas, às vezes levo até menos, não sobra espaço na mala depois. E sem falsa modéstia, mas eu sou craque em arrumar mala. Só não tão craque em me conter e não comprar. Portanto, leve o dobro do dinheiro que você pensou em levar. Sempre tem aqueles imprevistos e aquelas lembrançinhas.

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6) Planejar e Improvisar

Outra coisa que é sempre bom planejar é o roteiro. Se organizar é a melhor coisa e evita transtornos. Mas caso acontece imprevistos, é bom ter um plano B ou pensar rápido e improvisar. Lembre-se que assim você não perde tempo nem a cabeça.

E caso você exceda a franquia de bagagem, vai ter que se virar nos trinta.
Eu já tive que jogar blusa de lã no lixo. I regret nothing.

7) Ter menos medo e menos preguiça

Não é só enfrentando o medo que a gente se livra dele. Temos que matá-lo. Nem que seja um inseto nojento. Aniquile esse medo de seja-o-que-for. O medo trava a gente, bloqueia, atrai energia negativa e pior, afasta oportunidades (Lembra do item 2?). O medo diz não à vida.
Aliás, ter preguiça, querer ficar sentando em hotel porque tá cansadinho ou dormir até o meio dia, é perda de dinheiro e tempo. Esqueça que você está cansado. Durma no Brasil, meu filho.

Todo mundo tem medo do desconhecido, de fazer loucuras. Ou preguiça mesmo disso tudo. Em viagem, ninguém tem orgulho. Se não der certo, pelo menos você tentou. Mesmo de volta pro Brasil, às vezes eu tinha preguiça 1)porque tá muito calor 2)porque tá chovendo 3)porque eu não to muito afim de ir. Mas acaba que agora eu vou. Eu simplesmente vou onde o vento me chama pra ir. No fim, não me arrependo porque meu dia acaba se tornando muito melhor e mais produtivo. Parece que quando você se mostra mais disposto pro mundo, o mundo sorri de volta e fica mais disposto e abundante com você.

Ter menos medo e menos preguiça das coisas é ter mais coragem de viver as coisas boas que a vida oferece.

8) Dar mais valor à vida

Se a gente já dava valor a nossa vida antes, depois que começamos a viajar pelo mundo vamos valorizar ainda mais. Primeiro, pela nossa saúde. Por ter pernas pra caminhar por horas, olhos para poder enxergar o fantástico à nossa frente. Por ter a oportunidade não só de viajar, mas de ter uma vida razoavelmente boa num país como o Brasil. Na África, por exemplo, não só há escassez de água e alimentos, mas de vida. Não apenas pela baixa expectativa, mas porque não há fartura de nada, nem de ter o que fazer. Aliás, nem precisa ir tão longe. Muitas cidades brasileiras são pobres, infelizmente. E outras não são pobres, mas são um tédio. E por isso os habitantes possuem poucas perspectivas de vida, planos, sonhos. Sempre o mesmo do mesmo.  Por isso, somos privilegiados e além de dar mais valor ao que temos, seja pouco ou seja muito, é de extrema importância nos sentirmos gratos. A gratidão é um dos melhores feelings que existe. Você já reparou que a sensação de agradecer é muito melhor do que a de pedir?

9) Viajar não é turismo, é um estilo de vida.

Não precisa ser mochileiro ou pé sujo pra adquirir esse estilo de vida, não. Não importa se você fica em hostel ou hotel cinco estrelas. O que importa é o quão aberto pra uma nova cultura você está. Cada país tem seu cheiro, suas texturas, suas maneiras de viver, suas regras, suas manias, sua língua, seus personagens. Experimente tudo isso, experimente o mundo, experimente a vida.

10) Viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda

Lar doce lar. Nada melhor do que papai, mamãe, os amigos da infância, seu travesseiro, seu banheiro, suas panelas, seu bairro, seu vizinho esquisito, apertar seu cachorro nazista, cozinha e suco de maracujá.

E nada como já começar a planejar a próxima viagem.

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Categorias: Turismo

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