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Quanto você vale?

E aí, o tempo vai passando, algumas pessoas casam e são felizes para sempre, o que não acontece com outras pessoas. O resultado dessa realidade? Adultos desesperados em recuperar o tempo perdido e, do outro lado, gente esperta o suficiente para tirar proveito da situação.

Uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo mostra o que algumas mulheres fazem para “arranjar um partidão”. Tem gente por aí cobrando R$1000 para ensinar estas pessoas a se comportar na hora de conquistar o coração de um parceiro. O que pode parecer uma experiência normal parece, no fundo, carecer de bom senso.

Vender ideias, dizer o que fazer e como fazer são as muletas que a carência proveniente da solidão quer ouvir e acreditar, porém, e se, ao invés de regras e respostas, não fossem oferecidas à estas mulheres a chance de se conhecerem melhor com algum exercício físico, um novo aprendizado, viagens, artes? Enfim, um mergulho em seu próprio abismo a fim de se conhecerem a fundo, de tocarem seus reais defeitos?

É nesse ritmo que, aos poucos, a sociedade vai ser reconfigurando e criando novas identidades, caminho que resulta na ideia de que tudo pode ser comprado, até mesmo o amor alheio e de que “é tudo assim mesmo” que se levam as coisas quando não é.

Infelizmente esta realidade está em todos os cantos, exemplo disso é o contraponto existente entre as empresas farmacêuticas e a teoria de Jung, que defende a ideia de que problemas – como a depressão – devem ser encarados de frente, sem a intervenção de remédios, segundo o psicanalista, somente a dor do autoconhecimento pode conceder o alívio que a mente implora, as vezes. Ora, mas como colocar isso em prática já que, além de demorar muito, pode ser um processo doloroso. Muitos indivíduos concordam com a ideia de que “pagar” é sempre mais fácil. Será mesmo?

Seja a “compra da conquista” ou da “paz interna”, vivemos em uma sociedade em que tudo se consome, até mesmo os princípios básicos de uma sobrevivência plena.

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Categorias: Crônicas do Olimpo

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um comentário em “Quanto você vale?”

  1. 4 de junho de 2013 às 14:11 #

    Gostei particularmente desse fragmento:

    “Vender ideias, dizer o que fazer e como fazer são as muletas que a carência proveniente da solidão quer ouvir e acreditar, porém, e se, ao invés de regras e respostas, não fossem oferecidas à estas mulheres a chance de se conhecerem melhor com algum exercício físico, um novo aprendizado, viagens, artes? Enfim, um mergulho em seu próprio abismo a fim de se conhecerem a fundo, de tocarem seus reais defeitos?”

    Infelizmente as pessoas, não se conhecem tanto a ponto de admitir para si mesmas, suas inclinações quanto as próprias preferências e ações!

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