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Olga Benário presente!

Por Lucas Marcelino

Há 105 anos, em um mesmo 12 de fevereiro, nascia na Alemanha Olga Benário.

Esta data mais uma vez é lembrada pela força, coragem e pelo amor que Olga Benário possuía pelos povos explorados de todo o mundo. Seguindo à risca os princípios do comunismo do internacionalismo proletário, Olga se dispôs a abandonar sua terra natal para reforçar a luta pela libertação do Brasil da Ditadura Vargas.

Mas na época de sua vinda para o Brasil, de forma clandestina como guarda-costas do líder de esquerda Luís Carlos Prestes, Olga já era uma militante comunista de grande prestígio.

Olga entrou para juventude do Partido Comunista Alemão – país de outra grande revolucionária, Rosa Luxemburgo – com apenas quinze anos de idade. Aos vinte anos participou e liderou uma grande investida que libertou o líder e ex-namorado, Otto Braun, que estava preso há quase dois anos pelas atividades comunistas em que Olga também havia sido presa, mas libertada antes de Otto. Com isso os dois se tornaram foragidos e perseguidos pelo governo alemão e se refugiaram na União Soviética.

Lá Olga se torna uma militante destacada da Internacional Comunista e recebe a tarefa de acompanhar Prestes na sua volta para o Brasil e passa a integrar o grupo responsável por dirigir a Intentona Comunista, como ficou conhecida a tentativa de organizar uma revolução no Brasil, sob direção e com apoio do Partido Comunista Bolchevique da União Soviética.

Com a traição realizada por um dirigente infiltrado pelo governo britânico, a tentativa de revolução falha e muitos dos dirigentes são presos. Olga vai para a clandestinidade junto com Prestes e os dois são presos em 1936. Enquanto Prestes se torna um ícone e é mantido vivo numa prisão do Rio de Janeiro, Olga é extraditada, mesmo estando grávida, para a Alemanha nazista a mando do Presidente Vargas. Sendo judia, seu caminho é um campo de concentração.

Com a pressão de alguns grupos internacionais Olga consegue ir para um hospital até o fim do período de amamentação da filha, mas em seguida segue o caminho de outros milhões de judeus rumo à morte. Carregando duas das condições mais odiadas pelo nazismo – comunista e judia – Olga é encaminhada para uma câmara de gás em 1942.

No mundo atual em que cada vez mais as mulheres são submetidas à uma sociedade de opressão, exploração e submissão das mulheres aos homens é cada vez mais importante resgatarmos o exemplo de amor, bravura e luta que Olga Benário mostrou ao mundo.

Às mulheres – e aos homens que realmente compreendem o feminismo – ficam as palavras de uma mulher que lutou e entregou sua vida pelo fim da sociedade capitalista que não permite que as mulheres alcancem igualdade de direitos e de condições humanas.

Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo”; “Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver”.

Por tudo isso Olga Benário é constantemente homenageada em todo o mundo através de livros como “Olga” do escritor Fernando Morais, de filmes como o baseado no mesmo livro e de organizações como o Movimento de Mulheres Olga Benario.

Mais uma vez lembramos: OLGA BENÁRIO, PRESENTE!

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Categorias: América Latina, Atena, Hermes

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