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Oligopólios no ensino superior comprometem desenvolvimento do ensino e da pesquisa

Via José Faro

Passou meio despercebida a notícia dando conta de que o grupo internacional Laureate consumou a aquisição integral da Anhembi-Morumbi (leia aqui) Nos grandes jornais, a informação veio em pés de página, num claro sintoma de que se ampliou no país e na mídia a indiferença sobre o rumos da Universidade Brasileira. Para dizer o mínimo, uma negociata desse tamanho, pelo menos mereceria um parecer do CADE sobre a possível existência de um tal nível de concentração financeira no setor educacional que todo o seu funcionamento e qualidade estariam comprometidos.

A discussão, no entanto, passa longe da questão econômica simplesmente. Ela diz respeito ao estatuto da autonomia universitária assegurada pela Constituição e às normas reguladoras do MEC, uma e outra coisa afetadas pelo gigantismo, abrangência e desenvoltura que os grupos internacionais que atuam no setor adquirem no Brasil, invariavelmente priorizando políticas de mercado e de sucesso financeiro.

Aqui, obviamente, trata-se de reivindicar a recuperação da soberania da sociedade brasileira no ensino e na pesquisa – dois setores fundamentais para o desenvolvimento nacional. Minha impressão é a de que esse debate hoje circunscreve-se exclusivamente ao âmbito dos professores.

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Categorias: Atena, Educação e História

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um comentário em “Oligopólios no ensino superior comprometem desenvolvimento do ensino e da pesquisa”

  1. João Carlos Agostini
    4 de fevereiro de 2013 às 11:04 #

    Concordo que deveria-se lutar pela soberania da educação em nosso país. Mas quem deve fazê-lo? O nosso padrão é empurrar para o governo, pois, em tese, representa o interesse coletivo. Mas como o próprio artigo indica, o coletivo, a exceção de boa parte dos profissionais da educação, aqueles que dão aulas, não está nem ai com a questão da soberania, mas apenas com os resultados, financeiros em primeiro lugar e segundo estatísticos, quantos formados, quantos artigos, quantos profissionais etc, independentemente do valor da formação. A pergunta é está: o que a sociedade civil vai fazer a respeito? Exigir que o governo faça sei lá o que, ou vai se organizar e criar as instituições educacionais que a sociedade precisa, independentemente das estatísticas e das necessidades dos empresários com a sua mão de obra “personalizada” (descartável a qualquer mudança de conjuntura ou, em outras palavras, o que dá lucro)? Ou seja, o que vc que escreveu o artigo , eu, este comentário e os leitores que concordam com o que foi escrito, faremos?

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