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A reinveção da liberdade de imprensa

Por Thaís Teles

“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.”
Léon Tolstoi

Assim como o Brasil, a nossa vizinha Argentina sofreu momentos severos em decorrência da ditadura que assolou o país a partir do golpe militar de 1966. Muitos anos se passaram, mas o autoritarismo vigente naquela época parece querer ressurgir durante o comando de Cristina Kirchner sobre o país e o alvo da ação, mais uma vez, acaba sendo a mídia.

Considerada “democratizadora” pelo governo argentino, a Lei dos Meios, que tem como intuito estipular regras e limites para grupos de mídia do país, determina o poder de atuação de rádios e canais de televisão não ultrapasse 35% da população . Desde 2009, a tentativa de tornar  a lei vigente vem causando uma série de debates entre governo e a imprensa local, sendo o principal combatente o grupo Clarín, maior grupo de comunicação do país.

O grande entrave estabelecido pela nova medida é que, além de restringir o alcance das informações, grandes empresas, como o Clarín, seriam severamente prejudicados, já que a veiculação de todo conteúdo produzido ficaria restrito à capital argentina, o que impediria a atuação em larga escala das empresas de comunicação.

Em meio a tantas críticas ao governo, aumento da criminalidade, inflação em alta Cristina Kirchner precisa encontrar uma forma para conseguir conter as verdades da corrupção vigente em seu governo, para tanto, nada melhor do que calar aqueles que sabem das verdades e brigam por elas. Além do apelo realizado pela presidente para manter o controle, a falta de carisma para com a população contribui para que a situação seja ainda mais desafiadora. No vídeo abaixo, a repórter de um dos canais controlado pelo governo, Cynthhia García, entrevistou alguns jovens que participavam de uma manifestação contra o governo argentino e é clara a revolta e conhecimento de causa desses jovens:

No último dia 6, Câmara Civil e Comercial da Argentina prolongou a liminar que exmime o grupo Clarín de se adaptar à Lei dos Meios, com data prevista para entrar em vigência em 7 de dezembro. Cristina recorreu à ação e a disputa continua.

Pelo visto, a produção em massa de uma população alienada está longe de ser superada, já que os interesses políticos e econômicos são sempre os grandes norteadores do desenvolvimento de um país. Esclarecimento e conhecimento pra quê?

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Categorias: Metalinguagem

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