Anúncios

Jornalismo Internacional

Nem todos os jornalistas sabem do que estão falando. Aliás, nem todos os correspondentes internacionais são peritos no assunto ou são fluentes em todas as línguas possíveis. Além disso, os jornais não se importam realmente em dar todos os assuntos – ou determinados assuntos – com apuração e vontade.

Durante a Revolução Russa e seus dias significativos no ano de 1917, muitos fatos tiveram detalhes importantes mudados, simplesmente porque diversas pessoas se recusavam a acreditar – ou aceitar o que realmente acontecia. No Reino Unido, por exemplo, o jornal britânico Daily Mirror mostrava tropas russas amontoadas nos tetos dos vagões de volta para suas vilas com a frase “Tropas russas correm para o front”.

Correspondentes mal compreendiam o que se passava. Alguns desistiam, outros tentavam se reinventar. A maioria não levava os bolcheviques a sério. A ascensão deles não era noticiada e a sua chegada ao poder deixara tanto os “peritos no assunto” quanto os leitores completamente confusos.

Sendo assim, muitas notícias eram “compradas” da Reuters, cujo correspondente fugira antes de tentar querer entender a revolução. John Reed, autor de “10 dias que abalaram o mundo”, foi um dos raros capazes de descrever os acontecimentos.
A crescente apreensão contra os bolcheviques, principalmente norte-americana, devia-se ao sentimento anticomunista, claro, pois seria muito ruim para países como a França e a Inglaterra serem ameaçados pelo dogma político bolchevista. Portanto, “destruí-los como vermes era quase um dever sagrado” com a ajuda da mídia.

A Revolução Russa não foi a única vítima das balas lançadas por correspondentes e outros “interesseiros” antibolcheviques. Quantos acontecimentos importantes internacionais são foram subestimados, forjados e camuflados durante a História por interesse de poucos… Mas quais? Talvez nunca iremos saber.

Anúncios

Tags:, , , ,

Categorias: Metalinguagem

Pandora nas redes sociais

Assine nosso feed RSS e nossos perfis sociais para receber atualizações.

um comentário em “Jornalismo Internacional”

  1. Marcelino
    30 de agosto de 2012 às 13:22 #

    Um grande problema da imprensa é a possibilidade de ser controlada por grandes monopólios e se tornar um grande negócio. Não só quando os bolcheviques venceram a revolução russa de 1917, mas durante anos após a revolução socialista de outubro vários jornalistas americanos, com ligação ao nazismo e a governos capitalistas que tentavam justificar uma guerra contra a União Soviética, inventavam mentiras absurdas como a morte de 40 milhões de russos pelas maos de Stálin. Isso não seria possível nem que ele utilizasse métodos nazistas.
    Por isso é tão importante difundir a imprensa popular como blogs, sites e jornais independentes.
    Um bom exemplo disso é o texto escrito por um pesquisador português sobre as mentiras criadas pelos jornalistas americanos sobre a União Soviética onde ele demonstra com fatos históricos e documentos oficiais que a maioria das notícias foram inventadas.
    http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html

    E essa medida continua até hoje quando se fala dos confrontos na Síria, ou sobre os ataques à Palestina, ou sobre o modo de vida cubano. Sempre mostrando fatos inventados ou completamente amplificados para denegrir os países que resistem a mão americana…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: