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Paradoxos sociais

Por Lucas Marcelino

Todos os dias a grande mídia mundial tenta nos vender uma imagem de um mundo próspero e cheio de possibilidades para os sete bilhões de seres humanos. Mas o que vemos crescer a cada dia é o número de crimes, ataques e extermínios contra cidadãos de minorias como raças e civilizações do Oriente Médio ou da América Latina e Ásia. E ainda mais preocupantes são os ataques e atentados em lugares considerados pacíficos.

O capitalismo é um sistema econômico e político que prioriza a individualidade e a competição entre cada um dos seres humanos do planeta Terra. Não há espaço no capitalismo para a unidade, colaboração e crescimento mútuo de toda a sociedade.

Não faltam incidentes para comprovar isto. E nos últimos tempos um novo meio de demonstrar essa ignorância e intolerância vem se tornando comum e preocupante: os ataques contra templos, escolas, comunidades religiosas ou redutos culturais e até cinemas e praças.

Há muito tempo os ataques terroristas deixaram de ser a única preocupação de segurança em alguns países. Nos EUA, a nação capitalista mais desenvolvida, esses ataques são corriqueiros. Na última semana um homem invadiu um cinema durante a exibição do “herói capitalista” Batman e matou 13 pessoas dentro do cinema e deixou cerca de 50 feridos. Esta semana outro ataque foi realizado a um centro de cultura indiana.

Mas o pior é que este crime não é novidade. Um dos primeiros ataques a chamar a atenção ocorreu no Instituto Columbine, nos EUA, em 1999. Dois adolescentes assassinaram a tiros vários colegas de escola. Os EUA, que se gabam por ser a nação mais rica do mundo capitalista e que agridem diversos países com ataques falsamente divulgados como forma de garantir a paz, é o país que mais sofre com esses tipos de crimes.

Nos EUA já ocorreram ataques a escolas, universidades, supermercados, cinemas, etc. Foi em Blacksburg, em 2007, que ocorreu o pior ataque do tipo. Um jovem matou 32 pessoas na universidade da cidade. Mas não só os EUA sofrem com este tipo de crime.

Vários outros países que propagandeiam a qualidade de vida dos seus cidadãos e semeiam o ódio contra países menos desenvolvidos também presenciaram extermínios. Canadá, Escócia, Alemanha, Finlândia e até a Noruega – país considerado um dos melhores para se viver – onde um atirador matou 77 jovens por influências de pensamentos da extrema- direita, são exemplos de países que viram seus jovens sucumbirem à pressão e a falta de perspectiva de vida promovida no mundo capitalista.

A motivação desses crimes, de acordo com o depoimento dos criminosos presos ou visualizando a quantidade deles que se suicidaram, foi na maioria impulsionada pelas mazelas da sociedade atual. Vingança contra ex-colegas que costumavam humilhá-los, vontade de dizimar comunidades formadas por povos de outras culturas consideradas inferiores, tendência a acabar com a própria vida por “não ver saída para este mundo”, são alguns dos argumentos dados pelos assassinos.

O que vemos é que esta sociedade atual e seu modo de valorizar o ser humano através apenas da sua capacidade de produção, onde quem não consegue produzir ou tem rendimento baixo é considerado inútil, é a verdadeira responsável por cada uma dessas
mortes. A atual sociedade vê e produz todos os dias jovens que cometem suicídio, crimes como roubos e agressões contra outros jovens, entre diversas outras atrocidades. E não há como dizer que essa sociedade que incentiva o esmagamento do próximo a qualquer preço para que se possa unicamente auto-intitular-se superior, não é responsável pela morte dos seus cidadãos. Afinal, essa mesma sociedade – que já foi responsável pelo fascismo na Espanha e na Itália e pelo Nazismo na Alemanha – promove a morte de milhões de pessoas nas guerras imperialistas que saqueiam vários países como Iraque e Afeganistão. Ou então dentro das
próprias fábricas onde jovens veem suas vidas passarem enquanto trabalham por turnos extensos que os impedem de se divertirem e conviverem com seus amigos e familiares.

Resumidamente, uma sociedade que se baseia na individualidade, que tem como motor a exploração do ser humano por outro ser humano, que valoriza aquele que tem mais posse, e não, mais caráter e que só garante a existência do meio-ambiente ou da população até onde pode enxergar o lucro. Uma sociedade que tem como meta a desigualdade social até que um único homem seja dono de toda a riqueza do mundo à custa dos outros bilhões de habitantes e que promove todos os dias a agressão contra os que lutam pela liberdade e justiça, etc. Não pode ser considerada uma sociedade justa e livre.

Na sociedade capitalista não há espaço para uma vida justa e o desenvolvimento dos cidadãos e da sociedade de forma planejada e que garanta as condições básicas de existência do ser humano e dos outros seres vivos do planeta. Na sociedade capitalista, a morte, os
crimes e a intolerância e falta de perspectiva para a juventude, são consequências da luta de classes e da competição desenfreada pelo poder.

Por isso, cada jovem deve seguir o exemplo daqueles que mantiveram sua juventude de espírito para lutar por uma sociedade justa, que garanta o pleno desenvolvimento dos homens e mulheres, que produza de forma consciente e planejada garantindo moradia, alimento, saúde e educação para seus habitantes, que seja uma sociedade que promova a vida em comunhão e em unidade.

A juventude de usar seu espírito revolucionário para ir além das mobilizações virtuais e passar a pressionar de forma mais intensa os governos, garantindo a execução das leis de acesso à cultura, informação, lazer, trabalho e educação. Só assim garantiremos que a juventude tenha expectativas maiores do que morrer aos 27 anos ou viver uma vida transviada. Só assim nossos jovens poderão se tornar adultos e conhecer os prazeres e responsabilidades que uma vida planejada e longa pode trazer.

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Categorias: Comportamento, Hades

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