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A elegância ácida de Noel Gallagher

Por Felipe Perazza 
Quando Noel Gallagher lançou seu disco “High Flying Birds” no final do ano passado, estava claro que a carreira solo do ex-guitarrista do Oasis seria tão promissora quanto foi no antigo grupo ao lado do irmão Liam Gallagher. Como grande fã do Oasis, já tive a honra de assistir um show deles em 2006. Agora foi a vez de conferir o show solo de Noel Gallagher e o que era esperado se confirmou: seu show é tão ótimo quanto eram os do Oasis.
A presença do guitarrista, apesar de contida, é muito querida pelo público brasileiro. Tantos foram os gritos de “Ole, ole, ole, Noel, Noel” que o cantor se viu na obrigação de agradecer o público. Digo ‘obrigação’ pois quem conhece um pouco do Oasis e dos irmãos Gallagher sabe que a simpatia não é o forte deles. Exemplo disso foi quando o público pediu em coro pela canção “Masterplan” e a resposta do artista foi um seco: “No”. Em tom sarcástico clássico do humor inglês ele completou: “Caso queiram ouvir essa canção, comprem o disco Stop The Clocks do Oasis e escutem em casa”. Os fãs, é claro, já esperavam por comentários ácidos como esse que não diminiu nem um pouco a graça da apresentação.
O espetáculo foi marcado pela abertura com duas canções do Oasis (‘It’s Good to be Free’ e ‘Mucky Fingers’), seguida por várias canções do novo disco de Gallagher. Se o disco já era excepcional, ouvir ao vivo os novos hits como Dream On, Everybody’s on the Run, If I Had a Gun e Broken Arrow foii uma experiência ainda melhor, com as luzes do Espaço das Américas contribuindo e muito com o som psicodélico do guitarrista. Interessante também é ressaltar que boa parte do público já conhecia as novas canções do músico e cantaram com força como se fossem canções decoradas há muito tempo.
Permeando a leva de canções novas, Noel ainda presenteou o público com uma versão emocionante de Supersonic acústica e a balada Talk Tonight. O fim da apresentação também foi dominado pela carreira do músico no Oasis, fechando com a impecável Whatever, seguida por Little by Little e a apoteótica Don’t Look Back in Anger que trouxe muitas lágrimas aos olhos de muita gente.
 Apesar do show curto – apenas 1h30 – Noel despediu-se de São Paulo com grande carinho e respeito do público, renovando sua carreira cuja última passagem pelo Brasil foi numa fase não tão boa do Oasis. Certamente não só os fãs guardarão esse dia, mas o próprio músico também, visto que o próprio reservado cantor destilou alguns elogios ao show em seu site oficial.
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Categorias: Atena, Música

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