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A rotina no Sri Lanka

Apesar do fim do longo conflito no país, o dia-a-dia no Sri Lanka está recheado de abusos contra os direitos humanos. Centenas de pessoas foram detidas ilegalmente e sem julgamento; torturas e até desaparecimentos também são constantes, de acordo com novo relatório da Anistia Internacional.

O conflito origina-se em 1948 com tensões entre a maioria cingalesa – que é em grande parte budista– e a comunidade tâmil – composta por hinduístas e católicos romanos.  Os dois povos falam línguas diferentes (cingalês e tâmil) e afirmam que seus ancestrais são os habitantes originais da ilha.

O governo britânico dizia estar corrigindo os desequilíbrios do período colonial, mas foi acusado pelos cingaleses “de darem tratamento preferencial aos tâmeis”. Desde os anos 80, inúmeras mortes e ataques de autoria dos Tigres Tâmeis (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil ou LTTE) foram realizados em nome da criação de um Estado Tâmil. Os rebeldes foram acusados inclusive se usar civis como escudo humano.

Sam Zarifi, diretor da Anistia Internacional Ásia-Pacífico disse que “O regime de segurança que era uma característica da guerra continua depois da derrota do LTTE – pouco mudou.  Autoridades tiram proveito das leis que lhes permitem prender pessoas por meses ou anos, sem necessidade de julgamento em um tribunal de direito”. Dessa forma, a falta de responsabilização pelos crimes de guerra dá sinal verde para as autoridades agirem com impunidade.

Durante anos, muitas pessoas foram detidas ou passaram por uma “reabilitação”. A maioria sem se quer uma acusação ou nem ao menos julgamento ou aconselhamento legal. As que foram libertadas permanecem sob vigilância das forças de inteligência. Outras foram perseguidas e presas novamente, agredidas e até assassinadas.

A Constituição do Sri Lanka proíbe detenções arbitrárias e tortura, em conformidade com o direito internacional. Porém, a Força-Tarefa Especial (STF), uma unidade de elite da polícia com uma história de violações dos direitos humanos, permanece ativa em todo o país.

Fica claro que a guerra civil ainda não terminou.

Sam Zarifi pede que a ONU que apóie uma investigação internacional e independente sobre os crimes. Até quando continuará a falta de responsabilização por crimes de guerra e atrocidades no Sri Lanka?

Fonte: Amnesty UK 

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Categorias: Internacional, Oriente Médio, Reino Unido

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  1. Síria amarga | P a n d o r a - 31 de maio de 2012

    […] Torturas no Sri Lanka  […]

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