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No ar, “O Disco do Ano”

Por Daniela Gonçalves

Assistir a uma apresentação musical em uma segunda-feira, às 21h30, não costuma ser uma atividade comum no dia a dia de qualquer pessoa. Ainda mais se para isso, é necessário comprar ingressos a preços não tão populares (que poderiam variar entre R$ 35 e R$ 190). O local, Chácara Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo, também não é assim de acesso tão fácil, a não ser que se tenha um carro. Mas mesmo assim, o HSBC Brasil estava cheio. Tudo para ver o maranhense Zeca Baleiro, que lançava seu nono trabalho de inéditas, “O Disco do Ano”.

A abertura do show foi feita por Vanessa Bumagny, cantora paulista que tem o Baleiro como parceiro de algumas composições. Finalmente Zeca se apresenta ao palco, acompanhado por Tuco Marcondes – violão, guitarra, gaita, ukelele e banjo, Fernando Nunes – baixo e violão, Kuki Stolarski – bateria e percussão, Pedro Cunha – teclados, samplers, sintetizadores e acordeon, Adriano Magoo – teclados, samplers, sintetizadores e acordeon.

Diversificado e surpreendente é o novo show. Desde o figurino chamativo, o trabalho áudio-visual criado em um telão ao fundo do palco, até a apresentação das novas canções, como “Nada Além”, uma parceria com Frejat. Não poderia ser diferente, já que o próprio CD tem características de inovação. A sede por não ficar no “mais do mesmo” é tanta, que cada faixa do álbum teve um produtor diferente, algumas contou com mais de um.

Zeca ainda incrementa o repertório com novas versões de músicas de outros trabalhos, como a agitada “Meu Amor, Minha Flor, Minha Menina”, que ganha novo tom, feito em voz e violão. Surpreende o público ao fazer um cover da cantora pop Jessie J. Mas a surpresa mesmo vem quando com todo o gingado de um cantor de MPB, Zeca e seus companheiros foram à frente do palco, botaram a mão na cintura e ao melhor estilo funk
carioca, foram até o chão. Ou perto disso.

O carisma é o mesmo, um jeito tímido, que aos poucos solta um sorriso que encanta o público “Lindo!”, grita uma fã ali no meio da pista. “São seus ouvidos”, responde o cantor, meio encabulado, meio lisonjeado. O final fica por conta do clipe de “Mamãe no Face”, que mostra o humor irônico sempre presente em seus trabalhos. Que chegam para criticar, alertar, ou simplesmente entreter, papéis cabíveis à arte, que Zeca sempre fez muito bem em 15 anos de carreira.

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Categorias: Atena, Música

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