Westminster ou Coco Chanel?

Por Joice Melo

Qual a mulher nunca ouviu falar em Gabrielle Chanel, a “queridinha” que cantava em cafés entre os anos de 1905 e 1908, ou simplesmente, Chanel, a mulher que revolucionou a moda no começo do século XX. Com certeza você já desejou algumas de suas maravilhosas peças, acessórios e perfumes, não é verdade? Mas, quem vê tudo isso, não imagina a caixa de surpresas que foi a vida dessa estilista. E a segunda guerra mundial? Bom, esse foi um assunto estudado por muitos e que repercute muitas discussões, principalmente por causa de Adolf Hitler que fez o inferno na vida de muitos Judeus e acabou com muitas famílias e sonhos. Agora, o que Chanel tem a ver com a Segunda Guerra e o Nazismo? Eu respondo: Muito.

Coco Chanel e o duque de Westminster, em 1924

Segundo alguns historiadores, ela era a agente nazista identificada pelo número F-7124, e seu codinome: Westminster. A mademoiselle chegou a financiar uma revista fascista editada por um dos amores de sua vida, o ilustrador Paul Iribe. Vem à tona que Chanel era de fato uma colaboradora do regime nazista, uma espiã de Adolf Hitler que tinha relações com pessoas do primeiro escalão nazi, como Hermann Goering e Joseph Goebbels. Ela atuava na agência conhecida como Abwehr, responsável pelo serviço internacional de inteligência que coordenava o trabalho de espiões nazistas em diferentes países, como é dito no livro: Sleeping with the Enemy: Coco Chanel’s Secret War (“Dormindo com o
Inimigo: a Guerra Secreta de Coco Chanel”, numa tradução livre), do jornalista Hal Vaughan.

Antes da guerra, Chanel já era considerada uma pessoa de idéias racistas. Ficou hospedada, no hotel Ritz onde tinha a companhia do alemão Hans Gunther von Dincklage, (oficial enviado à França para preparar a invasão nazista), nessa época, a estilista tentou se aproveitar do antissemitismo reinante para espiar os sócios: Pierre e Paul Wertheimer, judeus, que a ajudaram no início da carreira.

Alta traição, na medida em que os Wertheimer eram seus parceiros no negócio de essências e responsáveis pelo sucesso do perfume Chanel no 5. Além disso, teve participação e desempenhou um papel decisivo na Operação “Modelhut”, em alemão, significa “chapéu da moda”, essa idéia de confeccionar para mulheres chapéus masculinos, tinha um propósito promover uma aproximação entre o alto-comando germânico e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, com o objetivo de cooptar os ingleses, por esse motivo, seu nome começou a ser bem mais conhecido, e seu sucesso maior, tanto que abriu lojas em Deauville e Biarritz.
Outra descoberta interessante é sobre a mensagem subliminar no seu logotipo CC, que segundo alguns autores, tem a ver com a suástica ou cruz gamada (um símbolo místico) e com o SS que ornamentava as roupas negras desses conhecidos oficiais.

Porém, para contradizer tudo o que foi falado até agora, encontramos uma entrevista com a ex-modelo brasileira Vera Barreto Leite e amiga da estilista, ela nega que Chanel tenha sido cúmplice de quaisquer atos nazistas durante a segunda guerra. Além disso, afirma: “Quem disse que não foram os próprios alemães que plantaram isso?”, pergunta. “Ela teria adorado me contar que foi espiã”.

Curiosidade

Algumas frases ditas pela estilista durante a Segunda Guerra.

“Nem todos os alemães eram bandidos”– Coco Chanel. Durante uma entrevista para a revista Life, ela tentou justificar o seu envolvimento com o Nazismo

“Os franceses tiveram o que mereciam” – Coco Chanel. Comentário feito durante um dos seus famosos jantares no Hotel Ritz

“Se mantinha relações com certos alemães, só poderiam ser de caráter sexual.” – Coco Chanel. Durante o seu julgamento em 1944

“Vaufreland era um rapaz simpático, sempre pronto a prestar serviço”– Coco Chanel. Frases do depoimento, em seu julgamento, quando questionada sobre o seu envolvimento com o seu “parceiro” de inteligência alemã.

“Nunca conheci o fracasso” – Coco Chanel. Durante o seu julgamento em 1944, quando indagada sobre o suposto fechamento de sua loja
no período da Segunda Guerra Mundial

E agora, depois de todas essas informações, qual a sua opinião? Acredita que Chanel realmente tenha contribuído para tal ou que tudo isso não passa de mentiras, como Vera disse, invenção dos Alemães. Até porque todas as informações que passamos aqui, são baseadas em pesquisa, não estamos afirmando nada.
Se você ficou curioso para conhecer o livro que afirma tudo isso, pode encontrá-lo, Dormindo com o Inimigo — A guerra secreta de Coco Chanel (Companhia das Letras)

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Categorias: Atena, Moda

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