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Brincadeiras literárias

Autor de livros infantis, faz adultos rirem e refletirem

Érica Perazza 

Luiz Roberto Guedes é poeta, escritor e tradutor. E “pausa para o merchandising“, autor de “cerca de uns vintes livros”, de prosa, poesia, juvenil entre eles “Lobo, lobão, lobisomem” (Saraiva), “Anjos do Mar” (Saraiva), “Armadilha para Lobisomem” (Cortez), “Treze Noites de Terror” (Editora do Brasil), “O caçador do arco-íris” (Escala Educacional) e “Meu Mestre de História Sobrenatural( Nankin). Luiz Guedes é descolado e animado do tipo que fica extremamente feliz quando um leitor escreve para ele. “Eu fico com três metros de altura porque escreveram pra mim! Pra mim e não pro Paulo Coelho. Rá! Como diz o anúncio, não tem preço. Fico realmente muito contente”, revela.

Desde os 12 anos, quando começou a escrever suas primeiras histórias, já se via como escritor. Ele lembra de uma vez em que numa entrevista coletiva lhe perguntaram se ganhava muito dinheiro com seus livros. A resposta foi muito simples: não. “Então, por que você escreve?”, foi a réplica. “Não sei”, disse Luiz. “Um dia eu respondo”. Ainda espera por esse dia chegar. Para o autor, tudo nasce como texto e vale a pena ser escritor. Afinal, assim ele “transborda algo que ele tem em excesso”.

Sempre brincalhão, Luiz Guedes conta histórias que faz rir e refletir. Como da vez em que escutou uma amiga das suas filhas exclamando: “Ai, quanto livro! Acho livro tão inútil! Nunca li um!”. Pasmo, Guedes pensou com seus botões: “Meu Deus, quem é esse monstro? Ainda bem que nunca nos conhecemos!”. Por outro lado, um dia ele se admirou quando se deparou com um morador de rua deliciando-se na leitura de um jornal. “E dizem que brasileiro não lê! Olha a condição do cara! E ele tá lendo!”. É por isso que o escritor faz campanha para que os livros sejam baratos e dessa forma mais acessível para a população. “Mesmo que seja de auto-ajuda”, brinca.

Não há outra forma de educar e “não existem maneiras melhores de acelerar processos de aprendizagem do que uma boa leitura”, afirma. “Expande a mente e te dirige ou para ciência ou para a cultura”.

Ainda, ele acredita que o livro tem que ser “uma ração balanceada”, ou seja, deve formar leitores, “se não, não terá  nao terá gente pensando, gente com opinião”.

Com pouco espaço na mídia, a literatura é ainda menos explorada na TV – no máximo falam de Harry Potter. Segundo o escritor, a televisão não pode oferecer um livro, porque teríamos que desligá-la. E se alguma rede faz isso, e já fez, é totalmente hipócrita”, critica.

“O tempo de hoje não permite que você se isole para ler”, observa ele. Na sua época, ele lembra que os jornais entrevistavam crianças para saber o que estavam lendo no momento. Mas hoje a juventude está jogando video game.

Não existem maneiras melhores de acelerar processos de aprendizagem do que uma boa leitura

É por isso que Luiz Guedes se emociona e respeita alguém quando lhe diz “estou lendo bem devagar porque quando acabar não vai ter mais nada do Guimarães para eu ler”. Já quando os jornalistas se preocupam numa pauta hype, ele se irrita. “Cadê a pauta inteligente?”, ele se pergunta. “Os jornais estão morrendo ou pelo menos estão vendendo menos. E como não está sobrevivendo, está se mesclando à internet” e lamenta que “hoje o que é notícia é a mudança do visual da Wanessa Camargo!”. Machado de Assis escrevia para uma parcela extremamente minúscula da população, lembra. Mas ainda há espaço para palavras selecionadas “se houver um rigor e uma preocupação ética e honesta”. Tomara, Luiz.

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Categorias: Literatura

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