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Ser ou não ser, eis a questão

Juliane Freitas

Entre os maiores tabus brasileiros está a discussão sobre o aborto. No cenário da política, ela sempre paira entre os temas que podem causar desconforto, às vezes debates ideológicos, mas, na maioria das vezes, silêncio nos debates e entrevistas em época de eleição.

Nos dias de hoje, já passada a época em que homens e mulheres eram vistos como muito diferentes e que, inclusive, temos UMA presidente no comando – que por sinal usou e muito a tal da feminilidade em sua campanha – e, mesmo para ela, o aborto ainda é assunto meio velado.

Em sua campanha, no ano passado, uma das candidatas, Marina Silva, admitiu que é contra o aborto, por questões pessoais, ideológicas, possivelmente por tendência de sua religiosidade, mas que acreditava ser um plebiscito necessário para decidir a questão.

Aí entra aquela discussão, que imagino que seja o que passa pela cabeça dos políticos na hora de (não) tomarem posição sobre o assunto: defender o aborto contrariaria qualquer estratégia de vencer uma eleição, afinal, o povo brasileiro é muito tradicional, conservador e religioso e enxerga o aborto como crime contra a vida e um pecado contra as leis divinas.

Portanto, não se entra na questão de que a mulher deve ter absoluto direito de fazer escolhas sobre sua própria vida e seu próprio corpo, ou que muitas garotas arriscam-se em procedimentos clandestinos.

Acredito que toda mulher deve ter direito sobre seu corpo, mas tenho certa dúvida se não é uma atitude prepotente de algumas das mulheres que defendem o aborto, achar que a falta de cuidado na hora de prevenir (nem preciso citar os inúmeros metódos contraceptivos, né?!), a falta de responsabilidade, o prazer momentâneo de um sexo inseguro, poder ser resolvido posteriormente com um aborto, porque a pessoa não está preparada, não pode, ou não quer ser mãe.

Assim, creio que a população, tanto das classes menos privilegiadas como as mais abastadas, não está preparada para uma resolução vinda lá de cima nesse sentido, justamente por esse embate de opiniões. Algumas são bem extremistas como a da senadora Heloísa Helena.

Há muitas questões envolvidas: o direito à vida, à liberdade, à segurança tanto quanto da  mulher quanto do bebê).

Numa escala superior de complexidade: onde começa a vida? É melhor colocar uma criança ao mundo pra viver precariamente, ou simplesmente destruir sua chance de viver? Complicado, né?!

E vocês, são contra, a favor ou em cima do muro?

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Categorias: Comportamento, Política Nacional, Território Nacional

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