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O Clube dos 27

Felipe Perazza

Sábado, dia 23 de julho, mais um grande nome da música partiu desse mundo deixando pra trás aquela sensação de que sua hora chegou cedo demais. Amy Winehouse morreu aos 27 anos, idade peculiar na história da música, visto que outros grandes nomes também morreram com essa mesma idade. O “Clube dos 27”, como é chamado, é o grupo de artistas mortos sobre circunstâncias diferentes, aos 27 anos, mas que de alguma forma – uns mais e outros menos – deixaram sua importante marca na história. Aqui você conhecerá os principais membros desse clube:

Robert Johnson
Considerado por muitos como o verdadeiro pai do blues, Robert Johnson é um dos primeiros nomes que se tem registro na história do Delta Blues. Johnson não só inaugurou um estilo musical que originaria o próprio rock and roll anos mais tarde, como também inaugurou o Clube dos 27, morrendo com tal idade sob circunstâncias misteriosas no ano de 1938. Aos adeptos da lenda de que o bluseiro tinha um acordo com o diabo em troca das habilidades sobrehumanas com o violão, sua morte é apenas mais um indício da obscuridade da história: foi o momento que o capeta cobrou sua dívida. Johnson foi encontrado sufocado com o próprio vômito no quarto de um hotel. Para os realistas, a versão da história conta que Johnson foi envenenado pelo dono de um bar, marido da mulher pela qual o ! cantor se engraçou. Naquela época e em cidades pequenas, a justiça era feita com as próprias mãos, e Johnson teve seu whisky contaminado.

Brian Jones
Um dos fundadores dos Rolling Stones, uma das bandas mais importantes da história, também faleceu sob circunstâncias duvidosas: afogado em sua piscina. O caso até hoje envolve dúvidas, visto que Brian era grande consumidor de drogas e álcool, o que pode ter gerado o acidente. Outra versão da história conta que ele na verdade foi assassinado por Frank Thorogood, conhecido da banda e responsável por obras na casa de Jones. Morreu em 1969

Jimi Hendrix


A grande lenda da guitarra e um dos músicos mais influentes da história do rock teve seu fim numa overdose de heroína, em 1970. Hendrix era usuário compulsivo desse tipo de droga e, em um de seus ápices, seu corpo não resi! stiu, deixando repentinamente milhares de fãs. Em sua curta carreira, Hendrix lançou apenas três álbuns oficiais, mas sua genialidade é tamanha que até hoje são encontrados registros inéditos de sua autoria.

Janis Joplin
Mal o mundo recebeu a notícia da morte de Hendrix, no mês seguinte outra lenda viva da música era encontrada morta: Janis Joplin, a rainha do rock, considerada uma das melhores cantoras do mundo, também foi vítima do vício em heroína. Janis, um ícone do movimento Hippie e grande nome do blues deixou para nós quatro discos e uma participação histórica no show do Woodstock.

Jim Morrison

O frontman do The Doors partiu desse mundo no ano seguinte: 1971. O cantor, considerado um sex symbol em seu auge, foi achado morto na banheir! a por sua namorada Pamela Courson. Os adeptos de Teorias da Conspiração suspeitam de que ela o tenha matado, embora a autópsia tenha indicado parada cardíaca. Morrison, apesar da curta carreira, participou de nada menos que sete discos do Doors, tendo papel importante nas composições e também lançou alguns livros.

Kurt Cobain
Fundador do Nirvana, uma das bandas precursoras do movimento Grunge, Kurt Cobain suicidou-se em 1994. Assim como no caso de Jim Morrison, há quem diga que ele foi assassinado por sua namorada, a também cantora Courtney Love, da banda Hole. Essa crença baseia-se no fato de que ela era a única presente na casa de Kurt no devido ato, porém os especialistas forenses concluiram o suicídio. Com o Nirvana, Kurt lançou três discos, porém a influência da banda é muito maior do que seus trabalhos, dando início a um novo capítulo na história do ro! ck no começo dos anos 90.

Há quem questione se Amy Winehouse estaria à altura desses outros integrantes no clube, visto a pequena contribuição da cantora para a música, embora ela seja importantíssima por ter trazido canções de qualidade para um cenário até então dominado pelo pop e eletrônico. Uma questão pertinente é: há quanto tempo não víamos canções soul sendo tão amplamente tocadas nas rádios ou em shows gigantescos e lotados? Se Amy faz parte ou não do clube, ninguém saberá tão cedo, mas o que é unanimidade é que o número 27 rende e provavelmente ainda renderá muita história para contar aos ouvintes da boa música.

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2 Comentários em “O Clube dos 27”

  1. Anônimo
    5 de agosto de 2011 às 15:56 #

    Só uma coisa:
    Hendrix não morreu por causa da heroína…
    Foi por um misticismo que ele tinha com o número nove, onde ele tomou nove comprimidos de um calmante!!!

    Ótima matéria

  2. Eduardo R. V.
    7 de agosto de 2011 às 11:28 #

    Infelizes coincidências. Tristes perdas.

    Que os próximos nos brindem com mais tempo de obras-primas.

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