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O vestido de noiva e as origens do casamento

Por Joice Melo

Duas pessoas, um juiz de paz, um contrato é assim a lógica do casamento desde que o mundo é mundo; sua principal função era o de legalizar uma unidade familiar e de contratos comerciais, para isso ser inserido em uma sociedade. Como o casamento era o maior evento de uma sociedade, a roupa da noiva teria de ser a mais luxuosa, suntuosa para mostrar o quanto sua família tinha posses.

Os primeiros casamentos realizados que se têm notícias, são os bíblicos, depois os gregos e depois os romanos. Todos com tradições, costumes e objetivos diferentes, mas algo em comum entre eles, era a roupa da noiva.

Entre 476 d. C. e 1453 d. C. os vestidos de noiva poderiam ser de qualquer cor, porém o mais usado era o vermelho, diferente do Japão, Índia e China, por causa de sua cultura e costume. A noiva romana vestia uma túnica branca, e se envolvia com um véu de linho fino, o FLAMMEUM de cor púrpura.  O Vestido poderia ser vermelho ricamente bordado que significava a capacidade da noiva gerar sangue novo e sobre a cabeça um véu branco bordado com fios dourados que era sua castidade.

       Noiva Burguesa                               Noiva Romana                           Noiva Grega

Seus cabelos eram trançados, colocava-se uma coroa com flores na cabeça que tinham o significado da fertilidade. Quanto às cores, a noiva poderia “exagerar” um pouco, não havia um padrão a ser seguido, poderia, por exemplo: usar um véu vermelho e uma túnica amarela.

As noivas Gregas usavam vestidos escuros e até estampados com fluidos,  de um ombro com cintura marcada. Havia também outro tipo de noiva, a Burguesa, que era filha do mercador e habitante do burgo (um burgo designa geralmente uma cidade comercial, que se desenvolvia fora das muralhas do núcleo urbano primitivo); seu casamento era mais simples, popular realizado geralmente no mês de Maio.

O vestido de noiva passou a ser mais luxuoso no período do Renascimento. Seu vestido era de veludo e brocado, a tiara era um acessório obrigatório, os anéis era um símbolo de riqueza, ou seja, mostrar a todos que era uma noiva que não precisava trabalhar. Com o fim do renascimento, a cor do vestido de noiva passou a ser o preto, pois demonstrava religiosidade da moça.

O vestido branco

O novo padrão de elegância entre os casamentos era o vestido de noiva branco, que começou a ser usado no final do Renascimento. A primeira mulher a se casar de branco foi Maria de Médici com Henrique IV. O vestido trazia um decote quadrado com o colo à mostra, o que causou grande escândalo perante o clero.

No período Rococó, as noivas se casavam vestidas com tecidos brilhantes, bordados com pedrarias, com babados de renda nas mangas e decotes e as cores preferidas eram as florais apasteladas, sendo que as mais comuns eram a Lilás, a cor de Pêssego e o verde Malva. Este hábito era seguido tanto pelas jovens da aristocracia, como pelas noivas pobres. Na cabeça, era elegante usar uma peruca conhecida como Pouf de Sentimento, onde era colocado um cupido, o retrato do noivo, frutas e verduras que representavam a abundância para o novo lar.

Por causa da Revolução Francesa o luxuoso da noiva foi substituído por algo mais simples, algo que mostrasse a pureza e o caráter da noiva, sendo vista sempre como um símbolo de virgindade, acrescentou-se um véu transparente e branco preso na cabeça com uma guirlanda de flores de cera, e com isso o vestido de noiva passou por várias transformações como a mudança de tecido.

A partir de 1854, o papa Pio IX, disse que todas as noivas deveriam usar vestidos brancos demonstrando a Imaculada Conceição, então toda a noiva da época do romantismo teria de seguir um padrão católico. A partir da segunda metade do século XIX, o Iluminismo transferiu para o branco a idéia de luz e de abundância, o branco como claridade e como a soma de todas as cores. O branco continuou a representar a pureza e a castidade, sendo agregada ao traje a for de laranjeira como símbolo de fertilidade.

       Lady Diana Spencer                                                          Imperatriz Sissi

A Noiva Lady Diana Spencer teve seu modelo inspirado na Rainha Vitória, que se casou em 1840, ao se casar com o príncipe Charles, atual herdeiro da coroa inglesa. A noiva modelo deste estilo foi Sissi, a princesa que se casou em 1854, com Francisco José, o imperador da Baviera. Sissi, a Imperatriz, se casou usando um buquê de rosas naturais e representou a noiva de crinolina (armações usadas sob as saias para lhes conferir volume).

Já no século XX, o vestido de noiva passou a seguir o padrão da moda, alta costura e vestiu todas as princesas. Em 1960, o vestido tubo passou a ser moda entre as noivas e também o prêt-à-porter.

   Grace Kelly                                                                     Brigite Bardot

O modelo mais conhecido deste sistema foi o vestido do segundo casamento de Brigite Bardot, um vestido curto feito em tecido de algodão, xadrez cor de rosa e branco, demonstrando uma noiva campestre e natural. Assim como o de Grace Kelly, que chamou bastante atenção pela alta costura e beleza de seu vestido.

Atualmente os vestidos de noiva ganharam comprimentos, tecidos, desenhos e formas diferentes, seguindo a personalidade e o sonho da noiva, tanto que existem milhares de revistas sobre os vestidos, dando dicas não somente sobre isso, mas sobre toda parte do matrimônio, desde os convites até a viagem de lua de mel.

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Categorias: Atena, Curiosidades, Moda

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