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Finite Incantatem

 Juliane Freitas

J.K. Rowling começou a escrever Harry Potter nos anos 90. Isso você, caro leitor, à essa altura deste especial, já sabe.  Sabe também que a série levou mais de dez anos para ser escrita, nesse meio tempo virou filme e parte da vida de bilhões de pessoas no mundo todo.

Para os fãs que acompanharam bem de perto a saga do bruxo órfão, que em poucos anos deixa o status de sobrinho renegado e se torna o escolhido, o herói que pode salvar o mundo mágico, esses dados fazem parte de seu passado, presente e futuro e dificilmente vão deixar de fazê-lo agora, que a saga chega ao fim.

Como se não bastassem os sete livros de Joanne Rowling e as adaptações cinematográficas – criativas e bastante inventivas ás vezes – de Chris Columbus, Alfonso Cuáron,  Mike Newell e David Yates, que levaram as aventuras de Harry para as telas com uma inacreditável magia realística, graças aos avanços tecnológicos, efeitos especiais,  domínio das técnicas para fazer cinema  e uma porção de sensibilidade, os fãs criaram centenas de novas versões para as histórias de Jo em um espaço multimídia, que cresceu em uma proporção semelhante à Harry Potter – veloz e devastadora: a internet.

São fanfics, gifs, blogs e sites, vídeos, fóruns, chats, paródias… tudo inspirado e devotado ao universo de Harry Potter, disponível na rede.

Desde 2001, quando o A Pedra Filosofal chegou aos cinemas, histórias criadas por fãs, que ainda não sabiam qual seria o futuro da saga nas telonas, começaram a imaginar e supor possíveis enredos para a trama de J.K. Rowling.

Quando os filmes alcançaram os livros, ou seja, ainda faltavam livros a serem escritos e publicados, mas já existia a adaptação cinematográfica, a especulação ficou ainda maior e cada vez mais spoilers foram aparecendo.

Por exemplo, uma legião de fãs de Dan Radcliffe e Emma Watson e defensores de um possível casal entre o escolhido e a garota mais inteligente de Hogwarts bombardearem o YouTube com montagens do “casal”.

Algumas são até bem feitas. Outras são engraçadas:

 

http://www.youtube-nocookie.com/v/SFBPKvg3z7A?version=3&hl=pt_BR

Mas o conteúdo desse material todo, embora renda bastante assunto, não é o foco. O importante é que a participação dos fãs – e de outros que simplesmente tiram proveito da fama de Harry Potter para lançar derivados – movimentaram a vida dos pottermaníacos durante a última década, fomentaram a imaginação e possibilitaram que a fidelidade dos fãs entre um filme/ livro e outro permanecesse intacta.

Agora, com o fim da série, nos questionamos se, novamente, se as mídias, interativas como a internet, ou a TV, vão continuar exercendo papel importante para manter o universo mágico do mundo bruxo vivo.

J.K. Rowling pensou à frente e, antes da saga sair de cena de vez do calendário de lançamentos – sempre entre os mais esperados, diga-se de passagem – anunciou para outubro,  a criação do Pottermore, site que vai permitir que se continue revivendo Harry Potter, com releituras e intervenções dos fãs nas histórias decoradas de cabo à rabo pelos mais tietes.

http://www.youtube-nocookie.com/v/oYs1d3jAdG0?version=3&hl=pt_BR

Os sites especializados em conteúdo pottermaníaco, tanto do Brasil como de fora, continuam investindo no sucesso de Harry Potter e já se preparam para o lançamento do Pottermore.

“Com o fim dos filmes nós já começamos a fazer uma limpeza na equipe, estamos reduzindo o número de membros pra poder nos focar no principal projeto que temos pela frente, que é trazer todas as novidades do Pottermore completamente traduzidas”, contou Daniel Mählmann, um dos três webmasters do Potterish.

O Potterish foi criado em 2002 e tem mais de 4 mil seguidores no Facebook e mais de 12 mil no Twitter, além de contas no Orkut e no Tumbrl. A página de notícias é atualizada com frequência e o site ainda dispõe de artigos especiais, cadastro de usuários, fórum e fanfics ativos – 865 histórias estão em andamento, segundo o contador do próprio site.

“A seção de fanfics é a que mais recebe visitas já há alguns anos. São visitantes verdadeiramente fiéis que entram no site quase todos os dias para ler seus textos preferidos”, diz Daniel, que garante que o site vai mantê-la, além de, aqui pra frente, focar na organização de eventos.  Segundo o webmaster, o site é responsável por não deixar a “magia morrer”.

Outro que segue a linha de conteúdo exclusivo de Harry Potter, o Oclumência, também é rápido no compartilhamento de novidades sobre a saga e seus atores. Diferencia-se do Potterish por ser um site jornalístico, composto por uma equipe grande, que inclui diversos profissionais da área. Nele não há tantos espaços de discussão, mas o conteúdo é completo e gera bons frutos. Com um acervo de mais de 30 mil fotos da série e uma aba exclusiva para downloads de vídeos, wallpapers e joguinhos, mais de 22 mil acompanham o Oclumência pelo Facebook e 63 mil pelo Twitter. “O site teve uma diminuída na visitação, mas isto já era esperado por todos nós da equipe. Mas, há muitos visitantes fiéis que continuam ativos e ligados e isto é o suficiente para nos manter atualizando o Facebook, Twitter e o próprio site”, diz Enock Carvalho, webmaster do Oclumência.

Para quem temia perder o portal, Enock garante: ” Todos nós da equipe continuaremos atuando no Oclumência, publicando notícias e novidades pós-Harry Potter. Os filmes estão encerrados, mas isto não significa que a série não renderá mais novidades. Há muito por vir e nós como fãs estaremos sempre ligados para trazer informações relevantes ao site.” Ele anuncia ainda que, graças à atividade desenvolvida no Oclumência, a equipe lançou um site dedicado a cinema, o Cine Marcado.

Lá fora, o  Mugglenet, primeiro do gênero no mundo, no ar desde 1999, tem nada mais nada menos que 138.711 seguidores na rede de microblog. O fansite é tão respeitado, que é acompanhado por grandes empresas de mídia, como o jornal Los Angeles Times, a revista Entertainment Weekly e a  MTV americana, além da brasileira Revista Época.

As redes sociais tem se mostrado um espaço democrático de debate e intercâmbio de informações sobre a série e pode ser a chave para manter o legado de Harry Potter vivo por muitos anos.

“As pessoas se acostumaram com a agilidade das redes sociais. Elas te dão oportundade de falar com milhares de pessoas ao mesmo tempo e ter retorno imediato”, pontua Daniel, do Potterish. “E nesse retorno podemos ver como alguns tweets tem o poder de emocionar e tocar os fãs – acho que são essas coisas que mantém a chama acesa”.

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Categorias: Cinema, Literatura

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