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Até o fim

Rebeca Arima

“- Durante todo este tempo?
– Sempre. –  disse Snape.”

Gostar de Harry Potter não é o bastante, amar é o sentimento mais próximo que temos com a série, para nós fãs, que acompanhamos desde o início da nossa adolescência (ou não) a evolução do bruxo mais querido por todos.

Parece bobo amar um personagem, um bruxo! Mas quem realmente ama, está muito triste, quase aos prantos, já que o último filme relacionado ao último livro terminou no último dia 15 de julho.

Não é só o Harry Potter, o bruxo, mas toda a história é envolvente, bem escrita, que nos realmente passa emoções. Histórias por trás de outras histórias que se juntam como quebra-cabeças, que em algum momento tudo faz sentido.

Por que o amor é tão importante para a obra como um todo? Não entendo que seja uma coisa só, tanto para o livro quanto para a vida, o amor é um conjunto de sentimentos, que construímos com dedicação, proteção, vontade. É muito complexo. Para a série são várias as formas de se demonstrar este sentimento.

Não podemos dar um limite ao amor, é impossível medi-lo ou determinar uma idade mínima para que ele apareça. É um fato, ele ocorre de forma natural, como no caso do Severo Snape. Por mais que ele atrapalhasse a vida de Harry, durante seus anos em Hogwarts, de alguma forma quis protegê-lo pois lhe trazia a lembrança o seu eterno amor por Lily Evans, a mãe de Harry.

 Severo Snape foi capaz de amar uma única pessoa, aquela que o compreendeu e que era igual a ele, uma bruxa. Porém, obcecado pela dominação de sua casa, Severo começou a agir de tal maneira que trouxe muita mágoas à Lily, ela sabia que ele não era capaz de realizar atrocidades, tampouco ser fiel ao Lorde das Trevas. Ele, porém, foi muito rancoroso por ter maltratado a maioria de seus alunos.

Ao contrário do que se pensava, Severo não pôde, por fim, se tornar um verdadeiro Comensal da Morte, pois sempre amou Lily e fingiu por todos esses anos ser um aliado de Voldemort, ajudando Dumbledore e Harry a destruir as horcruxes.

Seria o amor um escudo? Sim, podemos considerar como tal, lembremos do amor materno de Lily, ele é muito importante para a trama pois protegeu Harry e Voldemort, a partir do livro d’O Cálice de Fogo, todavia este último doente pelo poder e dominado pela maldade jamais compreendera o que seu significado. Voldemort nunca teve alguém que o amasse de verdade, órfão e esquisito quando criança, não teve amigos.

Ao contrário, Harry sempre foi rodeado de amigos, não só pela sua popularidade, mas pela fidelidade de seus companheiros Ron e Hermione. O amor que existe entre eles é da verdadeira amizade, daquela que foi cultivada e cresceu junto a eles. Eles se completam. Da mesma forma, o amor que a Família Weasley trouxe a Harry, é o amor que ele não pôde desfrutar com seus pais biológicos.

O amor que existe entre Ron e Hermione foi crescendo durante a trama, quanto mais quiséssemos que eles ficassem juntos, mais demorava para acontecer. O amor entre os dois é muito óbvio, a própria Rowling disse em uma entrevista. Quanto mais eles brigavam, mais evidente era o amor entre os dois. É o típico amor adolescente e, particularmente, meu casal favorito dos livros.

Sirius Black também foi bastante importante para Harry amadurecer, não só por ser seu padrinho, mas também por lhe ensinar a juntar a realidade com o amor. Talvez por ele ser um “traidor” da família Black, ele jamais foi compreendido por ter ido para a Grifinória, onde realmente fez suas amizades com James, Remus e Peter (infelizmente). Ele ensinou a Harry a importância de se ter amigos e porque não importa quem ele seja, mas para ele ser corajoso o bastante para os obstáculos que a vida pode trazer.

J. K. Rowling, no final das contas, não quis apenas criar um universo sobre bruxaria, ela quis ir além, quis mostrar uma nova forma de se imaginar, os livros que ela escreveu, os personagens que criou, não foram apenas folhas de papel. Eles fazem parte de nossas vidas, de uma geração inteira. Conquistando-nos a cada página virada até o fim.

Imagens: tumblr.com

Rebeca Arima, 23, é estudante de Direito, potterhead assumida desde os 12, Corvinal por essência e ainda espera sua carta de admissão em Hogwarts.

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Categorias: Especial, Literatura

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um comentário em “Até o fim”

  1. HP forever
    15 de agosto de 2011 às 0:56 #

    Perfeito!

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