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A profundidade multi-colorida do Deep Purple

 

Felipe Perazza

Pense agora na sua banda favorita de rock. Sabia que é muito provável que ela tenha alguma relação com Deep Purple? Isso se dá por dois motivos básicos: o primeiro é porque a banda tem em seu curriculum um dos mais invejáveis panteões de músicos que por ali passaram, ou ainda estão. O segundo é porque esse elenco é realmente muito, muito grande.

Isso dá pontos positivos e negativos para essa gigante do rock. O lado bom é a grande quantidade material incrivelmente bom que a banda lançou ao longo de se us pontos altos, por exemplo, na fase considerada “clássica”, mais conhecida como MK-II, onde fomos presenteados com os discos “Machine Head” (1972) e “Perfect Strangers” (1984). Já na fase MK-III, os famosos “Burn” (1974) e “Stormbringer” (1974) ganharam vida – todos esses são discos que, se não estão na prateleira de qualquer amante do rock, merecem seu lugar reservado. A primeira fase citada conta com Ian Gillan nos vocais, o gênio da guitarra Ritchie Blackmore, Roger Glover no baixo, o maestro Jon Lord nos teclados e Ian Paice na bateria. Quando ocorreu a substituição, David Coverdale entrou nos vocais e Glenn Hughes assumiu o baixo e também os vocais, em duetos incríveis com o vocalista principal. Houveram ainda muitas outras substituições de vocalistas, guitarristas e baixistas nos anos anteriores e posteriores, mas que foram menos marcantes.

Porém, analisando apenas esses nomes citados, percebemos o peso dos músicos que passaram por ali e a contribuição do conjunto para o cenário musical que se seguiu. Ritchie Blackmore ficou famoso não só pelo Deep Purple, mas posteriormente pela banda Rainbow, que contava com ninguém menos que Ronnie James Dio (ex-Black Sabbath) nos vocais. Ian Gillan também foi vocalista de um dos discos do Sabbath e teve uma bem sucedida carreira solo, que contou até com a participação mais que especial no papel de Jesus, na ópera “Jesus Christ Superstar”. David Coverdale, o vocalista que substituiu Gillan (e depois foi re-substituído pelo mesmo), posteriormente criou a famosa banda de hard rock, Whitesnake, que contou com participações de outros Deep-Purples como o Jon Lord e Ian Paice. Falando no tecladista, Lord anunciou sua saída da banda em 2002, sendo substituído por Don Airey, ex-Jethro Tull. Já o grandioso Blackmore, foi substituído por um jovem, até então desconhecido, chamado Joe Satriani, que depois deu seu lugar a Steve Morse, considerado por muitos um dos melhores guitarristas da atualidade.

É muita gente que passou por ali – gente de alto nível, é claro. Mas isso também colaborou com uma falta de identidade da banda. Ativa a mais de 40 anos, mesmo com sua fase clássica registrada, é difícil conciliar tantos gênios num grupo, que contou com diversos pontos baixos, ilustrado por CDs fracos e shows cada vez menos lotados. Os shows aliás que sempre foram o ponto de destaque máximo do grupo, eram, na verdade, enormes Jam Sessions, onde a experimentação somada ao talento virtuoso dos integrantes resultava em grandes momentos viajantes para a platéia e até em novas canções para o grupo, como é o caso de Lazy, que ganhou vida em uma dessas improvisações ao vivo.

Purple é uma das mais importantes bandas da história do Rock. Uma das que mais inspira jovens a comprarem um violão e tocarem Smoke on the Water e um dos grandes nomes do Rock and Roll setentista, ao lado de Black Sabbath e Led Zeppelin, responsável não só pela difusão do Hard Rock, como até mesmo pela impulsão no rock progressivo que tomava forma naqueles anos. Se, como o Led Zeppelin, seu nome não se tornou tão forte devido à sua longa e turbulenta trajetória, ao menos se tornou um lendário poço quase sem fundo de material de qualidade para qualquer amante do rock de deliciar à vontade.

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Categorias: Lira de Apolo, Música

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2 Comentários em “A profundidade multi-colorida do Deep Purple”

  1. Everton
    9 de julho de 2011 às 12:50 #

    Essa banda é fenomenal!! Uma das mais importantes com certeza e o disco “In Rock” tambem merece ser lembrado, um classico absoluto!!!

Trackbacks/Pingbacks

  1. Jon Lord | P a n d o r a - 18 de julho de 2012

    […] onde quer que você esteja. Leia também: AC/DC: Amor ao Rock para afastar as trevas A profundidade multi-colorida do Deep Purple  Rate this:CompartilheEmailDiggGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar […]

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