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Crimes virtuais

Perigos nada irreais ameaçam segurança dos internautas

Por Juliane Freitas

A internet é um dos meios de comunicação mais democráticos que existe. É graças a esse universo que você está lendo essa reportage

O nome já diz. Quando você está online, você está conectado com o mundo.

Nas últimas décadas, esta conexão ficou ainda mais fácil pela expansão da banda-larga e pela proximidade das novas gerações com o computador.

Não é à toa que o Brasil é o primeiro país do mundo no ranking dos usuários do Orkut e o segundo na lista dos que mais usam o Twitter, perdendo apenas para os Estados Unidos, onde o sistema de microblog foi criado. Segundo o Ibope, 85,6 % dos brasileiros que usam o computador acessaram alguma rede social, em casa ou no trabalho, em março de 2010.

A popularização da internet quebrou as barreiras que dividiam o mundo real do virtual. Relacionamentos, conhecimento, intrigas, tudo isso acontece online. Em muitos casos os universos se confundem.

Nesta extensão da realidade, os crimes na rede estão mais populares e mais fáceis de diagnosticar. De fato, pessoas mal intencionadas tem se aproveitado da ingenuidade dos usuários da rede para agir.

Com o acesso contínuo nas redes sociais, inclusive populares entre os pré – adolescentes, casos de pedofilia, pornografia e de criminosos que marcam encontros para realizar assaltos e seqüestros, ameaçam a segurança de quem acha que está salvo pela tela do computador. Além desses crimes, fraudes bancárias e outros tipos de estelionato são bastante comuns. Delitos de cunho financeiro cresceram mais de 6000 % entre 2004 e 2009, segundo estudo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, publicado no ano passado.

Para proteger os usuários das ameaças existentes no uso da internet, leis foram criadas para minimizar a insegurança na rede e garantir punição a infratores. Desde 2003, uma emenda constitucional existe para punir os criminosos da rede. Em 2008, um aprimoramento dessa lei, a PLC 89/2003, foi aprovado no Senado Federal, separando por tipos os crimes cibernéticos. Atualmente, o projeto aguarda votação na Câmara dos Deputados.

O sites em geral também se adequaram e possuem, em sua maioria, termos de uso, com diversas pontuações para minimizar o uso inadequado do espaço online.

No site Limão.com.br, que alia notícias e rede social em um só espaço, existem regras que tentam reprimir manifestações preconceituosas, ofensas e todo o tipo de conteúdo impróprio, mas essa não é uma tarefa fácil. Um dos moderadores do site, João Paulo Assis, disse que já encontrou “vários absurdos”, como pornografia e muitos comentários preconceituosos. “As mensagens são bem variadas, e, em sua maioria, estão relacionados à raça, religião e opção sexual”, diz. Para esses casos, a posição do site é de apagar o comentário e dar uma advertência ao usuário. “Recebemos diversas denúncias, mas, infelizmente, não há muita coisa a ser feita. O Brasil ainda carece de leis mais rígidas envolvendo crimes virtuais, inclusive ofensas”, completa o jornalista.

Para o psiquiatra Ricardo Fera, a ambientação das novas gerações a esse universo cibernético logo cedo é muito boa, pois através da internet é possível viajar o mundo. Entretanto, está faltando cuidado. “É preciso ficar atento e orientar os mais jovens para reconhecer o que é útil. O que tem ocorrido é o abandono das crianças, pelos cuidadores (pais/responsáveis) diante da TV e/ou do PC. Os jovens ficam expostos à própria sorte, diante de todo tipo de informação”, diz.

O especialista considera ainda que os crimes virtuais são uma extensão dos crimes “reais”, já que no fim das contas, o mundo é um só. Não existe essa história de que o mundo dentro do computador é paralelo, inatingível, anônimo. “Os casos de pedofilia, e toda sorte de coisas bizarras, sempre existiram na humanidade. A internet é apenas um veículo de propagação e agrupamento dos semelhantes. Assim como nos botecos encontram-se alcoólatras, nas comunidades violentas encontram-se os fracos, que se servem dela para se esconder”, explica Ricardo Fera.

Para não se tornar vítima dos crimes na internet, o usuário deve prevenir-se, tomando cuidado especial com a divulgação de dados pessoais na rede, como local onde mora, estuda, trabalha e freqüenta, horários, fotos, vínculos e relacionamentos. O internauta deve lembrar-se de que ele não está imune e tampouco impune, devendo evitar também se tornar um criminoso ao publicar uma foto indevida, ofender alguém, divulgar conteúdo proibido – como pornografia, por exemplo – ou fazendo uso de pirataria.

O psiquiatra Ricardo Fera aconselha ainda que o convívio dos jovens internautas com seus pais seja rico em comunicação. Para o especialista, deve haver limites na hora de acessar o computador. “Aprender limites das atividades cotidianas e saber que sua liberdade vai até onde inicia a do outro, aceitar as diferenças e evitar viver a internet como um mundo virtual” são dicas para se proteger na rede.

É importante lembrar também que a qualquer suspeita de crime virtual, o internauta deve acionar a justiça, que tem obrigações legais para com os cidadãos nesse sentido.  As denúncias podem ser feitas mediante a impressão da página que comprova o delito em qualquer delegacia policial.

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Categorias: Especial, Internet

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