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AC/DC

Amor ao Rock para afastar as trevas

por Felipe Perazza

Existem inúmeras história de bandas que surgiram do nada, explodiram e conquistaram o mundo. Repentinamente, assim como vieram, muitas dessas bandas terminam, enquanto outras seguem, resistindo aos momentos de ostracismo ou perda de integrantes numa constante e cada vez mais difícil busca de superação própria. É a famosa redenção que muitos artistas encontram, geralmente após duras penas. Encontrar a luz após entrar num túnel escuro é uma tarefa realmente difícil e muitos artistas ficaram pelo caminho. E o que dizer então de uma banda que encontrou a luz duas vezes em sua carreira?

A banda em questão ocupa atualmente o patamar de lenda. E não é pra menos. ACDC é um dos grupos lendários do rock and roll, criado em 1973 – década em que os gigantes imperavam na música. Enquanto Led Zeppelin, Creedence, Deep Purple, Pink FLoyd, Rush dentre diversos outros se revezavam no domínio sobre a mente dos jovens, o ACDC começou a ganhar notoriedade com as guitarras dos irmãos Angus e Malcolm Young, o baterista Phil Rudd, o baixista MArk Evans e um vocalista caricato, Bon Scott. O primeiro disco do quinteto, chamado “High Voltage” era aberto com uma canção quase profética: “It’s a long way to the top (if you wanna rock and roll)”. Mal sabiam eles o quão longo seria o caminho até o sucesso e, principalmente para manterem-se nele… 

Ganharam aceitação e lançaram discos bons como “Let there be Rock”, sempre numa clara alusão ao rock and roll. Mas foi com o disco “Highway to Hell” de 19! 79 que a banda ganhou o mundo. Apresentações lotadas e fãs ensandecidos cantavam a faixa título como se viajar até o inferno fosse tão sútil quanto qualquer sonho de infância. O sucesso trouxe também um susto. No ano seguinte era anunciada a morte de Bon Scott, o tão querido vocalista do ACDC. Essa foi a primeira incursão da banda no corredor escuro em busca desesperada de luz. E agora? O que fazer sem um frontman? Esse problema assombrou muitas bandas na conturbada história do rock and roll. Por exemplo, os Doors resolveram terminar a banda, sem o ícone Jim Morrison presente. Já o Black Sabbath deicidiu sabiamente trocar de nome para Heaven and Hell, após a saída de Ozzy Osbourne e entrada de outro showman, Ronnie James Dio. O Deep Purple perdeu muita credibilidade após a saída Ian Gillan e, mais tarde, de David Coverdale dos microfones. E como lídar com essa c! rise, justamente no auge da banda? Esse era o desafio do ACDC…

Eis que os irmãos Young decidem pelo simples: contratar outro vocalista com o timbre parecido e contar com o poder de suas guitarras pra compensar a troca. E assim entrou na história um tal de Brian Johnson, então vocalista da banda Geordie. Além de cantor, Johnson era também compositor e ajudou Angus e Malcolm em algumas composições para o próximo disco. Esse, carregava a obrigação de ser no mínimo tão bom quanto “Highway to Hell”. Alguns meses de apreensão antecederam o lançamento de “Back In Black”, lançado em 1980 e com um título bastante sugestivo: era a volta do ACDC das trevas. O disco foi aclamado pelos fãs e pela crítica e é tido até hoje como o melhor disco da carreira dos australianos e um dos mais vendidos de toda a história. Entre seus hinos estavam a canção título, além de “You shook me all nig! ht long”, “Shoot to Thrill” e a viajante abertura “Hells Bells”. Johnson prova, no disco inteiro, ser mais que um substituto à altura de Bon Scott, mas alguém com personalidade própria e um poder absurdo nas cordas vocais. Já o líder, Angus Young, com seus riffs e solos violentos mostra quem é o verdadeiro frontman da banda. Provavelmente foi graças à ele que niguém estranhou o novo vocalista. Afinal, quem dá as regras no ACDC é a guitarra. Sempre foi – e sempre será.

Os anos passaram e o ACDC trouxe bons discos aos fãs como “For those about to Rock” em 1981, “Flick the Switch” em 1983 e “The Razor’s Edge” em 1990. Os discos saiam sempre à intervalos curtos, mas cada vez mais os fãs esperavam por algo tão grandioso quanto “Back in Black” e cada vez mais os críticos achavam que faltava novidade no som da banda. Nem mesmo o fenomenal “Stiff Upper Lip”! , de 2000 saciou a sede de rock’n’roll do público. Os anos 2000 passaram sem novidades da banda. Mais de 20 anos afastavam o ACDC de sua maior obra e a crise criativa empurrava os australianos novamente pro túnel escuro. Driblando o ostracismo com apresentações sempre explosivas e muito bem produzidas, parecia que o ACDC caminhava lentamente para a aposentadoria.

Em meados de 2005 surgiram boatos de um novo álbum. Poucos botavam fé que depois de quase 10 anos, o ACDC traria algo surpreendente. A recepção prometia ser fria. E do frio veio a nova luz. “Black Ice” foi lançado em outubro de 2008. Não foi um retorno ao sucesso. Não. “Black Ice” foi simplesmente a obra-prima do ACDC, levando à banda à um novo nível de sucesso. Era a nova superação. A nova luz que não só iluminava, mas também ofuscava qualquer um. Críticos afirmaram que foi o melhor disco do ACDC desde “Back In Black”. Errado. Foi o melhor d! isco do ACDC desde o primeiro. É não só melhor que “Back in Black”, mas é melhor do que qualquer coisa que eles fizeram até então. Quem diria que uma banda na estrada há 40 anos traria algo tão bom nesse ponto da carreira? Difícil será agora superar este novo ápice. Ele é alto demais. Mas a verdade é que a banda não tem nada mais para provar. Depois de encontrar a luz duas vezes enquanto muito não encontraram uma, o ACDC segue como uma banda lendária, ocupando o nível de Mestres do Rock, capazes de, com seus membros já passados dos 50 anos, lotarem estádios do outro lado do mundo. O segredo deles? Simplesmente amar o rock. Afinal, tudo é como em uma das faixas desse último CD: “A Rock and roll Dream”.

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Categorias: Lira de Apolo, Música

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6 Comentários em “AC/DC”

  1. Kauane Braga
    10 de maio de 2012 às 19:33 #

    Essa banda é foda demais !

    • MATEUS
      7 de setembro de 2012 às 9:22 #

      éssa banda é féra

  2. Luciana
    1 de julho de 2012 às 17:22 #

    Nossa eu amo amo amo amo amo amo amo AC/DC *—————–*
    Adoreii e’ uma banda super super fodaaaaaaa XDXDXDXD

  3. João Pedro Duarte
    1 de novembro de 2012 às 23:38 #

    em minha opinião, o dico “Back in Black” foi melhor que o de 2008, pois parecia que o ACDC tava na lama, aí surgiu o novo vocal, Brian Johnson, muitos achavam que ele iria afundar de ves o ACDC, porém não foi isso que aconteceu e o disco “Back in Black” fez todod esse sucesso.
    Já o disco de 2008, o “Black Ice” , era mais um apelo dos fãns que queriam um album novo, em 2008 o ACDC já era considerado um HALL OF FAME do heavy metal, por isso acho o “Back in Black” melhor e mais importante do que o “Black Ice” . Mas os dois discos foram bons.

    PARABÉNS ACDC, nunca esquecerei os riffs do Angus e seu passinho, também não esquecerei o tom de voz do Brian Johnson.

  4. 16 de maio de 2013 às 23:26 #

    Grandes ídolos da musica,pra sempre sera, e ficara na minha mente pois eu amo ACDC eternamente.Com poucas palavras eu expresso o que eu sinto,mais meu sentimento é enorme….ACDC na veia.

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  1. Jon Lord | P a n d o r a - 18 de julho de 2012

    […] Incendeie, Jon Lord! E continue incendiando onde quer que você esteja. Leia também: AC/DC: Amor ao Rock para afastar as trevas A profundidade multi-colorida do Deep Purple  Rate this:CompartilheEmailDiggGostar […]

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