Anúncios

Poder por todos os cantos

O submundo da Terra Santa

Por Thaís Teles

“Quan­do ti­ver la­drões e pros­ti­tu­tas Is­ra­el te­rá al­can­ça­do o es­tá­gio de um pa­ís nor­mal”, essa frase é atribuída a David Ben Gurion, o fundador de Israel. Não somente o furto e a prostituição tomam conta do território, a normalidade terrirorial sugerida por Gurion atravessou seus limites atingindo o patamar de um dos maiores sistemas mafiosos do mundo.

Além do choque político com os palestinos, a sociedade israelense convive com a brutalidade do crime organizado, que controla com maior diversisdade aquilo que o fundador dos estado israelense considerou “normal”. A máfia local tormou projeções mundiais, além de explorar a prostituição e roubar, os chefões israelenses patrocinam o jogo ilegal, o tráfico de drogas e a extorsão. Já controlaram o monopólio virtual da distribuição de substâncias, como ecstasy, nos Estados Unidos e demais países a europeus. Mas essas conquistas são poucas e eles querem mais. Disputam ainda o mercado com outros gigantes do crime organizado, como Rússia e Colômbia.

Internamente, quatro grupos mafiosos são os líderes das ações criminosas, porém, ao contrário do que muitos imaginam, nem todos são judeus. Um dos maiores conglomerados são formados por árabes beduínos. Outra constatação é que muitos russos fazem parte dessa rede criminosa, de forma que alguns fragmentos  da máfia russa foram instaurados nas políticas e ações praticadas por gangues israelenses. Essa situação remete ao fim da União Soviética, no início da década de 90. A sociedade judaica que lá vivia, acabou imigrando para Israel e inserindo parte da cultura russa no cotidiano, inclusive no crime. Além da Terra Santa, territórios da Europa Oriental também receberam o mesmo tipo de “contribuição”. Esse contingente de imigrantes reformulou as divisões de tarefas entre os mafisos: israelenses cuidam dos jogos ilegais e drogas, enquanto os russos dedicam-se à exploração sexual e tráfico de mulheres, provenientes do leste europeu e norte da África.

De acordo com a polícia israelense, a  atuação do crime organizado local é diferente de outros grupos espalhados pelo mundo – como a máfia italiana – , uma vez que nesses países o membros governamentais também fazem parte de grupos criminosos. Já em Israel, o que há é uma organização no crime e tentativas constantes de envolver pessoas da equipe administrativa do país. Porém, situações como a do ex-ministro de Energia, Gonen Segev, provam que a máfia já atingiu sim às instituições governamentais. Segev foi preso por tentar entrar em Israel com mais de 30 mil comprimidos de ecstasy disfarçados como chocolates. Da mesma forma, Gregory Lerner, um dos líderes da ala russa, foi preso e acusado de tentar subornar autoridades governamentais.

Os conflitos constantes com a comunidade palestina contribuíram  para que o sistema mafioso aumentasse sua atuação e consolidasse o poder em diversos setores que interferem diretamente no cotidiano na sociedade. Reverter essa situação e voltar ao patamar estabelecido por David Ben Gurion parece ser uma grande utopia, porém quando as regras desse emaranho forem entendidas e desarmadas, muita coisa pode mudar.

 

 

 

Anúncios

Tags:, , , , , , , , , , ,

Categorias: Especial, Europa, Internacional, Política Internacional

Pandora nas redes sociais

Assine nosso feed RSS e nossos perfis sociais para receber atualizações.

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: