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Aliada ou Vilã?

De que forma a televisão enriquece ou aliena o ser humano?

Por Thaís Teles

Somos eternos escravos de nós mesmos. A inteligência humana é praticada, muitas vezes, por uma pequena camada da sociedade empenhada em descobrir sua própria essência. Mais do que desafiadora, essa proposta pode soar para muitos como algo que demanda extrema coragem. Mergulhar em suas próprias convicções a fim de exteriorizá-las para o mundo é um exercício pouco praticado em decorrência do excesso de conhecimento pessoal e atual que o indivíduo está inserido.

A televisão, muitas vezes é vitrine dessa realidade. Boa parte do que pensamos e consumimos é fundamentada a partir de uma teoria muito bem elaborada e veiculada no mundo da comunicação. Essa cultura massiva e televisiva é inserido na sociedade brasileira desde muito cedo. Prova disso é quando um grupo de amigos começa a relembrar os programas que fizeram parte da infância de cada um.

Referência na programação infantil, a Tv Cultura é sempre referência quando o assunto é infância. Quem não se lembra das aventuras do jornalista Tim Tim que, acompanhado do seu fiel cão Milú, enfrentava diversos perigos em busca da verdade dos fatos? Os mistérios do “Castelo Rá-Tim-Bum”? O mix de assuntos que pautava o “X-tudo”? As angústias vividas pelas quatro irmãs no seriado “Confissões de Adolescente”? Muitas lembranças estão atreladas às coisas que crianças assistem, uma vez que a formação e noção do que é a realidade e o entendimento de suas capacidades enquanto ser humano acontecem durante essa fase. 

De encontro à essa realidade está a facilidade e instantaneidade que a televisão oferece ao espectador, fator nem sempre relevante, já que a capacidade de criar e imaginar estão aí inseridas. A falta de equilíbrio e a busca pela facilidade fazem com que outras linguagens deixem de ser exploradas. Constantemente, jornais publicam conteúdos importantes sobre a falta de interesse pela leitura, sendo crescentes os índices durante as duas últimas décadas.

Esse quadro tende a se perpetuar cada vez mais, uma vez que a educação televisiva toma frente da literária, o que contribui para a estagnação criativa dos indivíduos,  e dá margem para que a pequena parcela da população que não se configura nesses moldes tenha o poder de persuadir uma quantidade relevante de pessoas a partir de uma idéia ou discurso.

Atingir a maioridade crítica requer, antes de mais nada, noção da capacidade de mudanças inseridos nos seres humanos. Para tanto, aqueles cuja ocupação profissional é formar opinião – seja jornalista, padres, advogados, médicos, etc – o poder da palavra e do despertar para o esclarecimento deve ser o motor de suas ações.

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Categorias: Especial, Metalinguagem

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