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All we need is Beatles

Fãs de todas as idades e estilos se juntam para manter vivo o culto à banda

Soraia Alves

Incomparável. Único. Inconfundível. Eterno. Essas são algumas das palavras que surgiram na minha timeline do Twitter após publicar a seguinte frase: defina Beatles em uma palavra. A variedade nas respostas foi grande, mas não se restringiu apenas às palavras. Lugares, idades e histórias diferentes se misturaram em uma manifestação da admiração à maior banda de todos os tempos.

Os Beatles oficialmente chegaram ao fim no dia 10 de abril de 1970, mas para os fãs essa é uma data para não ser lembrada, afinal a banda continua mais viva do que nunca, assim como seus integrantes. Mesmo com a morte de John Lennon e posteriormente a de George Harrison, mesmo com Ringo Starr se lançando em trabalhos não tão alardeados como os de seu ex-companheiro Paul McCartney, que hoje ostenta o título de maior artista (na ativa) do planeta. Nada conseguiu mudar o sentimento dos apaixonados e devotos beatlemaníacos.

Luiz Fernando Santos, 42 anos, professor de música é do tipo de fã devoto e que faz qualquer coisa por seus ídolos. Já gastou alguns bons reais com ítens “raros” dos Fab Four, que integram sua coleção de artigos essênciais a qualquer beatlemaníaco. “Houve épocas em que era difícil até mesmo conseguir os simples discos de vinil da banda”. Luiz garante que a internet é um ótimo lugar para achar raridades da banda, mas é preciso ter cuidado para não cair em ciladas. “Certa vez vi um leilão de um autógrafo de John Lennon. Os preços dos lances estavam muito altos, e mais tarde descobriram que o autógrafo era uma farsa. Pelo menos ninguém chegou a arrematar o guardanapo”. E quando perguntado sobre qual é o ítem favorito de sua coleção, Luiz não pensa duas vezes: “Um toy que é a réplica perfeita de John Lennon, meu beatle favorito”.

A recente passagem do ex-beatle Paul McCartney pelo Brasil foi uma mostra da diversidade dos fãs dos quatro meninos de Liverpool. De adolescentes ao pessoal da terceira idade, as apresentações de Paul contaram com um público intenso e marcante. Ricardo Umada, engenheiro, 57 anos, realizou o sonho de ver o show de um dos Beatles. “Não pude ir aos shows do Paul em 1990, nem em 1993. Realmente não esperava que ele pudesse voltar. Foi demais”. Ricardo ressalta a emoção sentida por todos os fãs. “Ver o Paul, de certa forma, foi como ver a um show dos quatro juntos. Não há como ouvir Helter Skelter e não ver a imagem daqueles quatro caras de terninho que marcaram a minha juventude”.

Para a estudante de jornalismo Paula Alves, 20 anos, o show não foi menos importante. Assim como muitos jovens influenciados pelos pais que já eram fãs da banda, Paula lembra como os Beatles entraram na sua vida. “Lembro que, ainda bem criança, eu ficava escutando meu pai cantar Hey Jude em casa. Ele também fazia questão de sempre colocar alguma música dos Beatles para tocar na vitrola. Yesterday era essencial”. Sobre o show de Sir McCartney, Paula conta que foi emocionante ver 64 mil pessoas cantando junto com Paul a música de sua infância e ressalta a apresentação do beatle mais pop. “Do alto de seus 68 anos, Paul canta com a mesma voz que eu escuto desde criança, com uma simpatia que muitas bandas não transmitem, e uma energia que te faz querer mais”.  Outra estudante,  Maíra Mezzacappa, 21 anos, vai mais longe.  “Paul McCartney é o amor personificado”. Maíra é mais uma jovem fã dos Beatles, e que estava no show. “Ouço Beatles desde que eu nasci, e cada música tocada no show trouxe uma emoção de forma tão intensa que eu nunca havia sentido antes”.

Para os fãs, falar do impacto que a banda causou e ainda causa no mundo da música parece balela. Para Fernando, ser fã não significa apenas ouvir as músicas e sair por aí com uma camiseta da banda. “Quem gosta de Beatles gosta do que é transmitido por suas músicas e isso é o que faz a banda conquistar cada vez mais pessoas”. Paula compartilha da ideia. “Para mim, os Beatles não são apenas uma banda, são um espírito. A geração beatlemaníaca são nossos avós, nossos pais, nós e nossos futuros filhos porque os Beatles são atemporais”.

Atemporal, realmente, parece ser a palavra mais apropriada para uma definição da banda, se é que é possível definir os Beatles em uma única palavra. E que esse espírito beatlemaníaco continue pairando pela Terra e sendo passado de geração para geração.

Soraia Alves descobriu os Beatles através de seu tio roqueiro, se espantou ao saber que sua avó também gosta daqueles 4 garotos e vive usando os moços como argumento para sua tese de que a Inglaterra é o melhor lugar do mundo. Paul é seu favorito, e “Let it be” sua próxima tatuagem.

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Categorias: Música

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