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Música para mudar o mundo

Entenda como quatro jovens de Liverpool conseguiram revolucionar o rock

Verônica Gonçalves

Você diz que você quer uma revolução
Bem, você sabe…
Todos nós queremos mudar o mundo
Revolution, The Beatles

A década de 1960 foi um marco no século XX, não só pelos contextos político, econômico e social, como também pelos novos rumos que a música e a cultura tiveram nessa época. Falando especificamente do rock, ele estava vivendo uma profunda crise. Os grandes ídolos estavam passando por sérios problemas, tanto pessoais quanto de criação. Little Richard tinha descoberto a religião, Elvis Presley tinha ido para a guerra e voltado mais romântico, Buddy Holly e Eddie Cochran haviam morrido em acidentes de avião e táxi, Jerry Lee havia casado com a prima de 13 anos eCarl Perkins e Everly Brothers enfrentavam uma crise criativa. Os mais pessimistas diziam que o rock havia chegado ao o fim, mas a Inglaterra mudou tudo.

A popularização do gênero em diversos cantos do mundo estimulou os jovens a formarem bandas, principalmente na Inglaterra. A maioria delas pode não ter tido sucesso, mas duas foram às responsáveis por inserir os ingleses num cenário musical muito pulsante. Foram elas os Beatles e os Rolling Stones. Claro que as duas tinham estilos muito diferentes, mas ambas atraíram os olhos de muitas pessoas para o país.

A trajetória dos Beatles começou em 1960 com diversas apresentações em pubs de Liverpool e Hamburgo até 1963. Nesse período tanto a formação quanto o estilo musical mudaram. As canções desse momento se caracterizavam pela mistura de elementos do rock’n’roll (conhecido pela combinação de gêneros africanos e tendo como principais instrumentos a guitarra elétrica, o contrabaixo (depois de 1950 o baixo elétrico) e a bateria) e do skiffle (caracterizava-se pelo uso de instrumentos improvisados, como tábuas de passar roupa), formando um novo gênero chamado de beat music. As músicas eram centradas nos sons das guitarras e as canções eram bem repetitivas, tanto nos refrões quanto na melodia.

No final de 1963 o grupo começou a investir em mudanças radicais. A primeira delas foi mais sutil, mas já mostrou que eles eram diferentes de tudo que existia. A música She loves you quebrou com os paradigmas tradicionais do rock por trazer acordes dissonantes próprios do jazz. Não era mais a melodia simples e repetitiva que eles costumavam trabalhar.

Vídeo: Música She loves you

Em 1964, George começou a usar a cítara no disco Rubber Soul na música Norwegian Wood, revelando uma tendência do grupo de sempre buscar novidades.

Vídeo música Norwegian Wood 

Mas a total ruptura com os padrões veio em 1967 com o polêmico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Com esse disco eles forneceram a base para o rock psicodélico (ou acid rock) que de desenvolveu ao longo dos anos 1970. Tudo era inovador. Para começar foi a primeira vez que uma banda se envolveu em todos os processos de produção, incluindo a arte da capa. Além disso, as músicas eram contínuas e se juntavam, como se o final de uma fosse a introdução da outra, recurso que Pink Floyd usou mais tarde. A união de instrumentos indianos com efeitos de estúdio produz uma harmonia descontrolada que provoca no ouvinte a sensação de que ele está num mundo quase mágico, como se vivesse uma experiência mística de transcendentalidade. Essa característica fez com que alguns críticos da época até recomendassem que as pessoas usassem drogas para ouvir o disco e terem uma experiência mais rica.

Em 1970 os Beatles anunciaram seu fim. O sonho havia acabado. O quarteto que queria mudar o mundo investiu em carreiras solo ou em outras bandas. Esses jovens tiveram como grandes méritos a utilização de elementos que não eram próprios do rock em suas canções e a inserção da Inglaterra no circuito musical. Suas inspirações vieram de viagens a Índia, quartetos de corda, orquestras sinfônicas e até flautas, sendo pioneiros em todas essas iniciativas. Além disso, o carisma e a ousadia deles criaram um frenesi tão grande (apelidado de beatlemania) que se transportou para outras bandas depois e foi o responsável pelos grandes festivais e shows em estádio das décadas seguintes.

Verônica Gonçalves se interessou pelos Beatles em 2007 enquanto atravessava o universo a bordo de um submarino amarelo com ajuda de alguns amigos

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um comentário em “Música para mudar o mundo”

  1. augusto paiva
    9 de julho de 2011 às 23:47 #

    parabens materia muito boa adoro os beatles

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