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Paul McCartney

A miscelânea dos Beatles 

Érica Perazza

Depois da morte de John Lennon em nove de outubro de 1980, um pouco da esperança dos Beatles se reunirem mais uma vez ao vivo morreu junto. Em 2001, com o falecimento de George Harrison, revê-los se tornou praticamente impossível. Mas quem acreditou que nunca teria a chance de ver de perto um beatle aqui no Brasil, se enganou.

Após tantas especulações, dilemas, sufocos e desesperos, o seu coração com certeza bateu mais forte do momento da confirmação a passagem da sua turnê, Up and Coming Tour no Brasil e depois na aventura para adquirir um ingresso e claro, durante e depois da mágica do show.

A primeira vez que o ex-beatle veio ao Brasil foi em 1990 no Rio de Janeiro, lotou o Maracanã e bateu um recorde de 184.000 fãs. A sua penúltima visita ao país foi em 1993 para apresentações em São Paulo e Curitiba.

Paul McCartney começou sua carreira solo na década de 70, quando decidiu deixar o quarteto fabuloso de Liverpool, alegando diferenças musicais. Após o fim dos Beatles, Paul McCartney lançou seu primeiro disco solo, McCartney de 1970, o qual ele escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, ao lado de sua primeira esposa, Linda McCartney. Em seguida, formou outra banda, os Wings, com a qual ele permaneceu até 1979 e gravou clássicos como: My Love, Live And Let Die (trilha sonora da série de filmes 007), Mull Of Kintyre, Silly Love Songs, Band On The Run e Jet. McCartney emplacou grande sucesso. Vinte e nove de composições de sua autoria foram para o primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, vinte das quais junto com os Beatles (que compôs junto com John Lennon) e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings.

Mas a história que interessa mesmo é sobre o Paul, o bonitinho dos Beatles, aquele garoto nascido em Liverpool de ascedência irlandesa, no dia 18 de junho de 1942.

Seu pai, Jim, trabalhava vendendo algodão, sua mãe, Mary era enfermeira e vivia também com seu irmão, Michael, dois anos mais jovem.

Incentivado a entrar no mundo musical, Paul ganhou de presente de seu pai um trompete, que foi largado de lado. Seu interesse pela música só começou quando o skiffle tornou-se popular na Inglaterra.

 
Ele canta, compõe, toca baixo, guitarra, piano, é empresário, produtor musical [já trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras] e cinematográfico. Além disso, é ativista dos direitos dos animais e vegetariano. Paul uma vez declarou a imprensa sobre esta decisão: “Há muitos anos, estava pescando e, enquanto puxava um pobre peixe, entendi: eu o estou matando, pelo simples prazer que isso me dá. Alguma coisa fez um clique dentro de mim. Entendi, enquanto olhava o peixe se debater para respirar, que a vida dele era tão importante para ele quanto a minha é para mim”. Membro honorário e participante ativo das campanhas do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), Paul é uma verdadeira miscelânea.
    
Integrante da banda mais bem sucedida de todos os tempos, Sir James Paul McCartney, ou carinhosamente chamado como Macca, aos seus onze anos de idade, num ônibus que o levava para a escola, Paul conheceu George Harrison. E logo, aos 15 anos, conheceu o bom e velho amigo, John Lennon, durante o show da banda Quarrymen em Woolton (subúrbio de Liverpool). Inicialmente, a tia de John não gostava nada nada da amizade dos dois, apenas porque McCartney vinha da classe operária.

 
Mas isso não impediu que Lennon o convidadasse para entrar na banda. Mais tarde, depois de uma certa hesitação de Lennon, ele aceitou a sugestão de Paul, e George Harrison era o mais novo membro da banda, que algum tempo depois, originaria os Beatles e ainda com Stuart Sutcliffe no baixo, na formação inicial.

Depois da saída de Stuart, Paul se consolidou como baixista dos Beatles. Agora com a entrada de Ringo na bateria, eles poderiam continuar na estrada da revolução.

No dia 25 de dezembro de 1967, McCartney e Jane Asher anunciaram o noivado, mas terminaram logo depois, ao encontrar McCartney na cama com outra…

Era a mão de Linda Eastman que Paul queria segurar e levaria ao altar. Eles se conheceram em 67, antes do fim de seu noivado com Jane Asher, em um clube noturno de Londres. Linda estava na cidade para fotografar músicos ingleses ligados ao Swinging London. Após o rompimento com Jane, Paul se encontrou com Linda em Nova York e mais tarde começaram um relacionamento sério.

Os dois tomaram a decisão de se casar em uma semana e no dia 12 de março de 1969. McCartney adotou a filha de Linda, Heather, e juntos tiveram mais três filhos: Mary (nascida em 1969), Stella (nascida em 1971) e James (nascido em 1977). Após a separação dos Beatles, Linda se tornou parte da carreira de McCartney. Fez parte da banda Wings, tocou piano em shows e discos solos de McCartney. Falecida devido a câncer de seio em 98, rumores sobre sua morte de eutanánia começaram a surgir. Mas Paul sempre negou.

Mas ele não desistiu do amor. Em 11 de junho de 2002, na catedral Protestante Saint Salvator do Castelo Leslie, construída no Século XVII; uma propriedade remota na Irlanda com uma recepção para 300 convidados, Paul se casou com a modelo Heather Mills. Um dos casamentos mais extravagantes da história das celebridades, custando cerca de 3,2 milhões de dólares. Elton John, David Gilmour, Eric Clapton, Ringo Starr, George Martin, Jools Holland, Tim Rice, Chrissie Hynde eram alguns dos convidados. Um ano depois, nascia a primeira e única filha do casal, Beatrice.

No ano de 2006, iniciaram umores sobre a separação do casal. Fãs, fofoqueiros, jornalistas e pessoas de todos os cantos, criticavam Heather por ser uma golpista e ter casado com Paul por causa de seu dinheiro. Na época, o jornal inglês Evening Standard chegou a comentar que não seria uma boa hora para piadinhas relacionadas a música “When I’m Sixty-Four”, já que Paul faria 64 anos anos no mês seguinte. mai tarde, em 2007, o casal fez um acordo no qual McCartney pagou 32 milhões de libras para Mills. O divórcio, porém, conclui se em março de 2008, quando o juiz decidiu que McCartney deveria pagar à ex-mulher a quantia de 24,3 milhões de libras (equivalentes a 48,6 milhões de dólares). Mas tablóides ingleses publicaram que Paul chegou a pagar mais 55 milhões de libras para evitar que sua filha Béatrice, de quatro anos, passasse por uma longa batalha judicial.

Hoje com 68 anos, pique de 18, vovô Paul McCartney tem quatro netos frutos de seu casamento com Linda. Mary tem dois filhos (Arthur Alistair Donald ,nascido em 3 de abril de 1999 e Elliot Donald nascido em 1 de agosto de 2002) e Stella tem um filho (Miller Alasdhair James Willis, nascido em 25 de fevereiro de 2005) e uma filha (Bailey Linda Olwyn Willis, nascida em 8 de dezembro de 2006).

Os primórdios do fim dos Beatles começaram em 1967. Depois da morte de Brian Epstein [verificar], e do romance grudento de Lennon com Yoko Ono, Paul meio que se tornou o líder e a figura central da banda. Depois de conflitos e desacordos, Paul McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles em entrevista coletiva no dia 10 de abril de 1970.

Em sua carreira fora dos Beatles, o álbum de maior sucesso foi Band on the Run, gravado com a banda Wings. Durante essa fase, Lennon e McCartney “brigavam” através das letras de suas canções. “Silly Love Songs” era uma resposta a provocação de John Lennon em “How dou you sleep?” do álbum Imagine. Em “Tomorrow” no álbum Wild Life, Paul responde à ironia de Lennon em “How do You Sleep” – “The only thing you could make was Yesterday”. (Yesterday X Tomorrow).

Foi então que no dia 9 de outubro de 1980, Paul recebeu a notícia que John Lennon havia sido assassinado. Em entevista para a revista Playboy em 1984, ele conta que ficou assistindo às notícias na TV e chorou a noite inteira, relembrando da última vez que falara com seu amigo por telefone, um tempo após o lançamento do álbum Double Fantasy de John e Yoko. Lennon disse rindo a Paul: “Esta esposa quer uma carreira!”.

Depois do frenesi, Paul voltou aos trabalhos, mas cancelou performances ao vivo, pois tinha medo de ser o próximo assassinado (Paul voltou aos palcos apenas em 1989). Passados seis meses da morte de John, ele juntamente com Ringo e George gravaram uma música tributo chamada “All Those Years Ago”.

Em 2001, Paul recebeu mais uma notícia desagradável. Era sobre falecimento de George Harrison. Metade da maior banda de todos os tempos se fora. Metade da revolução morrera junto. Mas Paul está mais vivo do que nunca. Desperta, ressuscita o que sempre houve de melhor nos Beatles. Sim, Paul vive! E ele não nos deixa morrer (de saudades).

 

Algumas curiosidades:

  • Nos anos 60, Paul ainda escreveu canções para outros músicos entre elas “A World Without Love” gravada por Peter & Gordon que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso)
  • Em 1966, Paul McCartney foi o primeiro beatle a desenvolver um projeto musical solo, onde compôs a trilha sonora para o filme televisivo The Family Way. Pelo trabalho, McCartney ganhou o prêmio Ivor Novello como melhor tema instrumental.
  • O álbum Back to the Egg (1978) contava com a participação de vários artistas como Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin) nas canções “Rockestra Theme” e “So Glad to See You Here”.
  • O fim de sua banda em 79, deu-se quando o Wings partiu em uma turnê ao Japão, e McCartney foi preso por 8 dias ao desembarcar no aeroporto por porte de maconha.
  • Paul gravou “The Girl is Mine”e “Say, Say, Say” com Michael Jackson. Todavia, a parceria durou pouco. Michael adquiriu o catálogo da Northern Song e assim se tornou dono dos direitos autorais das canções de Lennon/McCartney, para desgosto de Paul McCartney, que sempre quis comprá-las.
  • Em 1993, foi lançado o disco ao vivo Paul is Live cuja capa tinha uma referência à lenda surgida no fim dos anos 1960 que dizia que McCartney havia morrido e sido substituído nos Beatles por um sósia.
  • Como os outros três membros da banda, McCartney foi agraciado, em 1966 como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro dos Beatles a ostentar o título de “Sir”, honraria que lhe foi concedida pela Rainha Elizabeth II em 1997.

  

Érica Perazza, filha do curador do Museu do Rock com a Sra. Beatlemaníaca, escuta o melhor da música desde antes de nascer.
Mas foi só quando fez um trabalho sobre rupturas da história para a escola, aos 14 anos, que construiu seu universo beatle particular, com árvores de tangerina, campos de morangos e ceú de diamantes.

 

Paul e John se tornaram uma grande e importante dupla de compositores. Mesmo que a canção fosse escrita por apenas um deles, sempre recebia a assinatura “Lennon/McCartney”. Paul era o romântico e responsável pelas músicas “Yesterday”( a mais regravada por outros artistas em todos os tempos), “And I Love Her”, “Michelle”, “Here There and Everywhere”, entre outras. Mas ele também compunha obras mais pesadas como “Back In The USSR”, “Helter Skelter” e “The End”.

Vida amorosa
Considerado o queridinho e bonitinho da banda inglesa, Paul namorou cinco anos a atriz Jane Asher. Ele inclusive escreveu diversas canções inspirado em Jane. São elas “And I Love Her”, “You Won’t See Me” e “I’m Looking Through You”.

Dada a largada da revolução, a partir de 1960, os garotos foram tocar pela primeira vez tocar em Hamburgo. Na época, o pai McCartney não deixara seu filho adolescente viajar. E não era por ser coruja. Paul e o baterista Pete Best acabaram sendo deportados da Alemanha após darem início a um pequeno incêndio no local onde estavam hospedados.

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Categorias: Especial, Lira de Apolo, Música

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