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Paul LIVES?

Paul is Dead

A lenda da morte de Paul McCartney


Alan Azevedo

 


 

9 de Novembro de 1966 – Um dos músicos mais renomados do mundo, pertencente a banda fenômeno The Beatles, Paul McCartney, morreu hoje, quarta-feira, às 5 horas da manhã, num acidente de carro. O beatle sofreu esmagamento craniano e/ou foi decapitado ao colidir com outro veículo por não ter observado o farol fechar.

Essa era a notícia em que muitos fãs dos Beatles acreditavam no ano de 1966. Ficou conhecido como o movimento “Paul is Dead”. Para eles e para grande parte da imprensa, o jovem de 27 anos, baixista do Beatles, Paul McCartney, teria morrido num acidente de carro. Mas a notícia nunca pode ser confirmada pois dizia-se que o rosto de Paul se desfizera, junto de sua arcada dentária, portanto não podia-se fazer o reconhecimento.

De fato McCartney sofrera um acidente de moto um dia antes, mas causando-lhe apenas um dente quebrado e um corte no lábio.

Como nunca foi confirmada tal notícia, logo percebeu-se que se tratava de um boato. Mas não um simples boato, e sim a maior “hoax” (história fantasiosa, em inglês) do mundo pop atual. Beatlemaníacos, fãs, jornalistas e alguns engraçadinhos defendiam a morte de Paul procurando pistas em músicas e capas de álbuns. Mas há também quem diga que essa história foi inventada pelos próprios Beatles, para aumentar a venda de seus discos. E de fato algumas pistas existem mesmo, já que a banda percebeu que esse marketing estava funcionando.

Conta-se que foi realizado um concurso de sósia para achar o substituto de Paul McCartney, e o vencedor, William Campbell ou Billy Shears – ou ainda William “Billy Shears” Campbell, seu apelido – fez diversas plásticas para se parecer mais ainda com Paul, deixando apenas uma cicatriz no lábio superior, incorrigível. Esse corte, como já fora dito antes, Paul obteve em seu real acidente de moto.

São sete álbuns que nos fornecem dicas e pistas sobre a morte de Paul, sendo que algumas são extremamente bobas e outras muito bem fundamentadas, que chegam até a espantar pelas coincidências. Como já disse, encontra-se algumas pistas bem bobas, como é o caso do álbum Rubber Soul, lançado um ano antes da morte de Paul (1965).

Rubber Soul

  • Os Beatles, como se vê na capa, olham para baixo, como se observassem uma sepultura.
  • A fotografia da capa está distorcida para que o sósia de Paul não fosse desmascarado.
  • A letra de Girl diz: “that a man must break his back to earn his day of leisure   will she still believe it when he’s dead” (“que um homem deve quebrar suas costas para ganhar o seu dia de lazer / ela ainda vai acreditar nisso quando ele estiver morto”), uma citação à morte, o que seria normal daqui pra frente.
  • A música In My Life tem o seguinte trecho: “some are dead and some are living” (“alguns estão mortos e alguns estão vivos”).
  • Outra música contendo citações é a I’m Looking Through You, dizendo: “You don’t look different but you have changed, I’m looking through you, you’re not the same” (“você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo”).

Revolver

 

  • Nesse disco, o primeiro após a suposta morte de Paul, os Beatles decidiram não se apresentarem mais ao vivo, devido ao sósia não ter o talento de Paul.
  • Ao invés de uma foto da banda, foi feita uma gravura para que assim o sósia não fosse descoberto.
  • Há uma mão aberta sobre a cabeça de Paul McCartney, o que significa, em algumas culturas, uma maneira de abençoar as pessoas que morrem.
  • A música Taxman seria, na realidade, sobre um Taxidermista, pessoa responsável por empalhar animais mortos e fazer parecer que eles ainda estão vivos. Na letra há referências ao acidente de Paul “if you drive a car” (“se você dirige um carro”) e ao fato de Paul estar morto (“if you get too cold” (“se você ficar frio”, os cadáveres ficam frios). A melhor pista é “my advice to those who die – taxman..” ou seja “meu conselho para aqueles que morrem, um taxidermista” (para que o morto continue parecendo vivo).
  • Na música Eleanor Rigby, Father McKenzie seria Paul McCartney. Na letra consta: “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave” ou seja “padre McKenzie (Paul McCartney) limpando a sujeira de suas mãos após sair do túmulo”.
  • A música She Said She Said tem um trecho que diz “she said I know what it’s like to be dead” (“ela disse que eu sabia como é estar morto”).
  • Dr. Robert, o nome de uma das músicas do álbum, se refere ao doutor que tentou salvar Paul. A pista seria: “you’re a new and better man” (“você é um homem novo e melhor”) se referindo ao novo Paul. “He does everything he can, Dr. Robert” (“Dr. Robert faz tudo o que pode fazer”) referindo-se ao fato de Dr. Robert ter feito todo o possível para tentar salvar Paul.

Stg. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

 

  • A capa estaria simbolizando o funeral de Paul. Note todas as pessoas em volta com arranjos de flores.
  • Um dos arranjos de flores (em amarelo, no centro direito) simboliza um contrabaixo de canhoto – virado para o lado esquerdo -, o instrumento de quatro cordas que Paul tocava no Beatles. O arranjo conta com apenas três cordas, sugerindo a morte de Paul.
  • Esse é o primeiro álbum que os Beatles assinam apenas como “Beatles”, e não como “The Beatles”, como sempre fizeram, ou seja, eles não são mais os “The Beatles”, já que lhes falta um integrante.
  • Outro arranjo que aparentemente está escrito “Beatles”, na realidade, está escrito “Be At Leso” (“Fique em Leso”). Paul teria sido enterrado na ilha de Leso.
  • Sobre a cabeça de Paul há novamente uma mão.
  • Na capa, há uma boneca segurando um carrinho de brinquedo. O carro seria do mesmo modelo que Paul sofrera o acidente. Seu interior é vermelho, sugerindo o sangue do beatle.
  • Sob o “T” vermelho de “Beatles”, há uma estatueta de Shiva, Deusa Hindú da Morte.
  • Na foto da contracapa, todos os beatles olham pra frente, menos Paul.
  • Nesse encarte, há uma foto de Paul com uma insígnia no braço que está escrito OPD. No Canadá, essa é a sigla oficial em que se declara o óbito de uma pessoa (Officially Pronounced Dead ou “Oficialmente Considerado Morto”).
  • Na foto da bateria, se se colocar um espelho horizontalmente, cortando a frase “Lonely Hearts”, e olhar a combinação da parte de cima com a parte de baixo, pode-se ler “One He Die”, se referindo à morte de um dos beatles, como se mostra na foto a seguir, ampliada e já com o espelho.

  • Outra versão diz que a frase da bateria deve ser lida como “I One IX He ^ Die”, com a seguinte interpretação: “I One” deve ser entendido como “11” e o “IX” como um número romano, isto é, “9”. Ou seja, Paul teria morrido em  9 de Novembro, com o complemento “He (uma flecha apontando pra Paul e outra pra baixo, seu túmulo) Die”.
  • Na música Sgt. Pepper’s Lonely hearts Club Band, eles estariam apresentando o sósia de Paul, Billy Shears: “so let me introduce to you the one and only Billy Shears” (“então deixe eu te apresentar o primeiro e único Billi Shears”).
  • Na música A Day In The Life, há dois indícios: “He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed” (“ele estourou sua cabeça em um acidente de carro, pois não percebeu que o semáforo havia fechado”), e “A crowd of people stood and stared they’d seen his face before, nobody was really sure if he was…” (“uma multidão parou e assistiu, eles viram seu rosto antes, mas ninguém tinha certeza se era ele”).
  • Em Good Morning, Good Morning a letra diz: “Nothing to do to save his life” (“nada pode ser feito para salvar sua vida”). E: “People running around it’s 5 o’clock..” (“Pessoas andando em volta às 5 da manhã” [a hora do acidente de Paul]).
  • Também na contra capa do álbum, George Harrison aponta o dedo para uma frase da música She’s Leaving Home: “Wednesday morning at five o’clock as the day…” (“Quarta-feira de manhã às cinco da manhã…”), mesma hora e dia que Paul morrera.

Magical Mystery Tour

  • Paul aparece descalço em todas as fotos do encarte. Segundo algumas culturas, os mortos são enterrados descalços.
  • Não pode-se ter certeza de quem está vestido de morsa (representação da morte em certas culturas) na capa do álbum, John ou Paul? Pode-se perceber que quem está fantasiado de ave logo acima usa um óculos parecido com os de John. Na listagem de canções no álbum, logo abaixo da música I Am The Walrus, está escrito entre parênteses “No you’re not! Say Little Nicola!”. Então porque alguém diria que John não era a morsa se ele mesmo clama isso ao cantar a música? Mais tarde, no White Album, Lennon canta em sua música Glass Onion, e isso é bem curioso: “and here’s antoher clue for you all… the walrus was Paul” (“e aqui vai mais uma dica pra todos vocês… a morsa era Paul”).
  • Se olhar a capa do disco com um espelho, as estrelas que formam o título “Beatles” também são um número de telefone, 2317438. Quando se ligava para este número, na época em que o disco foi lançado, se ouvia a mensagem “You’re getting closer” (“você está chegando perto”). Na realidade, se tratava de uma menina bem humorada que havia aderido à brincadeira sobre a morte de Paul.

  • No livro que vinha junto do disco, tinha uma foto dos quatro beatles, sendo que todos tinham rosas vermelhas na lapela, menos Paul, que exibia uma preta.
  • Novamente uma pista na pele de resposta do surdo da bateria. Está escrito “Love 3 Beatles”, ou seja, agora eram apenas três beatles.
  • Em mais uma das fotos do álbum, Paul aparece com um gorro tapando-lhe a testa e de olhos fechado. O curioso é que as estrelas em volta formam uma auréola em sua cabeça.
  • Em Strawberry Fields Forever pode-se ouvir ao final da música a voz de Lennon dizer “I Buried Paul” (“Eu enterrei Paul”). Mais tarde, Lennon revelou que na realidade a frase era “Cramberry Sauce”.
  • Lennon, na música I Am The Walrus, reproduziu, no final da canção, uma execução via rádio da peça King Lear, de Shakespeare. Pode-se notar diversas frases na música como: “Burn my body” (“Queime meu corpo”), “What, is he dead?” (“O quê, ele está morto?”) e “oh untimely death” (“oh morte prematura”). Lembre-se de que Paul era a Walrus, a morsa.
  • Ao final da música All You Need Is Love, pode-se ouvir John Lennon dizendo algo parecido com “yes! He is dead!”.
  • Por fim, Magical Mystery Tour seria a jornada a que todos os fãs de Paul iriam percorrer para decifrar o enigma de sua morte.

White Album

  • Aqui surgem as famosas pistas encontradas ouvindo-se as músicas ao contrário. Na música I’m So Tired, ao ouvir o trecho final ao contrário, surge claramente a voz de John Lennon dizendo “Paul is dead man, miss him miss him”.
  • A música Revolution (faixa 9) seria sobre a morte de McCartney (o sobrenome tem 9 letras). “My fingers are broken and so is my hair” (“meus dedos estão quebrados e meu cabelo também”). Ao ouvir o verso “number nine” ao inverso, surge a mensagem “turn me on dead man” (algo como “me transforme em homem morto”). Ainda ao inverso, podem-se ouvir outras pistas, incluindo “Let me out!” (“Deixe-me sair!”). Boatos dizem que devia ser McCartney tentando sair de seu automóvel.
  • Nas fotos colocadas pelo álbum duplo, temos três fotos mais sugestivas. A primeira, Paul em uma banheira com apenas a cabeça pra fora da água  dando a assustadora impressão de uma decapitação. A segunda mostra Paul entrando em um trem ou ônibus e duas mãos “fantasmagóricas” prontas para levá-lo ao “outro lado”. E a última é um close dos quatro integrantes que revela a cicatriz de Billy Shears por fazer operações plásticas.

Yellow Submarine

 

  • O submarino dá a impressão de ser um caixão enterrado na montanha.
  • Nesta capa, há novamente uma mão aberta na cabeça de Paul.

Abbey Road

  • Na capa do álbum Abbey Road, o beatle Paul McCartney está com o passo trocado em relação aos seus companheiros e descalço. O baixista também está de olhos fechados.
  • Pode-se notar também John Lennon vestido de branco (a cor do luto em algumas culturas orientais) e Ringo usando preto (a cor de luto no ocidente).
  • Paul está com o cigarro na mão direita, sendo que ele era canhoto.
  • Do lado esquerdo da capa do álbum, há um fusca branco (o nome do fusca em inglês é “Beetle”) com a placa 28IF, ou seja, se (IF, em inglês) Paul estivesse vivo, ele estaria com 28 anos, já que supostamente morrera com 27.
  • Do lado direito há um carro funerário.
  • A música Come Together tem o seguinte trecho: “one and one and one is three” (“um mais um mais um são três”).
  • Na contra capa do disco, ao lado direito da palavra “Beatles”, uma imagem feita de luzes e sombras aparece. Trata-se de uma caveira, claramente com dois olhos e boca.

Para que seja impossível de um corpo ser identificado, ele precisa ser totalmente carbonizado (destruindo-se também a arcada dentária). Não existe nenhuma ocorrência policial ou qualquer testemunha sobre o acidente.

Muitos desses dados acima são extremamente criativos, mas tudo não passa de um grande e alimentado boato. Muitos desses tópicos podem ser refutados, como por exemplo, no caso da letra de A Day In The Life, constatou-se que John Lennon a compôs após ter lido sobre a notícia da morte do jovem socialite Tara Browne, de 25 anos, no jornal. Tara estava dirigindo na South Kensington em alta velocidade e não viu a luz do farol ficar vermelha.

 A hipótese mais plausível para esse gigantesco boato é que, depois de algum jornal ou alguém tê-lo inventado, a própria banda o adotou como uma jogada de marketing, já que vemos algumas pistas extremamente vívidas nas capas de seus discos. Não há como duvidar de Paul estar vivo. Depois de sua suposta morte, ele continuou a compor e a desempenhar sua carreira tão brilhantemente como antes, seja nos Beatles, seja nos Wings ou em carreira solo.

Os integrantes dos Beatles sempre negaram esse “projeto de arte” sobre as capas e Paul nunca deixou de encarar tudo com muito bom humor, como mostra a capa de seu álbum solo datado de 1993, Paul Is Live:

 

Aqui Paul McCartney brinca com o boato, contradizendo todas as pistas que foram antes descobertas ou inventadas, provando que está mais vivo do que nunca. A foto também foi tirada em Abbey Road e agora Paul acertou o passo, calçou seu sapato, segurou a corrente do cão com a mãe esquerda, não há mais nenhum carro funerário no canto direito da tela e, por fim, a placa do fusca agora é 50IS, ou seja, a idade de Paul ao lançar o disco (“50 É”).

Para Alan Azevedo os Beatles são o rock. Tudo o que se ouve hoje, todas as músicas, os riffs e solos de guitarra, as viradas de bateria e as linhas de baixo tem sua “pitada” Beatles. Como dizem, eles são mais conhecidos que um tal de Jesus Cristo.

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Categorias: Especial, Música

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3 Comentários em “Paul LIVES?”

  1. 21 de novembro de 2010 às 16:35 #

    Bem legal, tem algumas pistas que eu nem conhecia, não sei se ele morreu, mas se for verdade arrumaram um cara até mais talentoso, pois foi nessa época que o Paul começou a tomar a liderança da banda e ter algumas das melhores ideias criadas pela banda.
    Eu não sei se foi por marketing, mas é fato que a banda criou algumas coisas como brincadeira para alimentar a boataria.
    Parabéns pelo texto Alan
    PS-ele tá mais bonitão em 67 hein, ahaha

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