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A invisibilidade do ser


 
Érica Perazza
 
R$450. Quatrocentos e cinquenta reais. Era isso o que um fotógrafo queria cobrar por uma foto.
Não que eu não valorize seu trabalho, muito pelo contrário. Mas a foto era digital, não era um papel impresso. Logo, eu ia pagar por uma imagem virtual, um giga byte ou o que seja.
É uma fotografia que só existe se meu computador estiver ligado e on line de preferência.
 
Hoje em dia é comum comprarmos com o invisível o inexistente.
Até onde minha mente permite, a compra não existe até eu tocá-la.
Não é um desabafo hérege no qual eu digo que não dá pra tocar Deus, logo, ele não existe. Nada disso.
Nosso mundo é todo hérege. Acreditamos inclusive em palavras vazias – as quais muitas vezes dizemos a nós mesmos.
Falamos que temos fé, esperança, mas estamos apenas nos esganando. E estamos conscientes desta ilusão.
Ainda, julgamos os apaixonados de tolos, mas tolos somos nós que não temos paixão e sensiblidade por nada. Sem generalizações baratas.
 
Temos que renovar nossa alma. Renovar porque não dá pra adquirir outra. E a vida é esta aqui, não tem outra.
Liberte-se de pessoas fantasmas. Elas até podem existir. Você as escuta, pode até senti-las, mas nunca pode as ver, porque no fundo, elas não são reais. São vultos na sua vida. 
 
E esse mundo da internet? Ele não existe.
Dar parabéns pro Scrap, não existe. Promessas por MSN, não existem.
Desconsidero totalmente o que não é ao vivo.
O que vejo e posso tocar, o que vejo e posso sentir.
O que vejo e posso enxergar.
 
O que existe de verdade é o agora. Sim, este momento existe. O passado existiu e agora ele depende apenas do seu ponto de vista.
O futuro, ah… o futuro não existe. Ele só se torna real quando se transforma em presente.
Se percebermos a existencialidade do agora, vamos sentir todas as suas partículas e descobrir como ele é grande.
Só hoje podemos mudar. Amanhã, quem sabe? Estamos no ontem.
 
Vou parar por aqui. Não vou mencionar filósofos, cabeças e afins.
Não precisamos de teorias e aforismos para percebermos nossa própria vitalidade.
Um dia nos damos conta que estamos vivos e que não apenas existimos.
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Categorias: Crônicas do Olimpo

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2 Comentários em “A invisibilidade do ser”

  1. 17 de outubro de 2010 às 21:51 #

    Olá,

    Vim agradecer e retribuir seu voto e já confirmei o mesmo, obrigada.

    Bjo

  2. 17 de outubro de 2010 às 21:51 #

    BOA SORTE

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