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Livros

Bienal do Livro celebra a leitura

21ª edição do evento une cultura,lazer e a magia dos livros em São Paulo

Por Juliane Freitas

Pelo livro: leitores exploram estandes.

Pelo livro: leitores exploram estandes.

Dos dias 12 a 22 de agosto São Paulo recebeu a sua 21ª Bienal do Livro.

Este ano, o evento contou com 350 expositores, nacionais e internacionais, representando mais de 900 selos editoriais, distribuídos entre os 60 mil metros quadrados de área coberta do Pavilhão do Anhembi.

Foram vendidos mais de 700 mil ingressos e cerca de 130 mil estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio compareceram em visitas agendadas por suas escolas.

Para facilitar o acesso ao local, a organização do evento disponibilizou ônibus gratuitos com saída da estação Tietê do metrô, que nos últimos dias da feira era atravessada, mesmo já no meio da tarde, por uma fila gigantesca, composta por pessoas de todas as idades, sozinhas ou em grupos.

Além de milhares e diversos livros, revistas e gibis à venda, o visitante também pode apreciar uma vasta programação cultural, como o fixo e inédito estande ‘Espaço Gourmet’, que durante os 11 dias do evento trouxe chefs de cozinha para falar sobre culinária em workshops temáticos, sobre café e açúcar, por exemplo.

Vários convidados renomados, como Ziraldo, Serginho Groisman, Regina Duarte e Zé do Caixão e os internacionais John Boyne e Jostein Gaarder, autores de ‘O Menino do Pijama Listrado’ e ‘O mundo de Sofia’, respectivamente, também participaram, em espaços para debates, palestras e bate-papos, como o ‘Salão de Idéias’, no auditório que através de seu nome homenageou Clarice Lispector, ‘Território Livre’ e ‘Palco Literário’.

Bem distribuídas, ficou difícil escolher de qual atração participar, sem perder nenhum estande interessante ou deixar de ver espaços como o montado para contar a história de Monteiro Lobato ou o “Lusofonia”, sobre Língua Portuguesa. E, é claro, tomar um lanche, de preço salgado, em uma das várias lanchonetes da Bienal.

Escritor na Escola

Prestígio: autores recebem cumprimentos da Direção de uma das escolas.

Prestígio: autores recebem cumprimentos da Direção de uma das escolas.

Algumas editoras aproveitaram a visibilidade da Bienal do Livro para lançar novas publicações. Foi o que aconteceu com a Academia Paulista de Letras, que no dia 20 de agosto, instalada no estande da Associação Brasileira de Escritores, lançou o livro Escritor na Escola, baseado no projeto homônimo realizado pela Academia em duas escolas públicas de São Paulo.

O livro contempla os alunos vencedores do “Prêmio Academia Paulista de Letras para estudantes: Poesia, Crônica e Conto”, que no primeiro semestre de 2010 enviaram seus textos para o concurso e foram julgados sob a coordenação de Anna Maria Martins, escritora e Secretária Geral da APL. Além dos textos premiados, contém depoimentos sobre a arte de escrever.

As escolas participantes foram a EE Dr. Octávio Mendes e a EE Buenos Aires, localizadas na região de Santana, Zona Norte de São Paulo. Todos os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental e de todo o Ensino Médio puderam concorrer. Eles tiverem o apoio de professoras de português e dos membros da gestão escolar, auxiliados por Antonio Clementin, criador, organizador e coordenador do livro e dos projetos e sempre presente nas atividades oferecidas, como oficinas e palestras.

Inicialmente, oferecia-se aos alunos prêmios em dinheiro e em livros. Segundo Antonio Clementin, publicar os textos vencedores não era uma idéia inicial e conta que fora indagado sobre o porquê de se dar ao trabalho de lançar um livro. Para ele, trata-se de reconhecimento.

Durante o lançamento, o produtor faz questão de acompanhar os jovens autores e de chamar o público para contemplar a tarde de autógrafos e levar um exemplar, gratuitamente. No entanto, se preocupa que o ‘Escritor na Escola’ seja distribuído às pessoas certas. Seu destino principal são as bibliotecas escolares.

Os estudantes vão chegando aos poucos e recebem a todos os visitantes como verdadeiras celebridades. Quando perguntados sobre como se sentem lançando um livro na Bienal do Livro, não disfarçam a empolgação.

Cássia Almeida Menezes, de 17 anos, premiada com o terceiro lugar, diz que é uma realização estar ali transmitindo algo bom para as pessoas. Em sua crônica “Simplesmente o tempo”, fala da geração Y, acostumada desde sempre a não ter tempo para nada e milhões de coisas para fazer. Não poderia ser mais atual. Ela conta, inclusive, que seus próprios pais não tiveram tempo para ler o seu premiado texto.

Apesar de gostar muito de escrever, a jovem, que conclui o Ensino Médio este ano, está se decidindo entre Direito e Ciências Sociais. Seu colega, Guilherme Bucci, de 16 anos, que gosta mais de ler do que de escrever, quer ser arquiteto. Ele venceu o prêmio na categoria conto, com “O mistério do pingente de pedra”, sobre magia e Amazônia.

Aos poucos, conversar com os garotos tornou-se impossível. Já não cabiam no cantinho reservado para o lançamento nem autores, nem fãs, que faziam questão de ter sua amostra autografada pelos oito presentes – no total, foram 11 prêmios, entre três categorias, incluindo duas menções honrosas.

Depois da maratona, cada jovem levou consigo 10 ou 15 livros para presentear a seus amigos e familiares, além de ótimas impressões e lembranças para toda a vida. Histórias de superação, como a de Rafael Blessa, que repetiu o ano na escola, mas na última hora resolver participar e ficou em primeiro lugar com a crônica politizada “Caneta e Papel” e de Paulo Enrique Moreno, que aos 22 anos, depois de muitas professoras dizerem que ele não era capaz, está terminando os estudos no Ensino Médio e compõe o livro em menção honrosa, no poema autobiográfico, “Aprendizado”.

O próximo passo será o lançamento da obra nos colégios. O Projeto Escritor na Escola deverá ter uma terceira edição – a primeira foi em 2007 – e agraciar mais alunos com o poder da transformação da leitura e do acesso real ao mundo dos livros e dos grandes autores e –quem sabe – alçar ao sucesso novas estrelas da literatura brasileira.

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Categorias: Exposições, Literatura

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2 Comentários em “Livros”

  1. Cassia
    21 de setembro de 2010 às 0:15 #

    Não me canso de ler! Ficou tão linda que leio, releio… Estou quase decorando!

  2. 8 de junho de 2012 às 9:57 #

    Opa, muito bom. Je1 esperava tal fdaebeck do kindle. No site da amazon tem muito informae7e3o sobre ele, e por la mesmo ja dava pra perceber que era um produto excelente.Sf3 ne3o entendi a parte wifi propriete1ria , o que vocea quer dizer com isso? A conexe3o e9 via wifi comum? Ou e9 necesse1rio pagar uma taxa mensal para servie7os da Amazon?Quanto a kindle store, acredito que a variedade de livros deve ser grande quando se procura na lingua inglesa, mas livros BRs he1 tambem? Caberia ai um tipo de parceria Amazon Saraiva?Do mais muito show,Vlws.

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