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É tudo mentira

E se você descobrisse que a maioria das histórias que você conhece são na verdade inventadas? As teorias da conspiração estão aí para isso: Provar que estamos todos enganados. 

por Soraia Alves 

O homem nunca pisou na Lua, Paul McCartney está morto, Tony Blair já planejou atentados terroristas à Londres e o Tsunami foi resultado de testes americanos de uma nova arma de destruição em massa. Parece brincadeira mas é a opinião (seriamente defendida) de muitas pessoas pelo mundo. São as teorias da conspiração que mostram versões diferentes e até mesmo mirabolantes para casos curiosos, histórias famosas, tragédias e intrigas e que muitas vezes parecem ganhar mais sentido com as teorias conspirtórias do que com a verdade de fato. 

As teorias conspiratórias presumem que um grupo de pessoas influentes retém dados e informações que não podem ser revelados à população, fazendo com que uma outra versão fique conhecida como a oficial. O problema é que é quase impossível saber de onde surge uma teoria da conspiração e, consequentemente, qual a sua credibilidade. Geralmente, as teorias apontam governos e sociedades secretas como os manipuladores de informação, mas há quem aponte também grandes empresas, veículos de comunicação e pessoas cuja influência econômica é relevante. 

A lista de histórias que tiveram suas versões reais alteradas é imensa e vai desde casos políticos até teorias que mais parecem uma forma de transformar a memória de um artista querido em mito. É o caso das mortes de Elvis Presley, a princesa Diana,  a atriz Marilyn Monroe, Jim Morrison, John Lennon e, mais recentemente Michael Jackson.  Para muitos, Elvis e Michael não morreram, apenas resolveram se refugiar em algum lugar onde pudessem desfrutar de uma vida anônima e em paz. Já a princesa Diana teria sido vítima de um ato planejado pela CIA em parceria com o serviço secreto britânico que tinham como missão eliminar a ex-esposa do príncipe Charles e evitar que a nobre subisse ao altar com um muçulmano. A teoria é defendida pelo pai de Dodi, noivo de Diana, Mohamed Al Fayed e de acordo com uma pesquisa britânica, cerca de 95% dos ingleses acreditam nessa versão. 

Marilyn Monroe também teria sido vítima de um complô para preservar interesses políticos. A loira cuja morte oficial foi decretada como suícidio após ter entrado em coma por conta de uma overdose de soníferos em agosto de 1962, teria sido assassinada em defesa da integridade da família Kennedy, que governava os Estados Unidos na época. Marilyn tinha como amantes os irmãos John F. Kennedy e Robert Kennedy. John era casado e atual presidente americano, Robert era procurador-geral do país. A relação íntima com os poderosos teria sido o decreto final de Marilyn e sua execução pode ter sido pela CIA, FBI,  ou pelos próprios  Kennedys. 

O cantor Jim Morrison que morreu aos 27 anos oficialmente vítima de um ataque cardíaco,  teria sido na verdade assassinado a mando do FBI e o motivo era sua rebeldia e crítica ao modelo de vida americano. Alguns suspeitam que Janis Joplin e Jimi Hendrix também foram mortos pelo mesmo motivo, mas Morrison era o alvo principal por seu ideal libertário, críticas ao autoritarismo e à política da Guerra do Vietnã. Junte a isso o fato de apenas a namorada de Jim ter visto o corpo, um caixão lacrado, um atestado de óbito assinado por um médico desconhecido e o anúncio da morte do astro roqueiro feito somente seis dias depois do ocorrido. Há quem afirme ainda, que Morrison também não morreu e teria sido visto diversas vezes em alguns bares pelo mundo. O tecladista companheiro de Jim no The Doors, Ray Manzarek afirmou em trecho do livro Secret and Suppressed: Banned Ideas and Hidden History que “se havia um cara que teria sido capaz de encenar a própria morte– pagando a algum médico francês para conseguir um atestado de óbito falso – e colocar sacos de areia com cerca de 70 quilos dentro do caixão e desaparecer em algum lugar deste planeta – África, quem sabe – esse alguém seria Jim Morrison”. 

 Na onda contrária de famosos que simulam a própria morte, os Beatles teriam escondido a morte de Paul McCartney, em 1966. Os outros três integrantes da banda, junto com seus agentes, decidiram manter a morte de Paul em segredo e contrataram um sósia para o seu lugar. Mesmo assim, os  Beatles sentiam que seus fãs deveriam saber a verdade, por isso sempre deixavam pistas nas capas de seus álbuns como em “Abbey Road”, em que na clássica foto dos  quatro cruzando a rua em uma faixa de pedestres, somente Paul está descalço. Para os que acreditam na teoria, a foto representaria um funeral no qual Paul é o defunto, John o padre, Ringo um agente funerário e George o coveiro. 

Aliás a morte é um dos temas preferidos das conspirações. Há quem garanta que George Bush (o pai) encomendou o assassinato do então presidente americano Ronald Reagan no início dos anos 80. Bush era vice-presidente e ansiando por controlar a Casa Branca teria usado John Hinckle, para acertar Reagan. John pertence a uma família amiga dos Bush, ambas donas de empresas do ramo petrolífero, e há quem garanta que as famílias haviam marcado um jantar para comemorar a morte de Reagan. Porém o plano saiu furado, e o presidente sobreviveu ao tiro que o acertou fazendo o Bush-pai esperar mais alguns anos até se tornar presidente. 

Mas nem só sobre morte são as teorias da conspiração. A mais famosa delas trata da farsa do homem ter chegado à Lua em 1969 e não faltam supostas provas para garantir isso. As sombras que aparecem tortas, a bandeira americana que tremula mesmo sem a presença de vento, temperaturas tão frias que teriam destruído qualquer filme, etc. André Basílio, dono do site A Fraude do Século diz receber mais de 20 mil visitantes por mês interessados no tema. Cerca de 20% dos americanos também acreditam na fraude da Missão Apollo 11, mas toda a comunidade astronômica admite o fato como verdadeiro. Basílio ainda afirma que o indício mais forte da fraude é o fato de todas as missões lunares tripuladas terem acontecido entre os anos de 1969 e 1972, exatamente durante a gestão de Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos envolvido no Caso Watergate que manchou a imagem de seu país. 

 

A famosa Área 51 no deserto de Nevada é um local de testes militares extremamente bem protegido e proibido e se tornou sinônimo de conspiração, quase sempre com relatos de que os Estados Unidos têm contato com extraterrestres. Aliás, parte daqueles que apoiam essa teoria ainda afirmam que os ETs cedem tecnologia e conhecimento aos Estados Unidos em troca de pesquisarem os humanos. 

Entre mensagens subliminares em músicas rodadas ao contrário e ideias fervorosas de que sucessos como Harry Potter e até mesmo o singelo passarinho Piu-Piu são obras demoníacas, as teorias da conspiração, por mais  absurdas que pareçam, sempre deixam perguntas no ar: Afinal, qual será a verdade? Será que somos todos controlados por autoridades que nos escondem a verdadeira versão das coisas? Não custa questionar. 

 

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Categorias: Atena, Curiosidades

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2 Comentários em “É tudo mentira”

  1. 2 de setembro de 2010 às 18:10 #

    Texto no mínimo curioso. Muito bem escrito, despertando ainda mais minha curiosidade.

    Parabéns.

  2. André
    10 de novembro de 2010 às 17:58 #

    faltou o 11 de setembro, a primeira fraude do século XXI.

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