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Lulices

 

Aprovado pelo Brasil o projeto de sanções ao Irã

O presidente Lula mostrou que a nossa diplomacia só vai até certo ponto

por Alan Azevedo

Depois de muita diplomacia e apertos de mão, Lula assina a favor das sanções da ONU ao Irã, que, incitadas pelos EUA, reduzem as pesquisas e o arsenal atômico no país. O chanceler Celso Amorim afirmou que o Brasil aprovou o acordo contrariado, mas que já é tradição apoiar a ONU.

Há aproximadamente dois meses atrás, o Brasil e a Turquia defenderam o Irã das sanções e votaram contra o Conselho de Segurança da ONU. O presidente Lula defendia que o “Irã tem o mesmo direito de pesquisar e evoluir atomicamente quanto aos outros países” e que também desejava isso para nós. Vetadas as sanções, foi então decidido que Teerã trocaria Urânio pouco enriquecido por combustível atômico, além de aumentar gastos com pesquisas. Mahmoud Ahmadinejad afirmava também que essas pesquisas eram direcionadas à Medicina Atômica.

Agora, com a aprovação, as coisas mudam um pouco. Economicamente, as sanções bloquearão transações de 40 bancos e empresas do Irã e para os transportes serão impostas inspeções de navios e aviões. Os bens de integrantes da Guarda Revolucionária também serão congelados e, para o Urânio, contratos serão revistos e vedados.

Segundo o “Estado de S. Paulo”, Amorim afirma que as sanções não atingem as empresas brasileiras e setores como o agronegócio, alimentos – que negociam com o Irã – e nem empresas como a Petrobrás, que exporta Etanol com o país persa. Mas acusa o veto unilateral EUA/UE ao Irã por ter quebrado o maior processo diplomático brasileiro no âmbito da ONU.

O que pode realmente afetar o Brasil são as novas oportunidades de negócio com Teerã. Conforme mostram dados oficiais brasileiros, o comércio com o Irã diminuiu de 2 bilhões de dólares para 1,2 bilhão, entre 2007 e 2009.

Mas um detalhe pouco exposto é que, de acordo com o Capítulo 7° da Carta da ONU, da qual o Brasil é signatário, o País é obrigado a adotar as resoluções vinculantes tomadas pelo Conselho de Segurança e o seu descumprimento pode acarretar em “responsabilidade internacional” do País, além de punições. Um bom exemplo de que a nossa diplomacia faz uma ótima corrida, mas na reta final, por ordens superiores, deixa o Alonso passar. Isso sim é diplomacia e democracia! Como é chato ser pobre…

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Categorias: Política Nacional

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