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Crônicas do Olimpo

A afirmação do luxo

por Marina Alves

A palavra luxo e a palavra luz são oriundas do latim “lux” que significa luz. No mundo mercadológico o termo “luxo” representa um produto refinado, exclusivo, mais bem acabado e duradouro, assim o luxo se relaciona com o que é raro e, conseqüentemente, com um custo muito elevado.Esta grande diferenciação econômica torna-se uma fronteira intransponível entre a pequena parte da população que tem condições financeiras de pagar tais produtos e a grande maioria que jamais terá acesso ao mercado do luxo, pois não pode custeá-lo.

Quando surgiu o conceito de estado houve uma grande distinção entre ricos e pobres, em 4000 a.c, e os soberanos para demonstrar a sua superioridade se cercaram de coisas raríssimas, isto casou uma obrigação social de se diferenciar por meio de objetos excepcionais, caracterizando um luxo ostentatório.

Junto com o desenvolvimento técnico da revolução industrial, no século XVIII, surge o luxo moderno que se diferencia por ser mais sensorial do que expositório.

O filósofo Gilles Lipovetsky, importante pensador atual sobre o universo dos bens e serviços premium, fala sobre a transição do luxo ostentatório para um luxo intimista, “o que vemos hoje é a atração pelo luxo dos sentidos, do prazer e da sensibilidade sentido na intimidade por cada indivíduo e não o luxo exterior, da exibição e da opulência, que visa simplesmente demonstrar status” (LIPOVETSKY, 2004).Consumir produtos de luxo representa “ser alguém” em um mundo caracterizado pelas massivas produções industriais, é uma forma de diferenciar-se e de “existir”.

O próprio MARKETING utilizado demonstra a peculiaridade deste mercado vendendo a idéia de que seus consumidores possuem “uma forte identidade” e que o alto preço simboliza o “valor” a excelência e a raridade dos produtos, traduzindo as inspirações mais profundas da humanidade.A maioria do uso dos bens de consumo premium não segue uma linha racional é uma escolha emocional.

Os produtos deste mercado especial passam a suprir as necessidades de uma imagem social que na verdade representa uma afirmação de si, é um consumo de auto-estima, por produtos que possibilitem sensações de conforto, bem-estar e que atendam aos desejos mais particulares, é uma fuga das grandes massas. É a busca pelo produto que identifique pessoas, supra um vazio existencial em um mundo cada mais populoso onde é necessário ser alguém.

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Categorias: A Mão de Midas, Comportamento, Curiosidades, Educação e História

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