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Novos rumos das pesquisas em células-tronco

 

Por Marjorie Okuyama

Por muitos anos, os estudos relacionados à célula-tronco dividiram muitas opiniões e é frequentemente exposto na mídia. No entanto, nem todos sabem o que é e como estão as pesquisas atuais nessa área. O que se pode afirmar é que a partir da evolução dos dados obtidos através das pesquisas, pode-se esperar um grande avanço na medicina.

Afinal, o que são as células-tronco? São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que tem a habilidade de se renovar por meio da divisão mitótica (processo de divisão celular conservativo já que a partir de uma célula original, originam-se duas células com a mesma composição genética) e a partir deste processo, ela pode se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas. Ou seja, ela pode repor células e tecidos que se encontram debilitados no corpo.

Uma informação adicional é o nome dado a célula. Durante seu processo de divisão, ela origina uma célula que se diferencia e outra que mantém as mesmas características da original. Assim, pode se diferenciar em outra e ao mesmo tempo manter suas características iniciais. A manutenção de características permite que haja um grupo de células que mantêm características ancestrais, ou tronco. Por isso o nome célula-tronco. É importante lembrar que as células-tronco ajudam na terapia e não trazem a cura em si. Doenças do coração, câncer osteoporose, diabetes e doenças renais são exemplos onde a célula-tronco pode agir. Hoje, mais de 300 doenças estão em fase final de testes, se as pesquisas realizadas apresentarem resultados positivos, no futuro será possível fabricar órgãos e tecidos em quantidade suficiente para todos, assim as longas filas de transplante de órgãos deixarão de existir.

No Brasil, em março de 2005, a Câmara dos Deputados aprovou a pesquisa com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos. A primeira fábrica de células-tronco do Brasil, Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias, inaugurada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, marcou um grande avanço do país se tratando deste assunto. 2010 pode ser um ano importante para os cientistas. Foi anunciado em fevereiro que os testes com células-tronco em humanos podem começar ainda este ano. Com o objetivo de obter uma nova alternativa para os pacientes que vivem com o vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus), pesquisadores americanos alteraram geneticamente células-tronco da medula e adicionaram três genes que impedem a replicação e a infecção pelo HIV. As células transplantadas foram retiradas dos próprios pacientes antes do tratamento para eliminar o linfoma. Por questão de segurança, apenas metade das células transplantadas foi alterada geneticamente.

As pesquisas continuam avançando e se os resultados forem positivos, as células-tronco contribuirão muito para a medicina atual e, sem dúvida, trará benefícios para muitas pessoas.

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Categorias: Ciência e Tecnologia

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