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Reflexões para um mundo mais tolerante

Os desafios na relação com o diferente

Por Verônica Gonçalves

O SESC Pompéia apresenta a exposição Shoá: Reflexões por um mundo mais tolerante até o dia 4 de julho. Ela foi idealizada por três jovens uruguaios que consideram importante recontar a história do holocausto de uma maneira diferente. O foco é a intolerância e o objetivo é debater a importância da memória na luta por um mundo mais justo. Nas palavras do escritor Elias Canetti, “a humanidade só está indefesa ali onde carece de memória”.

Além do genocídio dos judeus são apresentados alguns outros, como o dos armênios de 1915 a 1918 e o do Cambodja de 1975 a 1979. Todo o Galpão do SESC é ocupado por textos que mostram a vida dos judeus pré e pós Holocausto, bem como fotos, desenhos e vídeos de alguns sobreviventes. Também existe referência ao cotidiano e ao número de mortos por Hitler que não eram judeus. São eles doentes mentais, pessoas com deficiências, homossexuais, ciganos, comunistas, intelectuais e testemunhas de Jeová. E para criar outra atmosfera, o curador brasileiro Fábio Magalhães procurou artistas contemporâneos que produziram obras relacionadas ao tema. Os selecionados foram Alex Flemming, Claudio Mubarac, Nazareth Pacheco, Renata Barros e Rosana Paulino.

Todo o tempo os espectadores são estimulados a refletir sobre suas ações frente ao preconceito. A postura passiva é duramente criticada, como pode ser percebido na frase selecionada de Einsten: “O mundo é um lugar muito perigoso para viver, não pelos que fazem o mal, mas por aqueles que se sentam e deixam que aconteça”. Além de frases impactantes, a reflexão sobre a forma que o homem lida com o diferente é complementada por placas amarelas que perguntam quais as posições das pessoas frente a determinadas situações.

Todos aqueles que resolvem falar dos absurdos cometidos por Hitler devem tomar o cuidado para não apresentar os fatos de maneira espetacular, desrespeitando as duras memórias de quem passou por isso. Há quem diga que as imagens dos campos de concentração não deveriam ser expostas por considerarem uma agressão aos envolvidos. Mas também há quem considere as imagens muito importantes para produzir à revolta e o conseqüente combate a ações ditas fascistas. São duas visões antagônicas que lutam por um mundo mais equilibrado e menos violento. Mas Por enquanto nenhuma das tantas reflexões e obras de arte impediu que outras atrocidades fossem cometidas ao longo da história.

O SESC funciona de terça a sexta das 10:00 as 21:30 e de sábados, domingos e feriados das 10:00 as 19:00.

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Categorias: Atena, Exposições

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