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Crônicas do Olimpo: Emoções e promoções

Por que o dia dos namorados é uma data tão insensível

por Érica Perazza

O amor está de ponta cabeça ultimamente

 

Hoje é dia dos namorados. Mas também no mesmo dia 12 de junho…

Em 1926, o Brasil se retirou da Liga das Nações em protesto contra planos de admissão alemã. Em 1929, nascia Anne Frank, escritora holandesa e vítima judia dos nazistas.

Em 1934, Cuba adota uma nova Constituição e um ano depois ocorre o fim da Guerra do Chaco entre a Bolívia e o Paraguai. Em 64, Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua. A Assinatura dos Tratados de Adesão de Portugal e Espanha à CEE aconteceu no ano de 1987.

Há dez anos, o ônibus da linha 174 foi sequestrado por Sandro Barbosa do Nascimento, que manteve por quatro horas dez reféns, no bairro do Jardim Botanico, no Rio de Janeiro. Há seis anos, o Euro iniciava sua circulação.

Além disso, também é comemorado a independência na Rússia e da Filipinas, e o dia internacional e nacional de Combate a Exploração do Trabalho Infantil.

A grande mídia dificilmente irá pautar esses assuntos hoje. Em compensação, promoções, dicas de presentes, por exemplo, serão despejadas em todos os corações. Inclusive o dos viúvos, desiludidos e perdidos.  

O dia dos namorados ( assim como o Natal, dia da Mães, dos pais, etc) é manchete na editoria Consumismo. E sendo assim, racionaliza-se os sentimentos, que não devem e não são comprados no shopping.

Por que a imprensa não pauta a compaixão, que é o tema principal?

Por que ele é discriminado assim como casais homossexuais que não podem se casar, um beijo público proibido, mas explorado superficialmente através de casos passionais?

Por que a mídia é tão insensível? Será que ela só ama vender exemplares?

As pessoas esquecem-se que antes de tudo, devem estar atualizada, vender e comprar a si mesmas. A maioria delas não sabe, mas não busca mais a felicidade verdadeira. Não aproveitam o dia, as horas, a vida. Matam-se de trabalhar e esquecem-se de suas emoções, nem sabem mais o que sentem, se sentem. São monstros impassíveis que nos tornamos. A válvula de escape, que fogem da realidade é o sexo promíscuo. São orgias sociais em todos os cantos, na política, na policia, nas educação e no próprio caos.

Somerset Maugham falou uma vez, “A grande tragédia da vida não é que os homens pereçam, e sim que eles parem de amar”. Como podemos celebrar o amor em meio a tanta violência fisíca e psicológica desta tão querida e doce modernidade? Como podemos pautar, criticar, resolver questões numa dimensão pública se existem tanto outras questões não estão resolvidas dentro de nós? Relacionamentos são uma oportunidade para desenvolver uma evolução pessoal, de uma forma que alia intenções simples com uma multiplicidade de ações e experiências… muito mais dignas do que qualquer perfume, livro, CD , restaurante ou sejá lá o que for.

Segundo a escritora e consultora sobre estilo de vida, Marie Floreo, “não há uma chance melhor para descobrir sua capacidade de amor, perdão, compaixão, completa autoexpressão e grandeza”.

Mahatma Gandhi disse um dia, entre suas lutas pela paz, “Seja a mudança que quer ver no mundo”. Precisamos ser livres para criar a liberdade de expressão. Precisamos nos aceitar para combater o racismo e a desigualdade. Somo seres vivos que sentem, não máquinas que funcionam. Precisamos nos humanizar para conseguirmos transformar o mundo num lugar excepcional. E “é o amor o combustível que dá energia para o mundo e pode transformar toda escuridão em luz” como ensina o Dalai Lama.

Presentei com atitudes. O amor deve ser gratuito. Somos responsáveis por nossa existencialidade, não podemos culpar e exigir nada dos outros. Por que quando damos sempre esperamos receber algo em troca? Que emoção mais capitalista, não?

Se você ama, você ama. Fim. Não existem explicações. Se há tentativas de justificações, se você quer e busca uma razão, não é amor de verdade. Deve ser por isso então que a mídia não pauta o amor. As coisas devem ser sempre racionais, e não simplesmente serem. Esqueça isso. Humanos devem ser seres irracionais quando amam, isto é, constantemente. Essa irracionalidade move razões inexplicáveis para construir o mundo.

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da PANDORA sem autorização prévia de seus autores.

 

 

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Categorias: Comportamento, Crônicas do Olimpo, Educação e História

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3 Comentários em “Crônicas do Olimpo: Emoções e promoções”

  1. 12 de junho de 2010 às 17:54 #

    2 anos sem Pedrinho

    Pedro Henrique Marques Rodrigues
    Nascido em 13/02/2003 e falecido em 12/06/2008.

    Na noite em que festejávamos o AMOR, “no Dia dos Namorados”, o Pedrinho morria, justamente pela falta dele.

    Mais um ano se passou e até hoje os algozes, os responsáveis por ceifar a vida do pequeno Pedrinho, de forma brutal e covarde, continuam livres. Se aproveitam das brechas da lei para recorrerem e continuam impunes !

    Vimos com um certo alivio a Justiça ser feita no caso da pequena Isabella Oliveira Nardoni, porém a única diferença do caso Isabella e do caso Pedrinho é que eles não jogaram o Pedrinho pela janela, mas se tratando em violência e tortura, acredito que o Pedrinho tenha sofrido ainda mais que a pequena Isabella.
    Os hematomas e fraturas antigas no corpo do menino não deixam dúvidas disso e não é justo que as penas sejam diferentes…os dois cometeram o mesmo crime…assassinaram anjos indefesos e inocentes e a todo custo negaram e tentaram driblar a justiça.

    Acredito que tanto Kátia Marques e Juliano Gunelo (mãe e padrasto do Pedrinho) não tinham, assim como os Nardonis, no primeiro momento, intenção de matar as crianças…mas mataram!

    Não queremos vingança, queremos apenas que a justiça seja igual para todos e que os responsáveis pela morte do Pedrinho sejam punidos com o mesmo rigor.

    Não desistiremos de lutar por Pedrinho…e não deixaremos que o caso caia no esquecimento.

    Queremos que a Justiça seja exemplo para futuros agresssores, pais e mães desqualificados que não deveriam ter recebido de Deus a graça de gerar vidas.

    Queremos Justiça !!!

  2. 12 de junho de 2010 às 17:56 #

    2 anos sem Pedrinho

    Pedro Henrique Marques Rodrigues
    Nascido em 13/02/2003 e falecido em 12/06/2008.

    Na noite em que festejávamos o AMOR, “no Dia dos Namorados”, o Pedrinho morria, justamente pela falta dele.

    Mais um ano se passou e até hoje os algozes, os responsáveis por ceifar a vida do pequeno Pedrinho, de forma brutal e covarde, continuam livres. Se aproveitam das brechas da lei para recorrerem e continuam impunes !

    Vimos com um certo alivio a Justiça ser feita no caso da pequena Isabella Oliveira Nardoni, porém a única diferença do caso Isabella e do caso Pedrinho é que eles não jogaram o Pedrinho pela janela, mas se tratando em violência e tortura, acredito que o Pedrinho tenha sofrido ainda mais que a pequena Isabella.
    Os hematomas e fraturas antigas no corpo do menino não deixam dúvidas disso e não é justo que as penas sejam diferentes…os dois cometeram o mesmo crime…assassinaram anjos indefesos e inocentes e a todo custo negaram e tentaram driblar a justiça.

    Acredito que tanto Kátia Marques e Juliano Gunelo (mãe e padrasto do Pedrinho) não tinham, assim como os Nardonis, no primeiro momento, intenção de matar as crianças…mas mataram!

    Não queremos vingança, queremos apenas que a justiça seja igual para todos e que os responsáveis pela morte do Pedrinho sejam punidos com o mesmo rigor.

    Não desistiremos de lutar por Pedrinho…e não deixaremos que o caso caia no esquecimento.

    Queremos que a Justiça seja exemplo para futuros agresssores, pais e mães desqualificados que não deveriam ter recebido de Deus a graça de gerar vidas.

    Queremos Justiça !!!

  3. 22 de junho de 2010 às 22:24 #

    MUITO BOM……………

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