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Festival de Cannes

Fora da história

Filme fala sobre a independência argelina, não contada pela França

 

por Érica Perazza

 

O filme Hors La loi (Fora da lei) é sobre três irmãos que vivem no período dos primeiros movimentos independentistas na Argélia em 1945, até pouco antes da independência do país, em 1962. As cenas revelam os massacres de argelinos nas mãos do Exército francês; a implantação da Frente de Libertação Nacional na França; a escalada de violência nos dois países e o enfrentamento interno entre os argelinos, através das diferentes posturas dos irmãos.

O longa foi reconhecido como uma quebra de tabu, já que a França, diferentemente de países como Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, raramente comenta sobre seus apectos de conflito. Polêmicas e protestos ecoaram por todo território francês, em especial no sul, que recebe elevadas entradas de imigrantes.

A guerra

A Argélia era uma colônia francesa. Sua luta pela independência começou em 1954 e foi caracterizada por ataques de guerrilha e atos de violência contra civis – perpetrados tanto pelo exército e colonos franceses (os “pied-noirs”) quanto pela Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale – FLN). Battalhas de deram entre a FLN e o Movimento Nacional Argelino (Mouvement National Algérien – MNA), criado mais tarde, cujos apoiadores principais eram trabalhadores argelinos em França.
O diretor francês Rachid Bouchareb (de origem argelina) que já recebeu indicação ao Oscar, confessou estar surpreso com a repercussão de Hors La Loi, principalmente através de críticas de pessoas que nem chegaram a assistir o filme. Uma delas foi Lionnel Lucca, um deputado francês, ele inclusive acusa Bouchareb de falsificar a história.

“Queria abrir um debate com serenidade, não criar um enfrentamento. A relação do passado colonial entre a Argélia e a França é muito tensa, mas isto de gerar tal violência contra o filme é um exagero”, lamentou o diretor. “Alguns tacharam o filme de antifrancês, e não é verdade. Não há nada no filme que possa confirmar essas acusações”, disse Bouchareb. “Eu faço cinema. Se os historiadores, o público e os políticos têm vontade de resolver o problema, que o façam, para que viremos definitivamente uma página e com serenidade”, finaliza Rachid Bouchareb em conferência de imprensa.

Assista a seguir o trailler do filme

 

 

 

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Categorias: Cinema, Educação e História

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