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Grécia à beira do abismo

Por Marjorie Okuyama

Como um país com apenas 11 milhões de habitantes pode abalar a estrutura econômica da União Européia?

Entenda agora como a Grécia entrou numa profunda crise e, hoje, coloca em risco o mercado dos países europeus e conseqüentemente do mundo. Quais foram as medidas tomadas por parte dos governos da Europa para evitar o alastramento da crise, todo o conflito de interesses por trás disto, a comunidade grega rebelando-se contra a situação que eles se encontram e, por fim, a atuação brasileira no país.

Para entender como a situação chegou a este ponto, é preciso saber que a Grécia, na última década, pediu altos empréstimos e não aproveitou este dinheiro para que o país pudesse se desenvolver, pelo contrário, os gastos públicos aumentavam cada vez mais sendo que poucos eram os beneficiados. Com base nestes fatores, era de se esperar que, com a crise global, este país despreparado não tivesse condições e nem estruturas para lidar com ela. Tratando-se de números concretos, o déficit chegou a 13,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009, porcentagem além do permitido pela zona do euro.

Em Abril de 2010, a Grécia pediu formalmente a ajuda da União Européia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), porém somente esta semana a Alemanha, um dos países mais importantes do bloco, aprovou um pacote de ajuda financeira para o país, isto porque até pouco tempo atrás, não tinha visto nenhuma vantagem em auxiliá-lo, como se o governo grego tivesse condições para sair da recessão sem ajuda financeira.

Hoje a situação mudou completamente, o risco de que os problemas na Grécia provoquem um efeito dominó e derrube outros membros da zona do euro que se encontram enfraquecidos é muito alto.

Se por um lado são vantajosos os pacotes de ajuda financeira, por outro o país em crise submete-se a inúmeras exigências feitas por parte dos credores afetando o modo de vida da população grega. Muitos já saem na rua e fazem greves que, além de serem duramente repreendidas, paralisam diversos setores do país como transporte público, escolas e hospitais.

Tratando-se do Brasil, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país está em boas condições do ponto de vista econômico, em ajudar a Grécia, além de fornecer US$286 milhões ao FMI, Lula criticou a demora da Europa para discutir e agir em relação ao país em crise.

Esta história ainda não terminou. Novas medidas e acordos serão realizados, talvez isso gere novas greves e repressões violentas, mas o que se pode afirmar é que a Grécia nunca mais será a mesma.

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Categorias: Europa, Internacional

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