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Marina Silva defende projeto de sustentabilidade e se diz neutra quanto à Usina de Belo Monte

Por Alan Azevedo

A pré-candidata à presidência da República, senadora Marina Silva, discursou semana passada no Tuca (Teatro da Universidade Católica), em São Paulo, pela manhã. A proposta da palestra era “O Brasil e a transição para uma economia de baixo carbono”, onde a senadora tratou da Conferência de Copenhagem, da posição do Brasil para a redução de CO2 e também respondeu às perguntas polêmicas sobre a Usina de Belo Monte, se colocando numa posição neutra.

Marina Silva palestrando no Tuca ao lado dos debatedores. Foto: Alan Azevedo

Com a platéia quase lotada, foram aproximadamente 4 horas e meia de evento, incluindo a palestra da senadora, a apresentação dos debatedores e o debate com rodada de pergunta da platéia. Formavam os debatedores o professor da Puc-SP Ladislau Dowbor, diretor de negócios e sustentabilidade da Vale, Guto Quinella, representante de gestão ambiental do Grupo Santander, Linda Murasawa, Tasso Azevedo (Ministério do Meio Ambiente) e, como mediador, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo.

Num clima de atraso e com som ambiente de sacolas plásticas, que foram entregues como brinde na entrada, sendo guardadas, a senadora preferiu discursar da cadeira que estava sentada ao invés de ir ao oratório. “Vocês sabem do meu problema de visão”, brincou a palestrante. Com um ritmo de leitura, Marina Silva iniciou mostrando os passos para se fazer uma transição – visão, processo para implementar essa visão e estrutura – e expôs um fator que impede esse processo: “Para se realizar tal mudança, é preciso que se abra uma nova práxis política, onde os governantes e os setores deverão trabalhar em co-autoria. O diálogo é fundamental, mas hoje só se pensa individualmente.”

Em seguida pautou-se a conferência de Copenhagem, realizada entre 7 e 18 de dezembro do ano passado, que apontava os principais problemas para os países participantes, tais como um aumento de temperatura de 2°C no planeta e a quantidade de carbono que é lançada na atmosfera (o planeta produz 36 gigatoneladas, enquanto o recomendável é 18). A senadora se mostrou descontente com o resultado da conferência e esperava maiores resoluções. Ela também explicitou que os países emergentes devem controlar suas emissões de CO2 e usou o Brasil como exemplo: “A maior redução de emissão no Brasil, 80%, será controlada pelo desmatamento”. Segundo a pré-candidata, as iniciativas de reflorestamento devem ser aceleradas.

Entre mais algumas pausas e gaguejos, Marina Silva ilustrou os impactos no Brasil se tal reversão não acontecer, como a enorme diminuição da vazão das hidrelétricas e a produção de culturas de baixo risco (café, soja, milho, entre outros) poderiam quase se extinguir.

Criticou os EUA, afirmando que é necessária a construção de novos paradigmas, pois o mundo já não é o mesmo. E, por fim, afirmou: “O Brasil não pode continuar a ser o país das comodites. Devemos processar as nossas matérias primas aqui, e não enviar o ferro para a China e depois comprar o trilho.”.

Terminado o discurso, os debatedores começaram suas apresentações, com slides de suas empresas, o que lembrou mais um comercial. A platéia dispersou-se. Iniciado o debate, as perguntas enviadas pelo público eram escolhidas pelo mediador e apresentada a cada debatedor. O que também não foi muito produtivo, pois não se tratava de um debate e sim de uma rodada de perguntas para cada um.

Por último, foi a vez de a senadora responder. Ao ser questionado sobre a Usina de Belo Monte, no Pará, a pré-candidata respondeu em ritmo lento: “Não sou contra e nem a favor. O projeto deve ser objetivo. Do ponto de vista cultural, social e ambiental, o empreendimento deve ser ético e respeitar a diversas culturas da região. Agora, por outro lado, o projeto deve ser feito de uma forma transparente, sem visar o lucro de alguns grupos interessados.”

Para saber mais sobre o trabalho jornalístico de Alan Azevedo, clique aqui

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Categorias: Política Internacional, Política Nacional

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um comentário em “Marina Silva defende projeto de sustentabilidade e se diz neutra quanto à Usina de Belo Monte”

  1. 8 de junho de 2012 às 12:51 #

    \o/ A lista! Vanessa, me indigno com ctears situae7f5es! Eu, pessoalmente convivi com uma criane7a que agora e9 adulto que possui somente 5% de vise3o. Para poder enxergar o quadro negro, ele usava uma ‘luneta’ desenvolvida especialmente para ele. Ne3o tinha vergonha de use1-la depois que venceu a barreira inicial – uma novidade para a turma – toda a escola se envolveu com o problema dele que apareceu do nada – problemas na me1cula (flavimaculatus), algo raro e que na e9poca, mobilizou a famedlia, amigos, escola, todo o seu convedvio social.Este fato o podou durante a vida – inteligentedssimo e esportista, ne3o pode desenvolver-se nas e1reas que inicialmente demonstrou afinidade na vida, mas pela sua postura nunca deixou-se abalar.Hoje em dia penso no papel da Escola como fator de interae7e3o social e formae7e3o do indivedduo, imaginando se a escolha por outra escola na e9poca que aconteceu do aparecimento da doene7a, ne3o o teria marcado mais do que a prf3pria doene7a.Infelizmente, criane7a quando e9 para ser me1, e9 muito me1!Beijus e mais uma vez parabe9ns pela blogagem!

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