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Motoboys na era da agilidade

Principais capitais do Brasil e do mundo tentam encontrar soluções para garantir a segurança no trânsito

Por Eduardo Mate

Na cidade que nunca dorme, paulistas vivem intensamente as consequências impostas pelas grandes empresas que necessitam – cada vez mais – de agilidade no transporte de informações, documentos e materiais. Um dos maiores prejudicados com essa rotina do mercado capitalista são os motoboys.

Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) é importante implantar políticas para garantir segurança aos motoboys. Para isso, o secretário Alexandre de Moraes anunciou a inauguração de uma nova motofaixa na Rua Vergueiro e a proibição da circulação de motos na via expressa da Marginal Tietê – que está em obras de expansão: “Nós não vamos proibir as motos em toda a Marginal, somente na pista expressa. E, após a inauguração da nova pista, os motociclistas vão ter as mesmas sete faixas que têm hoje.”, contou o secretário.

Curiosamente, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizou na cidade de Cancún (México), um seminário onde foi anunciado um plano de ação para melhorar a segurança no trânsito da América Latina e do Caribe (localizado na América Central). No Brasil, alguns projetos de controle já foram citados, como os da cidade de Belém e da capital, Brasília. Para o presidente do BID, José Luis Moreno: “O que precisamos hoje em dia é de uma coordenação de políticas e programas que envolvem todos os atores principais: governos, investidores, reguladores, educadores e cidadãos desejosos de ruas mais seguras”, afirmou.

O número de motoboys vem crescendo em todo o País. Só no ano passado, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), houve aumento de 67 mil motocicletas na cidade de São Paulo, passando para um total de 823 mil veículos em toda a capital. Um grande número que é refletido na quantidade de acidentes com esse tipo de veículo. O maior acidente aéreo da história que matou 199 passageiros em 2007, não se compara ao número total de 1.382 mortos envolvidos em acidentes de trânsito no ano passado.

Dados que impressionam, pois, mesmo com os esforços dos órgãos públicos para deixar cada vez mais rígido o processo para se tirar e renovar a carteira de habilitação, o número de acidentes só aumentam, sugerindo que ações como do Banco Interamericano de Desenvolvimento são necessários para buscar soluções e diminuir o número de vítimas fatais no trânsito de grandes metrópoles.

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Categorias: São Paulo

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