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Mestre Jonas

 Lucas Marcelino

Parte II: O DESENHO

Aos poucos o desenho ficava pronto, a idéia inicial era fazer um disco atrás do balcão com o nome da loja. O pintor assumia a responsabilidade de criar um logotipo que ficou pronto em poucos dias e era meramente um disco dourado com um cartum do Duque. Nada muito original, mas que se enquadrava muito bem. Nas paredes onde ficavam acanhados balcões com portas de correr lembrando antigos gabinetes de cozinha, guardando discos repetidos e aqueles que não se vende na seção de ofertas, eles tiveram idéias de pintar bandas com os melhores músicos ou o que eles preferiam – decidindo democraticamente – indicando assim o estilo musical dos discos que estavam ali à venda.

Na parede sobre a prateleira de rock, por exemplo, colocaram um quinteto com o Hendrix e sua Strato creme e toda sua roupa espalhafatosa, mas que acordava sensacionalmente com sua música como se fosse uma extensão ou acendesse a mente através do olhar para que quem fosse ouvir o disco pudesse estar pronto para captar o frenesi que vinha nas primeiras voltas do acetato. Ao lado do Hendrix estava John Paul Jones do Led Zeppelin um dos catedráticos do baixo e suas linhas sincopadas alternadas com variações criativas e comportadas. Atrás ficava até por compulsão John Boham, também do Led, e sua bateria insustentável na hora do acompanhamento. Ele não sabia o que era repetir uma batida mais de cinco vezes e talvez por isso montasse a bateria completamente diferente dos bateristas da época. No teclado vinha Jon Lord, com sua orquestração roqueira e todo o excesso agradável que ele tirava dos sintetizadores. No vocal simplesmente Freddy Mercury e sua máscula homossexualidade, com seus graves que faziam muitos machões cantarem em coro “I want break free.

Na parte onde ficavam os discos de Jazz resolveram por uma big band bem ao estilo Glenn Miller, mas ele mesmo não apareceu, talvez por seus restos pessoais nunca terem sido encontrados após um acidente de avião. Na cozinha vieram o baterista Chick Webb, uma antiga paixão que Duque mantinha desde que ouviu um disco onde ele executava músicas que arremetiam à trilha sonora do Pica-pau. No contrabaixo Paul Chambers segurava o instrumento em pé apoiado nos ombros enquanto dedilhava as cordas. Na linha de metais a disputa foi grande, mas deu o óbvio. Apareciam lado a lado John Coltrane e seu sax tenor, o Charlie “Yardbird” Parker, um dos mais controversos músicos de jazz e freqüentador assíduo de prisões e clínicas de reabilitação, numa pose dançante como o bebop que ele criou. Miles Davis sussurrando seu trompete e uma surpresa com Bocato o trombonista brasileiro, amigo do Duque. Na hora de esboçar os pianistas a discussão se acalorou. Duque insistia na liberdade de improvisação de Thelonious Monk. Eduardo na brandura do mestre Count Basie, dizendo que por ser uma big band teria que ter um bandleader à altura. Acabaram por decidir em uma imagem onde os dois ficavam à frente da banda e frente a frente como num duelo entre o lúcido e o irreverente. A guitarra ficou por conta de Wes Montgomery e os vocais com a diva Billie Holiday.

A execução dos desenhos demorou algumas semanas mais por parte dos detalhes que eram inseridos por Eduardo, que assim como Duque queria uma face bem realista, onde quem entrasse na loja pudesse reconhecer os artistas, se conhecesse claro. Durante o tempo necessário para a pintura Eduardo dormia na loja, em uma cama de montar que o Duque tinha da sua juventude. Já se faziam mais de quinze anos desde que havia iniciado e largado a faculdade de história, embora tenha demorado mais alguns anos para abandonar as festas que de vez em quando ainda participava.

Eduardo aceitou receber o pouco que Duque lhe ofereceu, principalmente depois de convencer que a pintura com tinta acrílica seria mais vantajosa pelo brilho proporcionado e pela rapidez na secagem, além de poder ser totalmente lavável, justificando assim o preço maior. Duque sabia que havia algo mais naquela necessidade por pintar em acrílico e começou uma pesquisa para descobrir por que um rapaz jovem estaria largado no mundo fazendo pinturas se já haviam passado os anos setenta e ele não tinha nem seus vinte e cinco anos.

Enquanto Duque pensava o que podia motivar Eduardo a levar a vida dessa forma, eles continuavam com as pinturas. Faltava ainda a parte de Blues e MPB, talvez as maiores paixões que Duque mantinha, o que tornou a discussão mais acalorada e a determinação de quem ia para a parede complicada. Na parte de blues eles começaram pelo Mitchie Mitchell na bateria, no baixo o lugar estava reservado para Jaco Pastorius, um dos maiores virtuoses da música. Nas guitarras a escolha foi difícil. Optaram por uma dupla que inclusive já gravou um disco. Eric Clapton, que deixou três supergrupos de rock para trás porque eles haviam se desvirtuado do blues legítimo, demonstrando assim seu amor pelo estilo. Na outra guitarra, sempre fazendo solo, B.B. King. O grande mestre do blues, um dos últimos bluesman vivo desde os primeiros sucessos do blues. Nos vocais a voz poderosa e suave de Aretha Franklin foi unanimidade entre os dois e nos teclados, fazendo vezes de gaitista e tecladista estava John Mayall, que duque considerava um dos bluesman mais injustiçados por tudo que havia feito. Inclusive trabalhado com os maiores guitarristas de rock e blues, como Coco Montoya, Jeff Beck, e o próprio Eric Clapton.

Começaram a pintar os músicos da MPB. A escolha já seria difícil se Duque não insistisse em entender os motivos para Eduardo ter ido parar na sua loja naquele estado e ainda continuar morando com ele e usando as suas roupas que antes estavam encostadas no guarda-roupa.  Duque havia entregado ao amigo algumas calças que já não lhe serviam mais, nem tanto pela forma física e sim por gosto do ex-dono, e umas camisetas na maioria de bandas e que não melhoraram muito o aspecto do pintor que continuava com uma aparência corroída.

As pinturas continuavam e as paredes iam ganhando novas estrelas a cada rosto que era trajado. Faltava apenas formar um time da MPB, o que seria difícil visto que podia se formar uns dois times de futebol com a quantidade de nomes que eles reuniram. Quando o desenho ficou pronto podia-se ver na bateria o lendário Milton Banana ganhou o posto na disputa com Dom Um Romão e Chico Batera, por ter participado da gravação de “Chega de saudade” com João Gilberto. No baixo estava Luizão Maia, que acompanhou todos os grandes artistas brasileiros e foi responsável por criar o swing característico do instrumento na música brasileira e que tocava mesmo quando teve o lado direito do corpo paralisado. A guitarra foi entregue a Sergio Dias, guitarrista dos Mutantes e um dos mais criativos do mundo, que apareceu empunhando sua guitarra de ouro, a lendária guitarra construída por seu irmão e que leva uma maldição escrita na parte de trás. Sentado atrás do piano segurando um cigarro o maestro Tom Jobim. Mesmo com a insistência de Duque para retratarem Dick Farney – pseudônimo de Farnésio Dutra e Silva, Eduardo conseguiu convencê-lo dizendo que o Tom era o único homem que ficava bem numa pose segurando um cigarro e um copo de Uísque. Aumentaram a reunião de estrelas com Vitor Assis Brasil no saxofone e Márcio Montarroyos no trompete, fazendo uma linha simples de metais. E a disputa maior foi para os vocais, onde não havia espaço para a quantidade de nomes que vieram à tona. Decidiram pelo óbvio de colocar a voz sensacional da Elis Regina, que é sem dúvida a maior cantora brasileira.

Mas o Duque teve a idéia de recompensar quem ficou de fora, ao sugerir que reproduzirem em torno das bandas alguns cenários clássicos com outros artistas aparecendo de “figurantes”. Dessa forma fecharam todas as paredes em um ambiente único fazendo uma seleção de grandes músicos. Alguns apareciam de forma descontraída, como Chico Buarque, Tim Maia, Renato Russo e Raul Seixas bebericando e cantando em um canto do Beco das garrafas. Numa fusão de ambientes o Beco se tornava um lago fazendo referência ao festival de jazz de Montreux na Suíça. Numa mesa ornamentada com vários drinques e vestindo seus smokings estavam os jazzistas Dizzy Gillespie, Chet Baker, Ella Fitzgerald e Ray Charles. O lago terminava em Chicago onde estavam sentados no meio fio Steve Ray Vaughan, Buddy Guy, Muddy Waters e Little Walter. E saindo da Inglaterra em direção à Chicago vinham caminhando, Jimmy Page, Ian Gillan, John Lennon, Keith Moon.

Quando o desenho foi concluído a atmosfera da loja era de um ambiente extremamente musical, onde se podia sentir numa reunião com os maiores músicos de todos os tempos. E a visita à loja por si só já despertava o gosto por comprar um daqueles milhares de discos que estavam emparelhados nos balcões. Ao analisar a loja totalmente estilizada dando uma volta de trezentos e sessenta graus por todas as paredes, Duque se deparou com Eduardo que olhava pra ele com o mesmo ar de satisfação de quem parecia ter terminado a pintura da Capela Sistina. E ao mesmo tempo com que refletiram sobre a reunião de artistas e as bandas que eles haviam montado ficticiamente, voltando à realidade e percebendo o tamanho da imaginação que tiveram ao colocar músicos que muitas vezes foram desafetos lado a lado os dois exclamaram: – “Impossível”.

E Duque percebeu que havia ganho mais que uma obra de um artista excepcional. Havia ganho uma amizade e estava louco para descobrir os mistérios que tinham levado aquele rapaz a proporcionar essa nova fase na sua pacata vida.

Continua…

Confira o primeiro capítulo do nosso Folhetim Virtual aqui

O folhetin  faze parte da editoria Crônicas do Olimpo, dedicada a novos talentos literários.  Os conteúdos são exclusivos da Revista Pandora. Sua reprodução parcial ou imparcial sem a autorização de seus autores é proibida. Respeite os direitos autorais.


 


Aos poucos o desenho ficava pronto, a idéia inicial era fazer um disco atrás do balcão com o nome da loja. O pintor assumia a responsabilidade de criar um logotipo que ficou pronto em poucos dias e era meramente um disco dourado com um cartum do Duque. Nada muito original, mas que se enquadrava muito bem. Nas paredes onde ficavam acanhados balcões com portas de correr lembrando antigos gabinetes de cozinha, guardando discos repetidos e aqueles que não se vende na seção de ofertas, eles tiveram idéias de pintar bandas com os melhores músicos ou o que eles preferiam – decidindo democraticamente – indicando assim o estilo musical dos discos que estavam ali à venda.

Na parede sobre a prateleira de rock, por exemplo, colocaram um quinteto com o Hendrix e sua Strato creme e toda sua roupa espalhafatosa, mas que acordava sensacionalmente com sua música como se fosse uma extensão ou acendesse a mente através do olhar para que quem fosse ouvir o disco pudesse estar pronto para captar o frenesi que vinha nas primeiras voltas do acetato. Ao lado do Hendrix estava John Paul Jones do Led Zeppelin um dos catedráticos do baixo e suas linhas sincopadas alternadas com variações criativas e comportadas. Atrás ficava até por compulsão John Boham, também do Led, e sua bateria insustentável na hora do acompanhamento. Ele não sabia o que era repetir uma batida mais de cinco vezes e talvez por isso montasse a bateria completamente diferente dos bateristas da época. No teclado vinha Jon Lord, com sua orquestração roqueira e todo o excesso agradável que ele tirava dos sintetizadores. No vocal simplesmente Freddy Mercury e sua máscula homossexualidade, com seus graves que faziam muitos machões cantarem em coro “I want break free.

Na parte onde ficavam os discos de Jazz resolveram por uma big band bem ao estilo Glenn Miller, mas ele mesmo não apareceu, talvez por seus restos pessoais nunca terem sido encontrados após um acidente de avião. Na cozinha vieram o baterista Chick Webb, uma antiga paixão que Duque mantinha desde que ouviu um disco onde ele executava músicas que arremetiam à trilha sonora do Pica-pau. No contrabaixo Paul Chambers segurava o instrumento em pé apoiado nos ombros enquanto dedilhava as cordas. Na linha de metais a disputa foi grande, mas deu o óbvio. Apareciam lado a lado John Coltrane e seu sax tenor, o Charlie “Yardbird” Parker, um dos mais controversos músicos de jazz e freqüentador assíduo de prisões e clínicas de reabilitação, numa pose dançante como o bebop que ele criou. Miles Davis sussurrando seu trompete e uma surpresa com Bocato o trombonista brasileiro, amigo do Duque. Na hora de esboçar os pianistas a discussão se acalorou. Duque insistia na liberdade de improvisação de Thelonious Monk. Eduardo na brandura do mestre Count Basie, dizendo que por ser uma big band teria que ter um bandleader à altura. Acabaram por decidir em uma imagem onde os dois ficavam à frente da banda e frente a frente como num duelo entre o lúcido e o irreverente. A guitarra ficou por conta de Wes Montgomery e os vocais com a diva Billie Holiday.

A execução dos desenhos demorou algumas semanas mais por parte dos detalhes que eram inseridos por Eduardo, que assim como Duque queria uma face bem realista, onde quem entrasse na loja pudesse reconhecer os artistas, se conhecesse claro. Durante o tempo necessário para a pintura Eduardo dormia na loja, em uma cama de montar que o Duque tinha da sua juventude. Já se faziam mais de quinze anos desde que havia iniciado e largado a faculdade de história, embora tenha demorado mais alguns anos para abandonar as festas que de vez em quando ainda participava.

Eduardo aceitou receber o pouco que Duque lhe ofereceu, principalmente depois de convencer que a pintura com tinta acrílica seria mais vantajosa pelo brilho proporcionado e pela rapidez na secagem, além de poder ser totalmente lavável, justificando assim o preço maior. Duque sabia que havia algo mais naquela necessidade por pintar em acrílico e começou uma pesquisa para descobrir por que um rapaz jovem estaria largado no mundo fazendo pinturas se já haviam passado os anos setenta e ele não tinha nem seus vinte e cinco anos.

Enquanto Duque pensava o que podia motivar Eduardo a levar a vida dessa forma, eles continuavam com as pinturas. Faltava ainda a parte de Blues e MPB, talvez as maiores paixões que Duque mantinha, o que tornou a discussão mais acalorada e a determinação de quem ia para a parede complicada. Na parte de blues eles começaram pelo Mitchie Mitchell na bateria, no baixo o lugar estava reservado para Jaco Pastorius, um dos maiores virtuoses da música. Nas guitarras a escolha foi difícil. Optaram por uma dupla que inclusive gravou um disco. Eric Clapton, que deixou três supergrupos de rock para trás porque eles haviam se desvirtuado do blues legítimo, demonstrando assim seu amor pelo estilo. Na outra guitarra, sempre fazendo solo, B.B. King. O grande mestre do blues, um dos últimos bluesman vivo desde os primeiros sucessos do blues. Nos vocais a voz poderosa e suave de Aretha Franklin foi unanimidade entre os dois e nos teclados, fazendo vezes de gaitista e tecladista estava John Mayall, que duque considerava um dos bluesman mais injustiçados por tudo que havia feito. Inclusive trabalhado com os maiores guitarristas de rock e blues, como Coco Montoya, Jeff Beck, e o próprio Eric Clapton.

Começaram a pintar os músicos da MPB. A escolha já seria difícil se Duque não insistisse em entender os motivos para Eduardo ter ido parar na sua loja naquele estado e ainda continuar morando com ele e usando as suas roupas que antes estavam encostadas no guarda-roupa.  Duque havia entregado ao amigo algumas calças que já não lhe serviam mais, nem tanto pela forma física e sim por gosto do ex-dono, e umas camisetas na maioria de bandas e que não melhoraram muito o aspecto do pintor que continuava com uma aparência corroída.

As pinturas continuavam e as paredes iam ganhando novas estrelas a cada rosto que era trajado. Faltava apenas formar um time da MPB, o que seria difícil visto que podia se formar uns dois times de futebol com a quantidade de nomes que eles reuniram. Quando o desenho ficou pronto podia-se ver na bateria o lendário Milton Banana ganhou o posto na disputa com Dom Um Romão e Chico Batera, por ter participado da gravação de “Chega de saudade” com João Gilberto. No baixo estava Luizão Maia, que acompanhou todos os grandes artistas brasileiros e foi responsável por criar o swing característico do instrumento na música brasileira e que tocava mesmo quando teve o lado direito do corpo paralisado. A guitarra foi entregue a Sergio Dias, guitarrista dos Mutantes e um dos mais criativos do mundo, que apareceu empunhando sua guitarra de ouro, a lendária guitarra construída por seu irmão e que leva uma maldição escrita na parte de trás. Sentado atrás do piano segurando um cigarro o maestro Tom Jobim. Mesmo com a insistência de Duque para retratarem Dick Farney – pseudônimo de Farnésio Dutra e Silva, Eduardo conseguiu convencê-lo dizendo que o Tom era o único homem que ficava bem numa pose segurando um cigarro e um copo de Uísque. Aumentaram a reunião de estrelas com Vitor Assis Brasil no saxofone e Márcio Montarroyos no trompete, fazendo uma linha simples de metais. E a disputa maior foi para os vocais, onde não havia espaço para a quantidade de nomes que vieram à tona. Decidiram pelo óbvio de colocar a voz sensacional da Elis Regina, que é sem dúvida a maior cantora brasileira.

Mas o Duque teve a idéia de recompensar quem ficou de fora, ao sugerir que reproduzirem em torno das bandas alguns cenários clássicos com outros artistas aparecendo de “figurantes”. Dessa forma fecharam todas as paredes em um ambiente único fazendo uma seleção de grandes músicos. Alguns apareciam de forma descontraída, como Chico Buarque, Tim Maia, Renato Russo e Raul Seixas bebericando e cantando em um canto do Beco das garrafas. Numa fusão de ambientes o Beco se tornava um lago fazendo referência ao festival de jazz de Montreux na Suíça. Numa mesa ornamentada com vários drinques e vestindo seus smokings estavam os jazzistas Dizzy Gillespie, Chet Baker, Ella Fitzgerald e Ray Charles. O lago terminava em Chicago onde estavam sentados no meio fio Steve Ray Vaughan, Buddy Guy, Muddy Waters e Little Walter. E saindo da Inglaterra em direção à Chicago vinham caminhando, Jimmy Page, Ian Gillan, John Lennon, Keith Moon.

Quando o desenho foi concluído a atmosfera da loja era de um ambiente extremamente musical, onde se podia sentir numa reunião com os maiores músicos de todos os tempos. E a visita à loja por si só já despertava o gosto por comprar um daqueles milhares de discos que estavam emparelhados nos balcões. Ao analisar a loja totalmente estilizada dando uma volta de trezentos e sessenta graus por todas as paredes, Duque se deparou com Eduardo que olhava pra ele com o mesmo ar de satisfação de quem parecia ter terminado a pintura da Capela Sistina. E ao mesmo tempo com que refletiram sobre a reunião de artistas e as bandas que eles haviam montado ficticiamente, voltando à realidade e percebendo o tamanho da imaginação que tiveram ao colocar músicos que muitas vezes foram desafetos lado a lado os dois exclamaram: – “Impossível”.

E Duque percebeu que havia ganho mais que uma obra de um artista excepcional. Havia ganho uma amizade e estava louco para descobrir os mistérios que tinham levado aquele rapaz a proporcionar essa nova fase na sua pacata vida.

Os folhetins publicados fazem parte da editoria Crônicas do Olimpo, dedicada a novos talentos literários. Os conteúdos são exclusivos da Revista Pandora. Sua reprodução parcial ou imparcial sem a autorização de seus autores é proibida. Respeite os direitos autorais.

Revista Laboratorial Eletrônica Pandora
São Paulo – SP – Brasil

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