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Sem descanso no carnaval!

Fotos e texto por Rafa Albuquerque

São Paulo completou mais um carnaval. De tantos outros, a história do evento na cidade parece ser longa, apesar de ser um tanto curta. Nos anos 50, os desfiles aconteciam no centro da cidade, passando para a avenida Tiradentes em 1977.

A noite vai fechando o céu no sambódromo do Anhembi

Mas somente nos anos 90 é que o carnaval paulista começou a tomar formas mais profissionais, já sendo levemente comparado ao carnaval carioca, quando foi inaugurado o sambódromo do Anhembi, na Marginal Tietê. Desde então, a festa adquiriu dimensões que nunca teve antes. E muita gente envolvida também.

Na verdade, o que não falta nas noites de desfile é trabalho, correria e muita bagunça. Toda a ordem e sincronia que são vistos nos desfiles pela televisão é uma mera ilusão. Na área de concentração, onde ficam todas as alegorias, todas as escolas parecem ser uma só enquanto fazem os últimos preparativos — que na verdade são infinitos.


Há caminhões, guindastes e máquinas pesadas por todos os lados, o que torna o lugar quase intransitável. Toda essa gente, que realmente faz o carnaval, dificilmente tem o seu devido mérito no final das contas.


Em todos os carros alegóricos há alguém no topo. Sem capacete ou qualquer outro equipamento de segurança, a noite quente os força a tirar a camisa para trabalhar um pouco mais à vontade. É uma briga contra o relógio.

Os operários das escolas parecem se camuflar no carro alegórico, e mais parecem fazer parte do carro quando, por causa da noite, vemos apenas seus vultos lá em cima. O risco de cair de uma altura de seis, sete ou oito metros é incalculável.



Tarefa difícil é manobrar os carros alegóricos para que entrem na avenida do sambódromo. Misturando a pressa com a alta adrenalina, o pessoal das escolas de samba empurra todas as engenhocas gritando, berrando e suando. Não há outra maneira de fazer tal serviço.


A noite vai tornando o céu completamente escuro, e junto com os foliões vão chegando os jornalistas, fotógrafos, todos que estão envolvidos na imprensa.

Diferente acontece com as equipes de televisão, que chegam bem antes para se ambientarem ao ritmo dos desfiles, arrumarem os esquemas de iluminação, ao mesmo tempo em que os repórteres preparam seus textos e os ensaiam, decorando para não esquecer na hora, já que será tudo ao vivo. E sim, também há radialistas no sambódromo!


Por causa do imenso barulho das pessoas na arquibancada, do aquecimento da bateria e da gritaria dos foliões, a maioria dos jornalistas da imprensa escrita opta por fazer as entrevistas com a velha e infalível caderneta de anotações. Levar um gravador não seria uma boa escolha, o que faz com que seu poder de escrever rapidamente seja testado a cada palavra do entrevistado.


Os fotógrafos são uma atração à parte. Em cada lugar há não um, mas ao menos três ou quatro pessoas disparando flashes; Profissionais e amadores ( será que nós atrapalhamos?) buscando a melhor foto, a melhor pose. — Um pouco mais pra direita, isso, ergue a cabeça. Smile!!!!! — disse um fotógrafo do Diário de S. Paulo a uma modelo que levava uma faixa de Miss Motors.


Foto batida e… OK! Já estão todos prontos para entrar na avenida!

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Categorias: Fotografia e Artes, São Paulo

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