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O triunfo do ativismo

Por Bruno Scuissiatto

Robert Redford é lembrado normalmente por atuações em filmes como Quiz Show e o Encantador de Cavalos, ambos produzidos na década de 90. Sua filmografia como ator começou no inicio dos anos 60 e sua última atuação no cinema interpretando foi em 2007 com Leões e Cordeiros.

Ao mesmo tempo que atuava, Redford dirigiu vários filmes, recebendo o prêmio de melhor diretor pelo filme Gente como a gente no Oscar de 1981. O produtor de cinema francês Jean Jacques Beineix, disse certa vez, que o cinema não deve fazer só filme, ele deve se interrogar sobre a sociedade em que vive. Para um realizador e bom argumentista de cinema a citação por mais ortodoxa que seja se relaciona com um do projeto ativista de Redford. Paralelamente aos sets de filmagem e casting de atores ele foi o idealizador do que se tornou o maior festival de filmes independentes dos Estados Unidos.

O Festival de Sundance teve seu embrião a partir do Festival de Utah, inicialmente voltado para premiar os filmes que estavam à margem da produção milionária de Hollywood. A partir de 1985 agregado ao Instituto Sundance começou a receber películas estrangeiras na programação Atualmente o festival é a maior vitrine de produções de filmes que não apresentam tanto o caráter vinculado ao comercial. Isso é um dos critérios do festival, que em edições passadas buscou valorizar os filmes independentes. Na edição que começou no dia 21 de janeiro e se estende até o dia 31, os filmes selecionados são dispostos em duas categorias: competição de documentários e dramática. Sendo que os filmes estadunidenses concorrem apenas entre eles, enquanto o restante das produções é do cinema mundial. Chama atenção a submissão de trabalhos para serem exibidos em Sundance: Doc (EUA) – 16 de 862; Doc (MUN) – 12 de 782, Dra (EUA) – 16 de 1058 e Dra(MUN) – 14 de 1022. O Brasil será representado pelo documentário Secrets of the Tribe do diretor José Padilha, que ao lado de Sins of My Father uma produção da Argentina e Colômbia são os únicos selecionados da América do Sul. Certamente o ativismo de Redford é uma das marcas mais presentes em sua trajetória no cinema. Cinéfilos, produtores, atores e todos os envolvidos de certa forma com a sétima arte tem que agradecer ao ator pelo seu comprometimento com o cinema – seja atuando na frente ou atrás das câmeras.

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Categorias: Cinema

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