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Este será o dia em que eu morrerei

por Rafa Albuquerque

Para Don McLean e toda a juventude do final da década de 50, assim ficou marcado o 3 de fevereiro a partir de 1959. Imortalizada na canção de McLean, American Pie, de 1971, a maior tragédia da história do Rock ´N Roll, chamada de “o dia em que a música morreu” na música — ou “o dia em que o rock bateu as botas”, disse Raul Seixas certa vez — completa hoje 51 anos.

Mas, afinal, quem morreu? Nada mais nada menos do que a nata do empolgante rock estadunidense dos anos 50: Buddy Holly, Ritchie Valens e o já consagrado na época J.P. “The Big Bopper” Richardson.

Apesar de sua curta carreira (iniciou sua carreira solo em 1959), Buddy Holly teve uma forte influência na música e em todos as outras características dos adolescentes do país, mas, especialmente na Inglaterra, ela foi muito mais substancial. Antes de partir para o solo, Holly havia montado uma banda, The Crickets, nome criado pelo fato de um grilo sempre acompanhar a banda durante os ensaios (acredite se quiser).

Após fazer bastante sucesso na terra natal, os Crickets foram excursionar no Reino Unido em 1958. Para se ter ideia do tamanho da influência que eles criaram por lá, basta apenas dizer que após a turnê surgiu uma banda que também tem um inseto no nome, The Beetles, que depois de um show na Escócia decidiu mudar o nome para The Beatles, numa junção com a palavra beat. Nos shows dos Crickets na Inglaterra, você poderia esbarrar com pessoas como Paul McCartney e Mick Jagger.

Nascido na Califórnia mas descendente direto de mexicanos, Richard Valenzuela, ou Ritchie Valens, fez parte de uma das várias vertentes do rock, o Rockabilly, que fazia um impressionante sucesso na década de 50. Assim como Buddy Holly, antes de se lançar à carreira solo teve a sua banda, chamada Satellites. Pode-se dizer que o grupo possuía tudo o que não poderia agradar um estadunidense nacionalista: a banda era composta por Valens, o qual tinha raízes profundas no México, por dois negros e um outro de origem japonesa. Mas, ironicamente, seu maior sucesso foi uma releitura de uma canção folclórica mexicana, La Bamba. Mantendo o mesmo nome, a música de Valens lhe rendeu o estrelato maior que se poderia ter na época.

Richard Valenzuela, o Ritchie Valens

Quando os dois estavam iniciando na carreira solo, Big Bopper já era um artista reconhecido e de sucesso. Era também o mais velho dos três, mas mundialmente era o menos conhecido. Seu maior êxito foi “Chantilly Lace”.

Porém, a característica que eles têm em comum é a morte. Em 2 de fevereiro de 1959 houve uma apresentação conjunta dos três no Surf Ballroom, no estado de Iowa. Após o show, tomaram o mesmo avião, que depois de entrar em uma tempestade de neve perdeu o controle e caiu em um milharal, não muito tempo depois da decolagem. Ali os anos 50 morreram agonizantes, e trajando luto nasceram os anos 60.

“E os bons garotos / bebendo uísque e centeio / cantando: este será o dia em que eu morrerei”

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Categorias: Música

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