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Lixo eletrônico ganha novo destino em SP

Por Rafael Carneiro da Cunha

O que fazer com computadores, teclados, mouses e outros equipamentos de informática que não têm mais utilidade? Para dar destinação correta a esses materiais, a Universidade de São Paulo (USP) inaugurou há cerca de um mês o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (CEDIR), na capital paulista.

Trabalho pioneiro em instituições públicas, o galpão do CEDIR ocupa uma área de 400 metros quadrados dentro da Cidade Universitária e tem acesso para carga e descarga, depósito para categorização, triagem e destinação do material.

Todo o lixo que chega ao Centro é desmontado e separado. Depois cada parte é vendida para organizações que reciclam o material. “Os computadores que estão em bom estado nós emprestamos por um período para projetos sociais”, afirma a diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE), Tereza Cristina Carvalho, responsável pelo projeto.

Nos primeiros meses de operação, o CEDIR vai priorizar somente o tratamento do lixo eletrônico da própria USP. Segundo a diretora, em breve os alunos e as outras pessoas também poderão levar o lixo eletrônico para o local.

O projeto surgiu da ideia de que a USP, como uma instituição de referência para o país, tem papel fundamental na execução de trabalhos sustentáveis. “Criamos uma comissão de sustentabilidade e fizemos vários trabalhos como economia de luz entre outros e vimos que uma situação muito problemática é a do lixo eletrônico, que contêm substâncias tóxicas e agride demais o ambiente. Em junho de 2008 fizemos uma coleta desse lixo e deu um total de cinco toneladas só do CCE”, lembra a diretora.

A partir disso, o projeto do Centro começou a ser elaborado no início de 2009. Contou com a parceria do Laboratório de Sustentabilidade do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, que compartilhou dois programas e com a empresa de tecnologia Itautec, que prestou assessoria tecnológica.

Poluição eletrônica

Estima-se que anualmente são produzidas cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo. Outro ponto que chama atenção é o de que somente 10% dos computadores são reciclados.

Uma pesquisa realizada pela Nokia, empresa de telefonia celular, concluiu que 3% das pessoas vão aos postos de coleta de telefones móveis após trocarem de aparelho e que mais da metade da população mundial não sabe da possibilidade de se reciclar celulares.

No Brasil, um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas em 2008 apontou que naquele ano haviam sido comercializados 12 milhões de computadores, com tempo de vida médio entre três e quatro anos. No mesmo período, a Agência Nacional de Telecomunicacões (Anatel) registrou a venda de 21 milhões de aparelhos celular, com tempo médio de vida de um ano e seis meses. Já as pilhas somaram 1,2 bilhão, sendo 400 milhões piratas.

De acordo com Tereza, um dos maiores desafios a serem enfrentados é o de conscientizar os funcionários da universidade e posteriormente os estudantes e os outros cidadãos a não jogarem o lixo eletrônico em casa ou dar para sucateiros. Para isso, a ideia do CEDIR é realizar cursos de conscientização.

Serviço

O Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (CEDIR) fica na Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, Travessa 4, nº 399 – bloco 27, Cidade Universitária. Mais informações pelo e-mail cedir.cce@usp.br.

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Categorias: Ciência e Tecnologia

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