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A cultura salva São Paulo?

Por Rafael Carneiro da Cunha

Exaltação e orgulho de uma cidade que oferece diversas opções culturais. Crítica e cobrança por identificar que ainda falta muito para que todos os seus moradores e frequentadores tenham acesso aos bens disponíveis. Essa contraposição marcou o debate “A cultura salva São Paulo?”, promovido na última semana no Museu de Arte de São Paulo (MASP), na capital paulista.

O evento contou com a presença do comunicador Marcelo Tas, do urbanista Jorge Wilheim, do produtor cultural Alexandre Youssef, do secretário municipal de Cultura Carlos Augusto Calil, do dramaturgo Ivan Cabral e do jornalista Gilberto Dimenstein, que mediou a discussão.

Marcelo Tas se mostrou descontente com o abandono e a perda do valor simbólico do Centro por parte dos cidadãos. “Ouço desde a década de 1980 sobre uma revitalização. Até agora vi poucas coisas acontecerem. Isso também gera uma falta de identidade”. Jorge Wilheim também se mostrou preocupado com a região. “O problema é que o Centro é uma coisa de dia e outra totalmente diferente à noite”, disse.

De acordo com o secretário de Cultura, está acontecendo uma revitalização do Centro, que pode ser notada pelos investimentos de pequenos empresários e a promoção de eventos. “A Virada Cultural é uma forma de ocupar o Centro com equipamentos culturais. A Virada é uma forma de recuperar aquele espaço e recuperar o valor simbólico”, afirmou Calil.

O sócio da casa de shows Studio SP, Alexandre Youssef, apontou que diante da falta de políticas públicas, cria-se uma dependência de iniciativas individuais. É o caso da Praça Roosevelt. O criador do Grupo Satyros, Ivan Cabral, exaltou os benefícios que não só o seu grupo, mas outros movimentos geraram para o local. “Chegamos à praça quando era um lugar extremamente perigoso. Senti que precisávamos devolver a humanidade que ali havia se perdido”, lembrou.

Outro exemplo levantado foi o da região do baixo Augusta, que hoje concentra muitas casas noturnas, mas ainda é um local marcado pela prostituição e degradação.

O debate contou com apoio do site Catraca Livre, do MASP, da Associação Cidade Escola Aprendiz e da galeria Choque Cultural.

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Categorias: Especial, São Paulo

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um comentário em “A cultura salva São Paulo?”

  1. Verônica Gonçalves
    29 de janeiro de 2010 às 14:20 #

    A Virada Cultural pode até retomar o debate do valor do centro de São Paulo, mas no final do evento o que vemos é muito mais sujeira do que qualquer tipo de preservação. Acho que essa idéia sinceramente não deu muito certo.

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