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Memorial do Imigrante – Um patrimônio de São Paulo

Por Raquel Almada

A história do Memorial do Imigrante vem de longas datas, quando há dois séculos atrás, em 1882, abrigava imigrantes, que vinham para o estado de São Paulo trabalhar nas lavouras e indústrias. Os anos foram passando e os problemas aumentando, o que ocasionou seu fechamento, depois de 91 anos de existência. Por isso, não é apenas mais um museu de São Paulo. Só o edifício e seus anexos já são um valioso acervo histórico-cultural da cidade.

Continuando com seu acervo histórico de hospedaria, em setembro de 1993 foi fundado, levando o nome de Museu do Imigrante, e em abril de 1998 tornou-se o Memorial do Imigrante.

Vinculado à unidade de preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, tem o intuito de buscar as identidades, servindo como espaço de expressão da diversidade brasileira, resgatando, preservando e disseminando a história das migrações no Brasil.

Prova disso está no fato de que, além de abrigar todo o acervo histórico da hospedaria, também possui salas que representam fatos dramáticos de nossa história, como a Segunda Guerra Mundial, que culminou nos desastres de Nagasaki e Hiroshima.

Além de se interar sobre dados históricos importantes, o público passeia de Maria Fumaça, podendo sentir como eram as viagens naquela época. Outra peculiaridade que o Memorial abriga é um acervo dos livros de registros da antiga hospedaria de Imigrantes, onde é possível procurar pelo nome de seu antepassado imigrante e saber o dia em que ele desembarcou em São Paulo. A pesquisa pode ser feita também on-line, no site da instituição.

Com o intuito de dar estímulo à difusão da história da imigração no Estado de São Paulo através das produções históricos culturais das comunidades de imigrantes, o Memorial está com a exposição “A Imprensa Imigrante em São Paulo” desde o dia 14 de janeiro.

São mais de 50 exemplares de revistas, jornais e periódicos desde o século XIX até o atual, produzidos por imigrantes aqui em São Paulo. São impressos tchecos, húngaros, alemães, judaicos, italianos, espanhóis, entre outros. O diferencial da exposição é que o visitante pode manusear o material, além de ter contato com alguns equipamentos como as máquinas de impressão, pautadeira, linotipo, prensas e máquinas de escrever usados na redação do jornal Fanfulha (1893).

 O público também leva para casa dois impressos que ainda circulam na cidade, o jornal Mundo Lusíada, da colônia portuguesa, que foi criado em 1997 e a Revista Charms, da comunidade árabe, que circula desde a década de 50 na cidade.

O interessante é o resgate da história da imprensa na cidade, pois com o império da era digital, o contato direto com jornais e revistas vem diminuindo a cada dia. A bagagem que a exposição traz também é importante, pois revela o papel de preservadores dos valores culturais e de inserção do imigrante no atual contexto social da capital paulista, com grande influência social, cultural e política em nossa sociedade.

 O Memorial funciona de terça a sexta-feira, mas na próxima segunda-feira, por ser aniversário de São Paulo abrirá normalmente e a entrada será franca.

Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca

Ponto de referência: estação Bresser do metrô (linha Leste- Oeste).

Tel: 2692-1866

Valor de entrada: R$ 4,00

Crédito foto: Wikimedia

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Tags:

Categorias: Educação e História, Especial, São Paulo

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