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São Paulo À la carte

por Érica Perazza

Ninguém consegue imaginar que alguns séculos atrás, São Paulo estava longe de ser o centro financeiro mais importante do país e a maior concentração de entretenimento e cultura.  A cidade cosmopolita era pacata. Com a chegada dos imigrantes, depois da abolição da escravidão, isto mudou muito e criou uma nova identidade.

Sampa mesmo com todo o stress, trânsito e outras MILHARES de problemas que apresenta, consegue ser uma cidade descolada. Mesmo com mais de um evento acontecendo a cada milésimo – entre parada gay, bienal, semana da moda, festivais de música, além da infra-estrutura de entretenimento, totalizando 7 estádios de futebol, 110 museus, 260 salas em 55 cinemas, 160 teatros, 40 centros culturais, 90 bibliotecas, 80 shopping centers,  7 casas de espetáculos, muitos paulistas abusam de suas tradições.

Ceder aos costumes e aos clichês, às vezes é muito mais divertido do que explorar alguma coisa ainda desconhecida. Andar a esmo pelos arredores da Avenida Paulista, mesmo nos dias úteis, é um dos passeios mais agradáveis que existe. Você sempre acaba descobrindo novidades entrando pelas suas alamedas e travessas. Uma loja esquisita e estilosa, uma promoção inacreditável, um pedacinho da história brasileira bastante curiosa. Pode até trombar com aquele seu amigo que não vê há séculos. Afinal, a Paulista é a avenida do mundo.

O maior pólo gastronômico na cidade não se intimida com os 52 tipos de cozinhas espalhados por aí, com 12,5 mil restaurantes, 500 churrascarias, 250 restaurantes japoneses, 15 mil bares, 3.200 padarias, 10,4 milhões de pãezinhos por dia e 7.200 por minuto, cerca de 6 mil pizzarias, 1 milhão de pizzas por dia, 720 por minuto, 2.000 opções de delivery. O Mercado Municipal, – que entre entre 1927 e 1933 foi como quartel durante a Revolução de 32 – foi construído a partir de 1928. E mantém um duelo forte com seus sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau. Mas não é só isso. O Mercadão concentra a maior diversidades de aromas, sabores e cores. Os vendedores das barracas e empórios contaram a Revista Pandora que lá você pode encontrar de tudo. Temperos incomuns como o alçafrão espanhol, ele é um tipo de uma fruta, mas custa bem caro: R$32,00 apenas um grama. Fava de baunilha, que vem como orquídea, do tamanho de uma caneta, R$12,00 uma só! E várias furtas exóticas ( que para eles já se tornarem bastante comuns) que vêm da Amazônia e da Ásia. Um das mais vendidas na Banca do Juca é a longan, originária da India e Sri Lanka e muito cultivada na China, Malásia, Flórida e no Hawai. Segundo Carlito, além de possuir vitamina E, ele jura ser afrodisíaca. Nas outras bancas, muitos homens vão a procura do amendoim “viagra natural”.

Qual o diferencial que o Mercadão traz pra São Paulo? Além de comprar alimentos de primeira qualidade, você pode fazer um bom turismo. Chefs da cidade toda e cozinheiros amadores que procuram um sabor mais fresco à mesa, vão a loucura neste parque de diversões gourmet.

Ali perto do Mercadão, no Mosteiro de São Bento, poucos sabem que dá para apreciar cantos gregorianos de segunda a sexta-feira às 7h, sábados às 6h e domingos às 10h. Além do mais, a gastronomia passada de monge a monge, para que se continue cumprindo o que escreveu S. Bento: “são verdadeiros monges, se vivem do trabalho de suas mãos”, é divina. Experimente o Benedictus, um pão de mel recheado com geléia de damasco (R$ 5,00 cada).

E se você não liga de ser convencial, termine seu dia com uma visita ao Teatro Municipal ( Praça Ramos de Azevedo, s/nº, telefone da bilheteria: 3397-0327).  O teatro marcou o início do modernismo no Brasil durante a Semana de Arte Moderna de 22. Hoje é palco da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Experimental de Repertório, Coral Lírico, o Coral Paulistano e o Ballet da cidade de São Paulo. É também um dos cartões postais mais bonitos e importantes que passam desapercebidos no dia-a-dia que infelizmente, apenas vira um clichê ou “programa de índio”. Só damos significado aos 6 milhões de carros que circulam pelas ruas, 5 mil semáforos, 34 mil indústrias, inúmeros caos e não ao seu turismo cultural.

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Categorias: Especial, São Paulo, Turismo

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