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A hora de mudar

por Soraia Alves


2010 é o ano da Copa do Mundo mas para nós brasileiros é também ano de eleições. Governadores, deputados (estadual e federal), senadores e o futuro presidente da República serão escolhidos pela população de acordo com o sistema democrático do Estado brasileiro. Democracia esta em que o voto é obrigatório e na qual um político não atende ao apelo popular para deixar seu cargo após se envolver em algum escândalo político.

E tem político que nem se envergonha de ver seu nome diretamente relacionado a esquemas de corrupção e coisas assim, e por achar que a população também não liga ou tem a memória fraca, acaba até tentando ser reeleito. Esse é o caso do atual governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda que mesmo sendo o principal nome do esquema apelidado de Mensalão de Brasília, diz  contar com eleitores das cidades satélites para se reeleger.

O nome Mensalão nos faz lembrar de outro caso, ocorrido em 2005/2006 envolvendo nomes como José Genoino e Roberto Jefferson que mesmo atolados em meio ao escândalo exercem cargos políticos até hoje. No caso atual, Arruda é acusado de ter repassado propina a deputados em troca de apoio. Em imagens feitas por câmeras escondidas o governador aparece recebendo dinheiro de Durval Barbosa, então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto.

Entre os vídeos outros personagens aparecem, como o deputado Leonardo Prudente que ficou famoso pela cena do dinheiro na meia e que vai presidenciar a CPI que investigará os acusados de receber propina do governador Arruda, o que de acordo com as imagens inclue ele mesmo.

As gravações e cenas como a oração do mensalão, além de declarações do governador que alegou estar recebendo o dinheiro para comprar panetone e distribuir para famílias de baixa renda, provocaram a indignação da população e levaram centenas de pessoas, principlamente jovens a pedirem a saída de Arruda do governo do DF. As manifestações, muitas vezes reprimidas com violência pela polícia,  e pedidos de impeachment não fizeram o governador, que antes do natal resolveu não distribuir mais panetones e sim cerca de 600 cheques-moradia para famílias necessitadas de Brasília, destituir-se de seu cargo e em um gesto de “humildade” Arruda disse perdoar todos aqueles que o acusaram e o julgaram, ou seja, ele perdoou todo o povo brasileiro.

Arruda é apenas mais um integrante de um sistema político que há vários anos se mostra cada vez mais corrompido. Sistema político o qual será renovado (ou não) nas próximas eleições.

Já que para uns “as imagens não falam por si”, que a maioria dos brasileiros se lembrem de que embora não seja perfeita, a melhor hora de mostrar que a democracia vale a pena é em frente as urnas.


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Categorias: Hermes, Política Nacional

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